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A oração em o Novo Testamento


por Isaías de Jesus

Texto Áureo:- "Regozijai-vos sempre, Orai sem cessar" I Ts 5: 16-17

Verdade Pratica:- A Oração em o Novo Testamento tem como padrão a fé, a intensidade e a perseverança

A Oração na Igreja de Jerusalém

O livro de Atos dos Apóstolos é mais que o registro inspirado das ações de um grupo especial de crentes. Nele estão incluídos os atos da Igreja levantada no Pentecostes, os atos do Espírito Santo nessa Igreja e por meio dela e os atos das forças contrárias, tanto humanas quanto demoníacas, que buscavam impedir e destruir a Igreja desde o seu nascimento. As orações da Igreja Primitiva foram cruciais para os eventos sobrenaturais que marcaram os primeiros dias desse novo movimento cio Espírito. Se há alguma lição nessa história cheia de fascínio e deslumbre, é que a oração tem sido o fator que faz a diferença. Sem ela, não haveria o registro de atos que nos causam tamanha admiração. A Igreja Primitiva foi estabelecida numa reunião de oração, que durou de sete a dez dias (At 1.13,14); ela continuou em oração (At 2.42); e a oração sempre foi o seu sustentáculo. O livro de Atos não estabelece qualquer doutrina ou teologia sobre a oração. No entanto, mediante um fluxo incessante de exemplos, ensina sobre o assunto. Gerações de crentes têm recebido inspiração e encorajamento através do exemplo daqueles apóstolos dedicados à oração, que plantaram a semente e a regaram com lágrimas. Nós, igualmente, podemos ter um aumento em nosso labor pelo Reino, à medida que juntamos aos nossos esforços a oração de intercessão. As lições práticas dessas orações e seus resultados são vários.

A Primeira Reunião de Oração da Igreja Primitiva

A ocasião da primeira reunião de oração dos discípulos, após a ascensão de Jesus, é inequivocamente clara (At 1.13,14). A motivação para essa primeira reunião veio diretamente de Jesus, o Cabeça da Igreja. Embora Ele não lhes ordenasse especificamente que orassem, os discípulos sabiam muito bem que o tempo de ficar em Jerusalém (Lc 24.49) e esperar (At 1.4) deveria ser preenchido com oração. "Ficar" é tradução do verbo grego katbizo, que significa "sentar-se", "estabelecer-se", "permanecer". E entrando, subiram ao cenáculo, onde habitavam Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, filho de Tiago. Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos (At 1.13,14).

O dom prometido (Lc 24.49; At 1.5) era algo pelo qual valia a pena esperar. A intensidade com que desejavam o poder do Espírito Santo está claramente demonstrada pelo modo como se dedicaram à oração: "Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas" (At 1.14).

Aquilo sobre o que oravam não ficou registrado no livro de Atos, exceto o pedido posterior por orientação na escolha do sucessor de Judas Iscariotes. Mas suas orações, enquanto esperavam, deviam estar relacionadas ao propósito da espera — a vinda do Espírito Santo, como prometera o Senhor.

O resultado daquela primeira reunião de oração da Igreja Primitiva haveria de afetar o mundo para sempre. O Espírito Santo estava agora disponível para a Igreja como nunca antes. Que Ele estava presente no mundo antes daquele dia, é um fato que não pode ser negado. Mas que Ele viesse de uma só Vez sobre tantos crentes, revestindo-os de poder para serem suas testemunhas, até então era algo desconhecido. Os acontecimentos do dia de pentecostes, preparados pelas orações que os precederam, revestiram-se de tremendas conseqüências: "E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados" (At 2.2). O vento, símbolo do Espírito Santo para qualquer judeu conhecedor dos fatos, despertou grande alvoroço entre aqueles que estavam se dedicando à oração.

E logo, nos calcanhares do vento, veio o fogo: "E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles" (At 2.3). Outro símbolo prontamente reconhecido da presença divina na comunidade judaica (Êx 3.1-6; 1 Rs 18.38,39), o fogo deve tê-los feito lembrar as palavras de João Batista: "Esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo" (Lc 3.16). Mas João, ao que tudo indica, usou a palavra "fogo" no sentido de julgamento, ao passo que as "línguas repartidas, como que de fogo" aqui relatadas parecem ser um símbolo da aceitação divina (consulte a discussão de Stanley M. Horton, em O que a Bíblia Diz Sobre o Espírito Santo, Rio de Janeiro: CPAD, 1993).

Todas essas notáveis manifestações devem ter tocado fundo no coração dos 120, que tinham acabado de receber o Espírito Santo, pois "todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem" (At 2.4). Tudo isso relacionava-se à promessa de Deus, em função da qual se realizara aquela longa reunião de oração, cujos efeitos se manifestaram no dia de Pentecostes.

As lições que aqui aprendemos são importantes:

(1) a oração é a principal chave para o derramamento do Espírito Santo;
(2) orações longas podem ser necessárias para produzir união entre os membros do corpo de Cristo; e
(3) a oração sempre será o prelúdio de poderosas manifestações do poder de Deus.
Foi durante a primeira longa reunião de oração da Igreja que houve a substituição de Judas, tarefa que representou uma grave questão de liderança (At 1.15-26). Parece que os apóstolos estavam seguindo o desejo do próprio Senhor Jesus, quando concluíram que seu número deveria ser 12.
Judas Iscariotes, um dos que faziam parte do grupo original, havia posto um fim à própria vida e ao seu apostolado, suicidando-se. Portanto, tinha de ser substituído. Dois homens, dentre os muitos presentes, foram inicialmente escolhidos, O motivo dessa escolha é algo sobre o qual não somos informados.

Oração ante a Perseguição

Pedro e João foram instrumentos usados por Deus para levar a cura, de forma extraordinária, a um homem que desde o nascimento era aleijado e incapaz de andar (At 3). Indignados diante do que os dois ensinavam e faziam, os sacerdotes e o capitão da guarda do Templo, juntamente com os saduceus, ordenaram que eles fossem lançados na prisão (At 4.1-3). Mas, no dia seguinte, Pedro, renovado pelo Espírito Santo (At 4.8), pregou destemidamente a todos os seus opositores. Finalmente, após serem ameaçados pelas autoridades, Pedro e João tiveram permissão para ir embora. Retornando à companhia dos irmãos, deram-lhes notícias da proibição feita pelos principais sacerdotes e anciãos, isto é, de que não deveriam mais nem falar e nem ensinar no nome de Jesus. Esse edito pôs a Igreja Primitiva de joelhos, em oração. (At 4.24-31).

Sua oração iniciou-se com o devido reconhecimento do Deus ao qual se dirigiam: "Senhor, tu és o que fizeste o céu, e a terra, e o mar, e tudo o que neles há" (At 4.24). A palavra aqui traduzida por "Senhor" é diferente das outras palavras dirigidas a Deus. Essa palavra tem um sentido óbvio: "mestre", "soberano" ou "autoridade suprema". Esse tipo de reconhecimento não apenas honra a Deus como o Criador do Universo, como também gera fé nos corações daqueles que oram a um Deus tão grande.

Na oração da Igreja perseguida, os crentes também reconheceram a onisciência de Deus e a sua predeterminação em tudo quanto acontecera ao Senhor Jesus (At 4.25-28). Os sofrimentos e a morte de Jesus continuavam bem vivos na mente deles. O conhecimento da onisciência de Deus e seu completo controle sobre tudo que acontece é igualmente vital para os crentes hoje em dia. Isso nos assegura que Deus está consciente de todas as vicissitudes da vida e jamais é pego de surpresa. Ele continua sendo a Majestade suprema o Soberano que prevê e predetermina tudo quanto sucede no universo. É Ele quem nos dá o livre-arbítrio e nos permite saber que podemos confiar tudo inteiramente aos seus cuidados.

"Concede aos teus servos que falem com toda a ousadia a tua palavra; enquanto estendes a mão para curar, e para que se façam sinais e prodígios pelo nome do teu santo Filho Jesus" (At 4.29,30). Tinham absoluta certeza de que as manifestações miraculosas seriam um amém divino aos seus esforços concentrados, testificando que Deus, de fato, estava trabalhando com eles e através deles. Ainda hoje a resposta a um testemunho insípido, de pouco poder e muitas palavras, continua sendo o poder de Deus, manifesto em ações poderosas do Espírito Santo e por meio de curas, sinais e maravilhas concedidos por Deus. Devemos nos encher de coragem e implorar a Deus por um testemunho eficaz, nunca permitindo que as evidências pentecostais sejam relegadas ao passado.

Nem precisamos indagar se a oração daquele grupo primitivo de cristãos foi ouvida. A resposta foi dinâmica:
(1) o lugar onde estavam reunidos foi sacudido;
(2) todos foram cheios do Espírito Santo; e
(3) anunciaram a Palavra de Deus com ousadia (At 4.31).

A resposta de Deus foi dada por meio do Espírito Santo, tal como Jesus antes indicara: "Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós" (At 1.8). Aqueles discípulos haviam recebido o Espírito Santo no dia de Pentecostes. Não obstante, aquela outorga especial de poder não excluía a necessidade de "novos enchimentos, de novas unções, de novos movimentos do Espírito, de novas manifestações do poder e dos dons do Espírito e de uma perpétua dependência da ajuda do Espírito" (Horton, O que a Bíblia Diz Sobre o Espírito Santo).

As lições que devemos aprender dessa excepcional passagem sobre a oração e suas conseqüências são diversas:
(1) ao surgirem perseguições e ameaças, devemos nos reunir com o povo de Deus e orar;
(2) quando estivermos orando, fortaleçamos nossa fé, confessando a grandeza do Deus a quem oramos;
(3) oremos com base na Palavra de Deus, naquilo em que ela se aplica à nossa situação;
(4) não oremos meramente por nossa autopreservação e escape, quando surgirem perseguições e formos ameaçados, mas oremos para que tenhamos um ministério eficaz, a despeito dessas mesmas perseguições e ameaças; e
(5) oremos para que Deus aumente a nossa capacidade de sermos cheios do Espírito Santo e que Ele confirme a sua Palavra com sinais miraculosos.

A Oração na Igreja em Expansão

A severa perseguição que se seguiu ao martírio de Estevão espalhou os crentes em todas as direções. Lucas nos dá exemplos do que deve ter acontecido em muitos lugares, quando descreve o ministério de Filipe, em Samaria, e o de Pedro, na Judéia. Visto que os crentes enfrentavam a perseguição com incessantes orações (por exemplo, At 12.5), podemos estar seguros de que, mediante a oração e orientação do Espírito, a Grande Comissão foi coroada de êxito em lugares acerca dos quais Lucas nada menciona. Atos, entretanto, deixa transparecer alguns indícios (At 9.31; 12.24; 15.3; 21.4; 28.14), incidindo a última parte do livro sobre a missão efetuada pelo apóstolo Paulo entre os povos gentílicos.

A oração de Estêvão exprime duas preocupações:

(1) o destino de seu espírito; e
(2) o bem-estar de seus inimigos.
Dificilmente, ele poderia ter seguido mais de perto o exemplo deixado por seu Senhor. Poucos meses antes, quando Jesus morria às mãos de homens malignos, estas palavras haviam sido ouvidas na cruz: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito" (Lc 23.46). Agora era a vez de Estêvão clamar: "Senhor Jesus, recebe o meu espírito!" (At 7.59). Ele já havia recebido um vislumbre do outro mundo (veja o contexto, em At 7.55-59), cuja glória pareceu aliviar as dores do momento. Também tinha consciência de que deixar o corpo é "habitar com o Senhor" (2 Co 5.8).

Havendo cuidado de seu próprio espírito, Estêvão dirigiu seus sinceros pensamentos àqueles violentos compatriotas, que estavam pecando. Ajoelhou-se, sem dúvida com o rosto voltado na direção do céu, dando a entender com isso não só a sua grande humildade, como também a sua maneira de se aproximar em oração ao Deus do céu. A oração de Estêvão "Senhor, não lhes imputes este pecado" (At 7.60) é um eco da oração feita pelo Senhor quando crucificado: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23.34) – (Mt 5.44,45).

Qual foi o resultado dessa oração incomum e dessa maneira exemplar de morrer? Naquela multidão sedenta de sangue, havia pelo menos um homem inclinado de corpo e alma não só a destruir o destemido Estêvão, mas também a Igreja inteira. Era o rude Saulo de Tarso (At 7.58). Se Estêvão não tivesse orado daquela maneira, talvez a Igreja de Jesus Cristo não contasse com Paulo, o apóstolo dos gentios, entre seus heróis. Estêvão, pois, foi o "grão de trigo" que, caindo no solo e morrendo, pôde produzir "muito fruto" ( Jo 12.24). A semente do martírio realmente produziu muito fruto: primeiramente Paulo, como parece dar a entender a menção repetida do seu nome em Atos 7.58 a 8.1, e depois a vasta multidão, tanto de judeus como de gentios, que vieram a Cristo pelo ministério do próprio Paulo.

Uma Notável Resposta à Oração

As pessoas são recompensadas, quando obedecem à luz que têm e oram anelantemente a Deus. Cornélio, centurião romano, era uma pessoa desse tipo. Provavelmente, ele era o que os judeus da época considerariam como um "simpático incircunciso" forasteiro, ou quase um prosélito. Os rabinos do período medieval às vezes chamavam esses estrangeiros devotos de "prosélitos de portão", pois postavam-se no portão do Judaísmo, mas não entravam definitivamente para se tornar prosélitos ou convertidos plenos.

Cornélio era homem que tinha "bom testemunho de toda a nação dos judeus" (At 10.22), apesar de ser gentio.

Também é evidente que já ouvira falar de Jesus e de sua morte, ressurreição e ascensão, bem como do batismo no Espírito Santo (At 10.36-38). Isso, por certo, inspirou-o em sua determinação de buscar a Deus. Os judeus pensavam que os gentios dificilmente teriam o mesmo acesso que eles a Deus. Mas com Deus não há favoritismos (At 10.34), como Pedro em breve descobriria. (At 10:1-6).

As credenciais desse gentio eram impressionantes
(1) era um homem devoto piedoso e temente a Deus;
(2) não somente tinha fé no verdadeiro Deus, mas também queria agradá-lo e receber a salvação;
(3) zelava por sua casa e compartilhava o que sabia de Deus com seus familiares; (4) era generoso com os pobres; e
(5) orava regularmente a Deus.

Não possuímos qualquer indicação, no texto sagrado, do que Cornélio dizia em suas orações. Mas podemos deduzir seu conteúdo pelos resultados. As palavras do anjo que o visitou podem nos fornecer um indício: "Manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro" (At 10.5). Não é difícil supor que Cornélio tenha orado, de todo o coração, para que alguém viesse ajudá-lo quanto ao que deveria fazer. É possível ainda, pelo fato de todos os crentes batizados no Espírito Santo serem judeus que Cornélio tenha realmente orado a fim de se tornar um prosélito pleno do Judaísmo (ou seja, converter-se ao Judaísmo esperançoso de receber a salvação e o prometido dom do Espírito Santo.

Cornélio, pois, recebeu sua resposta de uma maneira extraordinária, envolvendo tanto um anjo (At 10.3) quanto um homem, Pedro (At 10.5,6). O ministério dos anjos, trazendo respostas às nossas orações, será considerado no capítulo 14, mas fica registrado aqui que Deus usa quaisquer meios necessários para dar uma resposta adequada a quem se mostra sinceramente interessado. Não há como medir o quanto as coisas estão na dependência de nossas orações. Mas se Cornélio não tivesse orado, a porta do evangelho para os gentios teria permanecido fechada por mais algum tempo, embora não de forma permanente, pois Deus prometera abençoar todos os povos da Terra (Gn 12.3; 18.18; 22.18; 26.4; 28.14; Gl 3.8).

Livramento por meio da Oração Conjunta

O progresso da Igreja depende, em grande escala, de sua liderança, mais ou menos como uma conquista militar depende dos oficiais do exército. Satanás não se esquece nem por um momento dessa realidade, pelo que procura atingir pontos estratégicos onde possa causar estragos mais profundos. Da mesma forma que Deus prefere agir através de pessoas na realização de seus propósitos, assim também Satanás emprega emissários humanos para alcançar seus objetivos.

Herodes Agripa 1 foi cúmplice de Satanás na detenção e aprisionamento de Pedro. Herodes supôs que Tiago e Pedro eram as duas colunas sobre as quais repousava a Igreja Primitiva. Pensou que, se eles fossem eliminados, a estrutura inteira da Igreja entraria em colapso. Por isso, deteve e executou Tiago. Como isso agradou os judeus, mandou prender também Pedro, colocando-o sob forte segurança, com guardas à porta. "Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus" (At 12.5).

Essa oração também foi específica. Orar de modo específico, dentro da vontade de Deus, resulta em respostas específicas. Isso aprimora nossas petições, eliminando aqueles pedidos genéricos acerca dos quais nunca sabemos se recebemos uma resposta ou não, A oração específica prova a fé do suplicante, levando-o a descobrir a vontade de Deus antes de pedir alguma coisa, ou, no mínimo, faz com que ele se disponha a aceitar a vontade de Deus, quando há alguma dúvida de qual seja ela. (At 12.15).

Recebendo Orientação para Enviar Obreiros

Desde o início da Igreja, as missões têm sido sua maior prioridade. É por elas que pulsa o próprio coração de Deus ( Jo 3.16; Lc 19.10). Quanto mais a Igreja se aproxima do coração de Deus, mais profundamente calam as missões dentro de si mesma: "E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram" (At 13.2,3). O verbo aqui traduzido por "servindo" vem do grego leitourgeo, de onde deriva a palavra "liturgia". Seu uso, no capítulo 13 de Atos, parece sugerir uma mistura de louvor e oração. Adicione-se a isso o jejum e você terá uma intensa e unida devoção ao Senhor. Nesse tipo de ambiente, a visão se expande e as pessoas encontram orientação divina para suas vidas.

Não somos informados da maneira exata como o Espírito Santo falou ao grupo que se reunira para orar. Mas o simples fato de alguém obter a orientação necessária tem mais significado que os meios utilizados para a sua obtenção. Temos a incrível tendência de dar excessivo valor aos meios pelos quais obtemos a orientação divina, mais que à própria orientação em si, sendo que este é o fator mais importante. Isso não significa que devemos ser displicentes acerca dos meios pelos quais Deus nos revela sua vontade, pois mais tarde isso facilmente poderia nos impedir de reconhecer e receber a orientação divina. Só depois que o jovem Samuel foi instruído sobre como atender à orientação divina, é que ele foi capaz de reconhecer e recebê-la (1 Sm 3.1-14).

A passagem de Atos 13.2 diz apenas: "Disse o Espírito Santo". Há várias possibilidades quanto ao modo como essa palavra foi transmitida:
(1) por meio de uma forte impressão no coração de um ou mais líderes (At 8.29; 9.15,16);
(2) através de uma visão (At 9.10; 10.3,10-16; 16.9); ou
(3) mediante o dom da profecia (At 15.13,28,32; 21.11).

Quanto à terceira possibilidade, deve-se ser extremamente cauteloso, pois a evidência do uso desse meio na Bíblia é, num certo sentido, um tanto restrita, O britânico Donald Gee, erudito da Bíblia, altamente respeitado no mundo inteiro, escreve: "Pode-se afirmar que não há uma única instância no Novo Testamento em que o dom da profecia tenha sido deliberadamente utilizado para dar orientações" (Donald Gee, Concerning Spiritual Gifis, Springfield, Missourj:
Gospel Publishing House, 1949, p. 44).

Enfrentando os Poderes de Satanás

Não é o momento certo para começarmos a levar a sério a oração na hora em que as forças satânicas estão nos confrontando diretamente. Devemos nos preparar com antecedência, pois, apesar das confrontações visíveis serem ocasionais, a batalha ruge constantemente. Cada vez que um crente se predispõe a orar, deve fazê-lo ciente de que está tomando parte num grande conflito espiritual:

"Porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais" (Ef 6.12). Paulo era uma pessoa dedicada à oração, que participava com outros crentes de reuniões de oração. Foi somente por haver-se preparado que ele pôde ser usado por Deus para fazer frente aos poderes satânicos em Filipos. (At 16.13,16-18).

Os versos 13 e 16 do capítulo 16 de Atos são os dois únicos do Novo Testamento em que o termo grego proseuche ("oração") significa "um lugar de oração". Filipos não tinha sinagoga, porque o número de judeus adultos do sexo masculino era muito pequeno — menos que dez (Horton, Tbe Book ofActs, p. 193). Havia apenas um "lugar de oração", perto do rio Gangites. Assim, Paulo e seu grupo se encaminharam para o local onde as pessoas buscavam a Deus com regularidade. E o mesmo deveríamos fazer hoje em dia. Devemos manter um lugar de oração, não importando se na casa de Deus ou num quarto de nossa casa, onde possamos orar. A oração e a adoração não somente obtêm a atenção do Céu, mas, de alguma maneira inexplicável, também atraem e despertam a dimensão dos espíritos imundos. A presença de Jesus com freqüência provocava os espíritos malignos (Mt 8.28-32; Mc 1.23,24; 3.11; Lc 4.41). Portanto, não deve ser visto com estranheza que, ao fazermos orações fervorosas, as forças das trevas se reúnam para nos fazer oposição (veja o apêndice 2, "Batalha Espiritual na Oração"). É nessa, mais que em qualquer outra ocasião, que as trevas são confrontadas, desmascaradas e derrotadas (Ef 6.12-18).

Finalmente Paulo, equipado e armado pelo Espírito Santo, além de fortalecido com poder da oração, ordenou que o demônio saísse da jovem, o que atraiu a ira dos proprietários da escrava, inclusive contra Silas, companheiro dele nas missões.

Satanás não é menos real hoje do que naquele tempo — como não demoram a descobrir aqueles que se ocupam em orar intensamente. Contudo, a pessoa que ora nada tem a temer: "Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus, para destruição das fortalezas" (2 Co 10.4).

Recebendo uma Revelação

Sempre é apropriado orar em todas as circunstâncias da vida, mas a oração nunca é mais urgente que em momentos de crise. Velejando para Roma como prisioneiro, sob a custódia do centurião Júlio, Paulo estava em perigo de vida, juntamente com a tripulação, os passageiros e os demais prisioneiros (At 27.1-20). Esta foi sua quarta experiência de naufrágio (além daquelas narradas em 2 Co 11.25).

Duas coisas foram alcançadas mediante a oração de Paulo:
(1) revelação e
(2) preservação. Por meio de uma revelação especial de Deus feita através de um dos seus anjos, Paulo pôde ver o futuro além das circunstâncias adversas do momento. E tanto ele quanto seus companheiros de viagem foram preservados de uma terrível destruição, porque Deus interveio na situação.
A experiência de Paulo, a caminho de Roma, ensina-nos várias lições. Em meio às tempestades da vida, devemos manter a comunhão com Deus, rejeitando o desespero da incredulidade. Aquilo que Deus nos revela durante o dia não deve ser posto em dúvida ao anoitecer. Quando a mensagem que recebermos for verdadeiramente da parte de Deus, poderemos declarar com confiança o que Ele está prestes a fazer.

Paulo na Oração – Um Intercessor em Favor dos Crentes

Quase sem exceção, aqueles que oram adquirem uma incrível consciência de suas próprias fraquezas e imperfeições, especialmente os que buscam orar de acordo com a vontade de Deus. Somente aos tolos e presunçosos faltam essa consciência. No entanto, Paulo tem revigorantes palavras de encorajamento para todos nós: (Rm. 8.26,27).

Um filho de Deus jamais está sozinho quando ora. Há Alguém nomeado por Deus para ajudá-lo — o Espírito Santo. Nunca uma pessoa se mostra mais eficaz e segura do que quando ora conforme o Espírito ora através dela. Como é que o Espírito nos socorre quando oramos? A palavra "ajuda" é a tradução do verbo grego sunantilambano, que significa "tomar parte com", "sair em socorro de". O Espírito junta-se a nós em intercessão para moldar a oração que não pode ser compreendida pelo entendimento humano. As orações impulsionadas pelo Espírito são manifestações carismáticas, nas quais o Espírito Santo intercede com gemidos expressos pelo crente desde o mais profundo recesso do seu coração.

Da mesma maneira que Cristo intercede no Céu pelo filho de Deus (Rm. 8.34), assim também o Espírito Santo intercede dentro do crente aqui na Terra. Os fardos e anelos que não podem ser expressos por meio de palavras comuns têm sua fonte no próprio Espírito de Deus.

As orações do apóstolo Paulo nasciam de suas próprias experiências. Aquilo que ele havia aprendido tão bem em sua busca pessoal de Deus, tornara-se a paixão de suas orações pelas igrejas. "Aquele que realmente ora tem uma visão mais aguda, forma um julgamento mais sadio, elabora planos mais inteligentes, obtém um domínio maior das circunstâncias, mantém relações mais criativas com as pessoas, do que jamais poderia sem a oração" (Albert Edward Ayd, em R. L. Brandt, Praying with Pau4 Grand Rapids: Baker Book House, 1966, p. 7). Paulo era eficaz em seu testemunho e pregação, porque a sua vida de oração era eficaz.

Poderíamos indagar por que Paulo incluiu suas orações em suas cartas. Por certo não foi para impressionar seus leitores com sua devoção e espiritualidade pessoais, nem tampouco foi feito para meramente preencher espaço em epístolas literárias. Mas devido ao fato de Paulo estar escrevendo aos seus leitores e não se dirigindo a eles em pessoa, naturalmente seus hábitos regulares de oração deveriam acompanhar suas admoestações e encorajamentos.

Também devemos lembrar que Paulo escreveu suas epístolas sob a inspiração do Espírito Santo, O Espírito dirigiu-o a incluir essas orações como parte das instruções pelas quais Deus queria que todos os crentes tivessem. Através do exemplo de Paulo, podemos aprender como chegar à verdadeira presença de Deus, com ousadia. As orações de Paulo também nos ajudam a receber as revelações da vontade de Deus em favor do seu povo, apresentando um padrão de oração digno de ser seguido. Quando entramos no espírito das orações de Paulo, ao estudá-las, é possível orar de modo significativo, juntamente com Paulo.

Orando para Conhecer Melhor a Deus

A oração de Paulo pelos crentes efésios (Ef 1.15-21) expressa a mais sublime vontade de Deus para cada um de seus filhos. Tanto aqui como mais adiante na epístola, Paulo orou com grande unção, a fim de que os crentes efésios crescessem espiritualmente e se tornassem mais fortes, através da ajuda do Espírito Santo (Ef 3.16).

A frase "me ponho de joelhos" (Ef 3.14) pode ser entendida de duas maneiras diferentes:
(1) Paulo estava falando sobre a sua postura física enquanto orava; e
(2) ele estava descrevendo a atitude do seu coração na presença de Deus.
Em algumas culturas, as pessoas mostram respeito por aqueles que estão em posição de superioridade ficando de pé na presença deles, em vez de permanecerem sentadas. Em outras culturas, prostrar-se ou ajoelhar-se é a posição corporal apropriada na presença de pessoas de grau mais elevado.

Oração para qualquer Ocasião

A maioria dos crentes acha mais fácil orar quando está atravessando períodos de sofrimento e tribulação. Mas orar em momentos de crise, sem uma comunhão constante com Deus, é como agarrar-se a uma bóia salva-vidas cuja corda de ligação não foi devidamente cuidada. Paulo mostra o propósito divino para os nossos hábitos de oração, quando encoraja os crentes efésios a orar com regularidade, intensidade e perseverança. (Ef 6.18,19).

Deixando de lado a metáfora da armadura do soldado cristão (Ef 6.10-17), Paulo continua, nos versículos 18 e 19, com o tema da luta espiritual do crente, enfocando agora o elemento mais vital para o sucesso na batalha: a oração. Ainda que, sem dúvida, a oração esteja implícita nas instruções sobre a colocação da armadura espiritual, Paulo advoga especificamente uma grande variedade de abordagens à oração.

Visto que são maus os poderes deste mundo tenebroso e as forças espirituais do mal estejam sempre voltadas contra nós, é importante que oremos sempre. A expressão grega enpanti kairo significa "em todo o tempo", "em toda a ocasião" Esta não é uma injunção casual. Mas é uma questão de tão vastas proporções e conseqüências que deve ser levada a sério com toda a firmeza. Acreditar que podemos contender com sucesso nessa guerra, contando apenas com o poder de nossos minúsculos intelectos ou com a força de nossa natureza adâmica, é descobrir, para prejuízo nosso, que não somos adversários à altura para aquele que "anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar" (1 Pe 5.8).

As palavras dia pases proseuches significam, literalmente, "através de toda a espécie de oração". Efésios 6.18 começa com essa frase, sem qualquer separação da passagem anterior, que trata da armadura cristã. Na realidade, Paulo estava dizendo: "Revesti-vos de toda a armadura de Deus [6.11]… estai pois firmes [contra Satanás] [6.141 e tomai.., a espada do Espírito [6.17] com toda a oração e súplica [6.18]". É inútil ficar discutindo se, através da oração, nos revestimos de todas as peças da armadura ou apenas tomamos a espada do Espírito (a Palavra de Deus). A oração é o instrumento de guerra espiritual que torna eficaz a armadura defensiva e as armas ofensivas.

"Com toda a oração e súplica" inclui tanto a oração pública quanto a particular, tanto a informal quanto a formal, tanto a silenciosa quanto a em voz alta, tanto a de louvor quanto as petições, tanto a oração planejada quanto a espontânea e tanto a oração no Espírito quanto aquela feita com a mente.

Os Ensinamentos de Jesus sobre a Oração

Não há instruções sobre a oração mais significativas e esclarecedoras que as feitas por aquEle que orava com tanta eficácia e com uma certeza tal, que podia dizer: "Pai… eu bem sei que sempre me ouves" (Jo 11.41,42). Contudo, é muito mais importante aprender a orar do que aprender sobre esse assunto. Aprender sobre a oração só terá sentido se nos permitir orar melhor.

Em seus ensinamentos sobre o Céu, Jesus disse aos seus discípulos que eles sabiam como chegar aonde Ele estava indo. Tomé, entretanto, disse que não sabia para onde Jesus estava indo, quanto menos o caminho para chegar lá. Então Jesus lhe respondeu: "Eu sou o caminho… Ninguém vem ao Pai, senão por mim" ( Jo 14.6). Nos ensinos de Jesus, não há declaração mais direta sobre o acesso a Deus. Isso aplica-se não só à salvação, mas também à oração, visto que Jesus é o "novo e vivo caminho" por meio do qual entramos no Santo dos Santos (Hb 10.19,20). Essa verdade é absoluta. Ninguém pode aproximar-se de Deus através de outro nome ou por qualquer outro meio. "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem" (1 Tm 2.5). Os teólogos liberais (que não acreditam no sobrenatural) e os filósofos do nosso mundo gostariam de nos fazer crer que tal ponto de vista é por demais estreito e beato. Mas devemos curvar-nos diante do tribunal de apelação de última instância — a Bíblia.

Quando oramos no nome de Jesus, devemos fazer mais do que simplesmente acrescentar ao final da oração, de maneira formal e rotineira, a frase "em nome de Jesus". Quando Jesus falou em pedirmos qualquer coisa em seu nome (Jo 14.13) queria dizer mais do que o mero uso de palavras. Visto que, na Bíblia, o nome representa o caráter e a natureza da pessoa, por isso mesmo quando oramos no nome de Jesus, devemos orar em consonância com a sua pessoa, natureza e vontade.Também devemos reconhecer quem Ele é, submeter-nos à sua autoridade e depositar nossa fé inteiramente nEle. Então, o nosso desejo será sempre trazer glória tanto a Jesus quanto ao Pai (At 3.16; 4.30; Rm 15.6).

Além disso, ao orarmos no nome de Jesus, reconhecemos que Ele é a nossa única esperança de acesso a Deus. Pessoas pecaminosas não podem ter acesso, por si mesmas, a um Deus santo. Se ousassem aproximar-se diretamente de Deus, seriam consumidas, "porque o nosso Deus é um fogo consumidor" (Hb 12.29). Por essa razão, as pessoas do Antigo Testamento nunca entravam no Santo dos Santos. Seu único acesso era pela intermediação do sumo sacerdote, cuja entrada era permitida uma única vez por ano e somente por meio de sangue (Hb 9.7,8).

Sob o Novo Pacto, Jesus é o eterno Sumo Sacerdote que nos confere constante e permanente acesso ao trono da graça, com base no oferecimento do seu próprio sangue (Hb 9.11,12). Só temos acesso a Deus por causa de Jesus.

Recebendo o que Pedimos

Jesus deu instruções específicas sobre como podemos receber aquilo que pedimos em oração: "Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito" ( Jo 15.7). O que significa "estar" em Cristo? De que maneira as palavras de Jesus poderão estar em nós? Devemos responder essas perguntas se realmente quisermos ver o cumprimento das palavras de Jesus, quando prometeu nos dar aquilo que pedimos. Na passagem de João 15.1-11 encontra-se, talvez, a promessa mais abrangente para quem almeja alcançar respostas às suas orações: "Pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito". Mas há condições. Há uma chave que deve ser usada para obtermos a certeza de que alcançaremos as petições que fazemos: "Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós".

"Estar" é a palavra de maior efeito em João 15.7. Esse verbo deriva-se do grego meno e significa "permanecer" (num determinado lugar, estado ou relacionamento). O uso do verbo aqui fala do relacionamento que deve existir entre o crente e o próprio Jesus — uma união, unidade, koinonia (amizade, comunhão, sociedade) ou estar entrelaçados um no outro — numa comunhão ou sociedade mística, mas no entanto real e empírica. Isso é necessário para o crente poder experimentar essa condição ilimitada de pedir e receber.

Aumentando a Fé para Receber Respostas

Quando Jesus falava sobre a oração, fazia freqüentemente referência à fé. Portanto, a fé está no âmago de toda oração eficaz. É o pré-requisito para que a oração seja respondida, visto que a oração é a linguagem da fé. "Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam" (Hb 11.6). Nada é mais fútil que uma oração destituída de fé. Por outro lado, não há nada que um crente possa fazer que seja mais produtivo e cheio de significado que orar com fé. (Mc 11.22-24).

A fé é a força motriz que move a mão de Deus. Todavia, existe muita incompreensão acerca do modo como deve ser exercida a fé que remove montanhas. Alguns ensinam que a fé surge automaticamente quando alguém fala, isto é, quando confessa aquilo pelo que ora, crendo "que se fará aquilo que diz" (Mc 11.23). Muito mais está relacionada com a posse e o exercício da fé que com a mera vocalização. "Dizer" não significa necessariamente praticar a fé, em absoluto! Visto que a expressão da língua pode ser tão somente a manifestação do espírito do homem no modo de exprimir um desejo puramente humano, o "dizer" deve ser sempre um subproduto da oração. Declarar a bênção, ou a vitória, sem uma atitude reverente de oração é como tentar fazer um automóvel andar sem motor. Outrossim, a "declaração" deve ser compatível com a vontade revelada de Deus.

E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos (1 Jo 5.14,15).

O trecho de Marcos 11.22-24 contém três lições sobre a fé. A primeira está contida na exortação de Jesus: "Tende fé em Deus". Esta sentença soa como se fosse uma ordem. Entretanto, "tende", no grego, está no tempo presente e não no imperativo. Alguns manuscritos antigos dizem: "Se tiverdes fé em Deus". Sem dúvida, os crentes quase sempre estão a lutar arduamente para cumprir essa condição. Eles testificam sobre a fé, anunciam sua fé, empregam uma variedade de fórmulas humanas para conseguirem ter fé, e, no entanto, o tempo todo se esquecem da simples fórmula bíblica para se obter fé: a própria Palavra de Deus. "De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus" (Rm 10.17). O maior estímulo à fé está no ouvirmos a Palavra de Deus, vivificada pelo Espírito Santo.

É deveras significativo que Jesus não tenha dito simplesmente: "Tende fé". Não era sua intenção dizer: "Tende fé na fé". Essa é uma atitude tola e perigosa. O que Ele disse, claramente, foi: "Tende fé em Deus". A fé não pode permanecer sozinha. Ela precisa de alguma coisa sobre a qual possa ser edificada. De acordo com as instruções de Jesus, o poderoso Deus do universo deve ser o objetivo da nossa fé. E que maior objetivo além dEle a nossa fé poderia desejar? O Deus em quem a fé é depositada e sobre quem ela faz suas reivindicações é o Deus que, segundo Paulo, é capaz de "fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera" (Ef 3.20). Sim, é o mesmo Deus cujo grande poder Ele "manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos, e pondo-o à sua direita nos céus" (Ef 1.20).

A segunda lição a ser aprendida de Marcos 11.22-24 é a explicação de Jesus sobre o admirável poder da fé em Deus e como ela opera. A fé (pistis, no grego) poderia ser traduzida por "fé-obediência". Não existe fé em Deus sem uma confiança absoluta nEle e deliberada obediência à sua vontade. A fé não fingida, não diluída, não enfrenta obstáculo grande demais, visto que apresenta contra esse obstáculo o poder sem limites e sem igual do Deus para quem nada é impossível (Gn 18.11-14; Jr 32.17; Lc 1.37; 18.27).

Em Marcos 11.22-24, encontramos a terceira lição nas instruções de Jesus sobre os meios que nos permitem ter uma fé que remova montanhas. O versículo 24 começa com um significativo "por isso", vinculando-o ao pensamento dos versículos anteriores e identificando a única maneira pela qual esse tipo de fé pode ser encontrada: "Tudo o que pedirdes, orando". Noutras palavras, antes de falar às montanhas com autoridade divina, devemos falar com Deus. E antes de falarmos com Deus sobre os nossos desejos, devemos fazer com que esses desejos se harmonizem à vontade divina revelada nas Escrituras.

Uma vez alcançada a convicção de que o pedido está em conformidade à vontade divina, aqueles que pedem têm apenas de acreditar que receberão aquilo que o Senhor deseja. Então Jesus promete: "E tê-lo-eis". A fé não precisa estar sujeita a restrições de tempo. Uma vez que a fé tenha surgido no coração, a demora da resposta concreta não deveria ser problema. A fé não dita os termos da resposta. Meramente assegura a resposta dentro do arcabouço da vontade e do propósito de Deus.

Seguindo a Oração Modelo

Jesus também abordou a questão do perdão mútuo em suas instruções aos discípulos, quando respondeu ao pedido que lhe fizeram: "Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos" (Lc 11.1). Muitos pedem a mesma coisa atualmente, esperando encontrar alguma fórmula com respostas rápidas e previsíveis às suas orações. Mas será que nossas petições estão sendo realmente sinceras, se não dedicamos tempo para descobrir o que a Palavra de Deus diz sobre a oração, nem nos dispomos a pôr em prática as instruções bíblicas?

Devemos dar atenção a cada detalhe da oração modelo, que Jesus prefaciou com estas palavras: "Portanto, vós orareis assim" (Mt 6.9). Embora seja sempre recomendável repetir a oração do Pai Nosso, é muito mais importante que, quando orarmos, nos deixemos guiar pelos princípios providos por nosso Senhor nessa e em outras orações. A palavra "assim" é tradução do vocábulo grego houtos, e deveria ser entendido como "desta maneira". Jesus estava dizendo:
"Deixem-se guiar por estes princípios gerais quando forem orar". (Mt 6.9-15).

O fato de nos dirigirmos a Deus como "Pai nosso" (Mt 6.9) deveria nos fazer lembrar da benevolência daquEle de quem nos aproximamos. Quanta bênção nos é conferida quando, ao orarmos, nossos corações se conscientizam de que é um amoroso Pai celeste que está dirigindo sua atenção para nós, tal como estamos dirigindo a nossa para Ele. Deus é o nosso Pai, "o Pai das misericórdias" (2 Co 1.3) e nós somos seus filhos. "Como um pai se compadece de seus filhos, assim o senhor se compadece daqueles que o temem" (Sl 103.13). Identificar Deus como o nosso Pai que está "nos céus" (Mt 6.9), implica no reconhecimento de sua superioridade ao melhor dos pais terrenos. A oração, assim posta em prática, deve ser dirigida àquEle que está acima de todas as coisas, sendo Ele próprio superior a qualquer pessoa ou ser que se nomeie.

"Santificado seja o teu nome" (Mt 6.9) não é apenas uma declaração ou mero desejo expresso em oração. Antes, trata-se de um pedido genuíno, o primeiro de uma lista de petições: "Que o teu nome [ou a tua Pessoal seja mantido santo [ou com reverencial entre toda a humanidade". Essa petição será finalmente respondida quando o próprio Deus santificar o seu nome sobre todos os habitantes da Terra, no seu Reino vindouro (Ez 36.22,23).

Hoje, a nossa parte consiste em equilibrar a familiaridade que temos com o compassivo Pai celeste, mostrando-lhe completa reverência e respeito. O termo grego correspondente, hagiazo, significa "tornar santo", "tratar como santo", "conservar em reverência", "honrar altamente".
Infelizmente, o ato de santificar o nome de Deus tem recebido atenção que as outras petições contidas nessa oração. Muitas pessoas têm clamado ansiosamente: "Dá-me hoje o pão diário"; ou então: "Livra-me do mal". Ora, agindo assim, o interesse de que o nome de Deus seja reverenciado e honrado fica em segundo plano, substituído pelas preocupações com o nosso próprio bem-estar.

Como poderíamos santificar o nome de Deus? Certamente o terceiro mandamento deve ser obedecido: "Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão" (Êx 20.7). Mas também podemos santificá-lo através de nossa vida e conduta diárias. A obediência a Deus e um testemunho coerente dão honra ao nome dEle: "Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver" (1 Pe 1.14,15; veja também Hb 12.14).

Quando falamos em "Reino de Deus" estamos nos referindo ao governo direto do próprio Deus. Hoje, o Reino de Deus opera através da Igreja (isto é, dos crentes), em meio a um mundo em rebeldia contra Ele. Contudo, a Igreja não é o Reino de Deus no sentido concreto da palavra.

Portanto, todas as vezes que oramos: "Venha o teu reino" (Mt 6.10), estamos orando por aquela consumação final dos eventos temporais, quando, conforme se lê em Apocalipse 11.15, "os remos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre".

Clamar para que "seja feita a tua vontade" (Mt 6.10) requer completa submissão. Como já mencionamos, para que Jesus pudesse cumprir sua missão, Ele teve de submeter-se à vontade do Pai (Hb 5.7-9). A submissão é o elemento básico da oração, pois onde houver submissão sem reservas, não haverá impedimentos à resposta de Deus. Assim, torna-se imperativo que oremos: "Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu". Isso expressa também nossa confiança na fidelidade de Deus, bem como demonstra que sabemos que Ele está agindo em nosso favor e que cumprirá todas as suas promessas.

"O pão nosso de cada dia nos dá hoje" (Mt 6.11) significa "supre nossas necessidades diárias". A petição, por si mesma, é um reconhecimento de nossa dependência de Deus. Mas orar dessa maneira não invalida ou suprime a necessidade do esforço humano (Gn 3.19; 1 Tm 5.8). Antes, reconhece que Deus é a fonte que nos supre das coisas materiais, não importando quão duramente tenhamos trabalhado para alcançá-las.

As realidades temporais pelas quais oramos não são finalidades em si mesmas. São apenas meios para chegarmos a cumprir o propósito para o qual Deus nos pôs na Terra, sem a nutrição para o corpo e as provisões básicas para a vida física, não poderíamos fazer a vontade de Deus na Terra. O suprimento das necessidades ordinárias da vida são apenas um meio de se trabalhar mais intensamente pelo cumprimento de todas as petições, inclusive as nitidamente espirituais, contida nessa oração modelo.

"Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus" (Mt 4.4). Viver somente em função do pão natural torna a vida um fardo e tira dela o sentido. Quando oramos pelo pão nosso de cada dia, também deveríamos entender que precisamos do pão da vida. Os israelitas comeram o maná no deserto e mesmo assim morreram. Deus, em sua misericórdia, prometeu nos dar o pão da vida, ainda que o nosso corpo físico morra. Nosso Criador nos constituiu com uma natureza tanto física quanto espiritual, provendo-nos de alimento não só físico como também espiritual. Cristo é o Pão que satisfaz e nos alimenta o espírito. Declarou Ele: "Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede" ( Jo 6.35). Que o senhor nos dê, a cada dia, o pão espiritual que nos é necessário.

"Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores" (Mt 6.12). Lucas usa a palavra "pecados" (Lc 11.4) em lugar de "dívidas". Nossos pecados são dívidas. Portanto, quando oramos, devemos sempre ter em mente que necessitamos da misericórdia e do perdão divinos, valendo-nos dos meios providos por Deus para esse fim: a confissão (1 Jo 1.9). A confissão penitente humilha os orgulhosos e os conduz ao arrependimento. Quando nos arrependemos e oramos pelo cancelamento de nossas dívidas, é como se estivéssemos preenchendo uma requisição para que elas sejam apagadas dos anais divinos.

À semelhança de Isaias, clamamos: "Ai de mim, que VOU perecendo! Porque eu SOU U homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos Exércitos!" (Is 6.5). Pedimos O perdão de Deus, "assim como nós perdoamos aos nossos devedores" (Mt 6.12). A expressão "assim como" não indica grau, visto que jamais poderemos perdoar com perfeição — somente Deus pode perdoar o pecado — mas podemos e devemos perdoar erros reais e imaginários cometidos contra nós. Não obstante, há urna ornparaçã0 implícita nessa passagem. Quando estamos prontos a perdoar a despeito de nossa ondiçã0 de fraqueza e pecamino5ade Deus está pronto em sua santidade perfeita a nos perdoar igualmente Receber o perdão divino segue de mãos dadas com o ato de perdoar os outros. Só podemos receber o perdão, quando entendermos O principio que o rege, e isto implica em não levar a mal o desinteresse que os outros demonstram pelo nosso insignificante ego (Mt 18,21-35)

"perdoa-nos as nossas dívidas" refere-se aos pecados cometidos no passado; "Não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal" (Mt 6.13) aplica-se ao futuro imediato. Uma pessoa arrependida de fato preocupa-se não somente em ter um passado limpo, mas também em permanecer justa após o perdão e a purificação recebidos O crente precisa libertar-se da penalidade do pecado como também do poder do pecado.

A outra palavra chave nessa petição é "tentação" (gr. peiraSm0) Seu uso nas Escrituras pode significar "prova" (teste) ou "incitação para praticar o erro". Se a frase seguinte ("mas livra-nos do mal") for urna petição distinta, o significado pode ser qualquer um dos dois. Se, como é mais provável "não nos induzas à tentação" e "livra-nos do mal" formarem uma única petição, então o sentido de incitação é o mais cabível. Implícitos na palavra "tentação" estão não só os violentos assaltos satânicos, como também aquelas severas tribulações em meio às quais nos sentimos despreparados.

Nosso Senhor nos instruiu acerca de como a oração deve começar e também nos ensinou como ela deve terminar. A expressão de louvor a Deus é uma breve doxologia. Trata-se de uma homenagem e de um reconhecimento àquEle a quem as nossas orações são dirigidas. Nessa explosão de louvor, a alma obtém a certeza de que Deus atenderá às petições feitas. Nas orações coletivas, a doxologia é uma conclusão apropriada a ser expressa por toda a congregação. "Porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém" (Mt 6.13). Tudo pertence a Deus! Todas as nossas petições devem ser expressas nessa consciência, se é que pretendemos obter alguma resposta. Cada pedido deve ser feito na confiança de que a resposta, uma vez dispensada a nós, trará glória a Deus e somente a Deus.

Oração para a Propagação do Evangelho

O sucesso do evangelho depende das orações dos crentes além do que a maioria de nós percebe. É um mal de proporções gigantescas negligenciar a intercessão pela propagação rápida e eficaz do evangelho: "Rogai pois ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara" (Mt 9.38).

No que se relacionam à oração, as instruções finais do apóstolo Paulo aos crentes tessalonicenses visavam esta finalidade: 'No demais, irmãos, rogai por nós, para que a palavra do Senhor tenha livre curso e seja glorificada, como também o é entre vós; e para que sejamos livres de homens dissolutos e maus; porque a fé não é de todos" (2 Ts 3.1,2).

"Tenha livre curso" é uma alusão às corridas que se realizam nos estádios. Paulo retrata a Palavra do Senhor como se ela estivesse numa corrida, e deseja que ela corra eficazmente até alcançar a coroa estabelecida ou "seja glorificada, como também o é entre vós [os crentes de Tessalônica]".

Paulo percebeu que a oração é o propulsor capacitador, que impele a Palavra do Senhor na direção do seu alvo pretendido: a conversão dos não-regenerados. Sem a oração, a corrida está perdida. A segunda parte da petição relaciona-se com a primeira. Homens ímpios e maus obstruem, ou pelo menos busca obstruir, o avanço do evangelho. "Dissolutos" (tradução do grego atopos) significam, literalmente, "inconveniente", "injurioso", "moralmente nocivo". Indivíduos assim sem fé e perniciosos estão sempre presentes para se opor à Palavra de Deus, seja mediante o ridículo ou através de qualquer outro meio que impeça a manifestação do mensageiro de Deus. Paulo percebeu, e nós somos sábios para crer, que a resposta para esse problema sempre será a mesma: liberdade através das orações do povo de Deus.

Você sempre pode oferecer uma semente de oração… uma semente de perdão… uma semente de amor e alegria. Tiago 5.15-16

Você costuma sentir que não tem nada a oferecer a Deus? Bem, você sempre pode plantar em outra pessoa uma semente de oração motivada pela caridade e feita com fá! O que esse tipo de oração faz? Ela salva os doentes. Agora, "salvar" e "curar" são virtualmente palavras intercambiáveis na língua grega; e "doença" pode referir-se amplamente a qualquer fraqueza ou incapacidade, moléstia ou pecado qualquer coisa que haja de "errado" na vida.

Em outras palavras, a oração de fé opera para fazer o bem em qualquer área que tenha havido algum problema. E quando as pessoas fazem esse tipo de oração, elas são curadas Jesus também disse que somos perdoados a medida que somos perdoados (ver Mt 6.14-15).

Experimentamos a caridade quando damos caridade. Somos abençoados a medida que abençoamos os outros. Deus dá para nós à medida que damos para os outros. Sempre podemos plantar uma oração feita com fé na vida de outra pessoa. Faça-o com amor.,, com alegria.., com espírito de perdão… e espere que Deus multiplique essa semente em sua própria vida! ( 2 Co 9.8-10//Jo 3.16 )

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Bibliografia
Teologia Bíblica da Oração – Robert L. Brand e Zenas J. Bicket
Bíblia de Estudo Plenitude
Bíblia de Estudo Pentescostal

 

NEM CRISTO ME TIRA ESSA VITÓRIA" - DILMA ROUSSEF


 
              NEM CRISTO ME TIRA ESSA VITÓRIA" - DILMA ROUSSEF
 
 
 
Description Dilma Roussef ...  | http://www.bing.com/images/search?mkt=pt-BR&q=dilma&FORM=HOTAPI#foc...             X              El mensaje perdido de Jesús ...  | http://www.bing.com/images/search?mkt=pt-BR&q=jesus&FORM=HOTAPI#f...
 

 

Nem mesmo Cristo querendo, me tira essa vitória. Palavras de Dilma Roussef.

Após a inauguração de um comité em Minas, Dilma é entrevistada por um jornalista local. Veja:
 
como a senhora vê o crescimento da sua candidatura nas pesquisas?


O povo brasileiro sabe escolher, é a continuidade do governo Lula, e após as eleições nós vamos dessarmar o palanque e estender os braços aos nossos adversários, o candidato Serra está convidado a participar do meu governo, porque nesta eleição
nem mesmo Cristo querendo, me tira essa vitória,  as pesquisas comprovam o que eu estou dizendo, vou ganhar no primeiro turno.
 
Parece que está caindo a imagem de boa moça e aparecendo quem realmente é a Dilma Roussef.
 
"O Povo Brasileiro estará cometendo um grande erro elegendo Dilma presidente e vão sofrer." 



Poucos minutos após a entrevista, já tinha caido na internet, twitter.... e ela disse ter sido mal interpretada e que a frase não foi essa, porém alguns mineiros já repudiam a candidata e o quadro eleitoral começa a dar uma reviravolta, em Minas a petista estava a frente de José Serra e agora Serra já ultrapassou com uma vantagem de 5 pontos, tanto que Aécio Neves já está aparecendo na TV pedindo aos mineiros o apoio unanime a Serra.
 
IMPORTANTE: a Dilma já está até sentando na cadeira presidencial, dá pra acreditar.
 
Vamos passar adiante, passe para o maior número de contatos possiveis, o Brasil precisa saber disso.
 

 FONTE VIA E MAIL

 

 


Dois Discípulos na Contramão -

 
DOIS DISCÍPULOS NA CONTRAMÃO

O propósito de Jesus começaria em Jerusalém, mas eles foram para Emaús.

No terceiro dia, após a morte de Jesus, dois discípulos saíram de Jerusalém para Emaús, aldeia que ficava a cerca de 11 Km. (Lc.24.13). Para eles, era o fim de um sonho. Jesus, aquele que deveria vencer os romanos e restaurar o reino de Israel, conforme criam, tornou-se apenas mais uma ilusão, entre tantas outras.

A perseguição dos religiosos contra Cristo havia chegado ao extremo. Ele foi preso e crucificado. Apesar de todos os avisos, seus seguidores não esperavam pela crucificação. Sua expectativa sobre o ministério de Jesus era de uma redenção política para a nação judaica. Portanto, estavam frustrados.

Ainda hoje, muitos adeptos do cristianismo se decepcionam porque neste caminho existe uma cruz, aquela da renúncia pessoal, da mortificação da carne, para que o espírito prevaleça. Quem acredita num evangelho humanista concentrado nas coisas materiais vai se frustrar, mais cedo ou mais tarde. Mas a cruz pode surpreender até mesmo aqueles que esperam por ela, mas ainda não conhecem os aspectos exatos de sua manifestação.

Aqueles três dias foram de silêncio mortal: nenhum milagre, nenhuma resposta dos céus. Não se encontravam explicações para a cena do Calvário. De que valera a fé, os ensinamentos e todo o esforço dedicado em seguir o Mestre? Era o fim da esperança. Restavam apenas tristeza e desilusão.

Na percepção daqueles homens, era tempo de desistir, debandar, cada um para sua casa, sua vida e seus propósitos particulares. A visão humana é muito diferente da visão divina. Fazemos uma avaliação lógica dos fatos e tiramos conclusões que, muitas vezes, desconsideram a palavra de Deus e a fé.

Aqueles dias em que Jesus esteve sepultado podem ser comparados ao período em que a semente permanece oculta no solo depois de ter sido semeada. Não há sinal de vida, mas, no tempo certo, ela germinará. O que parece o fim pode ser apenas o recomeço.

Para os discípulos, tudo parecia terminado, mas o propósito de Jesus não havia morrido. Enquanto lamentavam o passado, Cristo inaugurava um futuro glorioso. Sendo o terceiro dia, a ressurreição era uma realidade. Aqueles homens ouviram falar a respeito, mas não acreditaram (Lc.24.22-25).

O plano do Mestre era que eles permanecessem em Jerusalém. Porém, estavam andando na contramão do propósito de Deus, indo para Emaús. Jesus não mandou que eles fossem para lá, mas estavam seguindo a vontade própria.

Naquele momento, Jesus manifestou seu amor e sua infinita misericórdia ao surgir no meio da estrada e caminhar com eles. Sua chegada não foi para repreendê-los asperamente, fazendo-os voltar a todo custo. Jesus demonstrou mansidão e compreensão com os discípulos naquele momento em que a fraqueza os dominava.

Passamos por situações assim, quando parece que a fé falhou. Parece que Deus nos abandonou. Ficamos decepcionados e tomamos o rumo errado. Nossas decisões traçam caminhos que nos afastam do propósito celestial.

Quantos estão voltando para a velha vida, para os compromissos mundanos, para o pecado! Afastam-se dos outros discípulos, saem da igreja, isolam-se. Este pode ser o princípio da apostasia.

Contudo, Jesus continua conosco, embora não o reconheçamos de imediato. Ele não desistiu de nós. Sua presença vem acompanhada por sua palavra (Lc.24.27). Ele continua falando ao nosso coração, fazendo-o arder (Lc.24.32), despertando a fé em nosso íntimo.

Chega o momento, porém, em que precisamos demonstrar nosso desejo de tê-lo continuamente ao nosso lado. Nosso livre-arbítrio deve se manifestar de alguma forma. Naquele instante, quando Jesus ia se afastando, os discípulos disseram: "Fica conosco, pois já é tarde e já declinou o dia" (Lc.24.29). Não podemos continuar nossa viagem sem o Senhor. Clamemos por sua doce presença.

Jesus chegou com eles até Emaús. Novamente, o Bom Pastor demonstra sua disposição em descer aos lugares de perdição para trazer de volta as ovelhas desgarradas.

Então, aconteceu aquele maravilhoso momento de comunhão, quando Jesus abençoou o pão e, partindo-o, deu aos discípulos (Lc.24.30). Então, seus olhos foram abertos, reconheceram que era o Senhor, e ele desapareceu diante deles.

Aqueles homens ouviram a palavra de Deus no caminho, compreenderam, creram, foram vivificados pelo encontro com Jesus e decidiram corrigir o rumo de suas vidas. Assim deve acontecer conosco.

"E na mesma hora levantaram-se e voltaram para Jerusalém" (Lc.24.33).

Afinal, tinham um encontro marcado com o Espírito Santo naquela cidade no dia de Pentecoste.

Eles pensavam que seu ministério havia chegado ao fim, mas aquele era apenas o começo. Tornaram-se testemunhas oculares da ressurreição de Cristo. Encontraram novo motivo para viver. Corrigiram a rota, integrando-se novamente ao rebanho do Senhor.

Então, deveriam retomar a idéia de vencer o Império Romano e estabelecer o Reino de Cristo sobre Israel? Não. O plano de Deus, naquele momento, era um grande combate ao Império das Trevas, e que o Reino espiritual de Cristo começasse a ser estabelecido na terra.

Precisamos estar sintonizados com os desígnios de Deus. Que os sonhos do Senhor sejam colocados acima dos nossos.

Amado irmão, quem sabe você tem andado na contramão dos propósitos de Deus, tomando decisões que o afastam das veredas da justiça? Jesus está ao seu lado, mas ele não ficará para sempre com você em Emaús.

Ouça as palavras do Senhor. Ele está convidando-o a voltar ao caminho direito. Antes que seja tarde demais, volte, para que os gloriosos propósitos de Deus se concretizem em sua vida. Venha ser cheio do Espírito Santo e viver como fiel testemunha do Senhor Jesus Cristo.

Anísio Renato de Andrade
Bacharel em Teologia
www.anisiorenato.com

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feliz dias dos pais

Escola Bíblica Dominical.Profecia e misticismo


 

 

Link to Ensino Dominical

Profecia e misticismo – 2

 



por Francisco A. Barbosa

http://auxilioebd.blogspot.com/

(I. INTRODUÇÃO)

Os profetas desempenharam um papel considerável no desenvolvimento religioso de Israel. Eram lideranças populares vocalizando sempre a sabedoria dos antigos, tentando influenciar seja na condução dos negócios do Estado seja nos costumes. No decorrer da história, surgiram inúmeros pseudo-profetas. Jeremias percebeu o perigo destes falsos com suas perigosas previsões que poderiam atenuar e desviar os desígnios sociais, morais e políticos dos profetas autênticos e investiu contra eles num famoso sermão. O universo temático da lição de hoje é a identificação do misticismo enganoso, por trás do uso da nomenclatura de Profecia. Como identificar essa tendência? Como saber se a manifestação é ou não divina? O texto da Leitura Bíblica em Classe revela-nos que o sobrenatural pode ser usado para desviar o povo de Deus. A Palavra do Senhor esclarece que, qualquer experiência antes de ser aceita, deve ser submetida ao escrutínio da Escritura Sagrada. Hoje, não são poucos os enganadores que usam a ingenuidade cristã, a fim de embromá-los em proveito próprio. É nossa tarefa alertar e ajudar nossos alunos a ter uma resposta firme contra essas tendências. Essa lição é oportuna e nos ajudará na identificação da verdadeira profecia e do misticismo. É importante que saibamos fazer uma leitura das ramificações místicas e esotéricas que estão influenciando o povo de Deus (objetos sagrados, o uso de roupas, fotos, plantas etc.), com o intuito de 'mover' o espiritual e influenciar o físico. É hora de rejeitarmos essas inovações!

(II. DESENVOLVIMENTO)

I. AVALIAÇÃO DA PROFECIA

1. Os embusteiros (13.1). 'Aquele que usa de embuste; mentiroso; intrigante; intrujão' – No capítulo 13 de Deuteronômio, Moisés faz advertências contra a apostasia. Ele inicia o texto advertindo contra os pseudo-profetas para enfatizar que embora um profeta parecesse ter credenciais impressionantes, o teste teológico continuava sendo crucial. Em qualquer caso de desvirtuamento, a pena era a morte; Deus abomina tanto a adoração a falsos deuses, que ordena a destruição total para qualquer cidade entre os israelitas que pratique tal coisa. O reformador alemão, Martinho Lutero, dizia com razão que o Diabo é o maior imitador de Deus. Jesus afirmou que tais impostores 'farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos' (Mt 24.24). (Assista este vídeo e tire suas conclusões). Embora estes embusteiros tentem enganar os eleitos, não há real possibilidade de que sejam bem sucedidos nesse propósito. É Deus mesmo quem protegerá os eleitos (Rm 8.31-39; Jo 10.28,29; Rm 8.30). No dizer do apostolo Paulo – 'Satanás se transfigura em anjo de luz' (2 Co 11.14), uma das artimanhas de Satanás consiste em reivindicar estar fazendo o bem e, especificamente, enviar a uma igreja servos seus que se dizem crentes, mas na verdade produzem apenas divisão, calúnia, imoralidade e toda espécie de destruição. Em Mt 7.20 Jesus adverte os seus discípulos: 'Por seus frutos os conhecereis'.
2. Como identificar a fonte do milagre? (13.2). Os líderes carismáticos nem sempre são guiados por Deus. Moisés alertou os israelitas contra esses falsos profetas que encorajavam o povo a adoração a outros deuses (Dt 13.5). A igreja tem os seus profetas trabalhando para o "aperfeiçoamento dos santos", que por meio da homilia, transmitem as verdades do evangelho. Nesses últimos dias há uma proliferação de falsos profetas, são lobos vestidos de ovelha, que alegam ser usados por Deus. Jesus, em Mateus 7.15-20, mostra como um cristão pode identificar um falso profeta. A verdade é que, nem toda pessoa que professa a Cristo é um crente verdadeiro e que, hoje, nem todo escritor evangélico, missionário, pastor, evangelista, professor, diácono e outros obreiros são aquilo que dizem ser.
3. Deus usa o falso profeta para provar os seus servos (13.3). Há uma necessidade urgente de comunhão com o Senhor, ser fiel e examinar minuciosamente, com toda atenção, a Palavra revelada. O perigo do desvio surge, muitas vezes, de pessoas que parecem espirituais. A Bíblia Pentecostal, comentando Dt 13.3, afirma: "[...] Deus às vezes, testa a sinceridade do nosso amor e dedicação a Ele e à sua Palavra (cf. 8.2). Deus, as vezes, nos prova permitindo que surja entre o seu povo, pessoas afirmando que são profetas de Deus, e que realizam sinal e prodígio. Tais pessoas, às vezes,falam com muita 'unção', e operam milagres [...]. Ao mesmo tempo, podem pregar um evangelho contrário à revelação bíblica, acrescentar inovações à Palavra de Deus ou subtrair partes dela." (Stamps, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, nota Dt 13.3, pg 312.). No dizer de Paulo, muitos inovadores milagreiros, falsos cristos e pregadores de 'outro Jesus, outro espírito e outro evangelho' (2 Co 11.4) perverterão a Palavra em proveito próprio (Leia este artigo).
SINÓPSE DO TÓPICO (1)
As práticas divinatórias são uma forma infame de idolatria e satanismo e, portanto, repulsivas aos olhos de Deus.

II. PRÁTICAS DIVINATÓRIAS

1. As abomináveis práticas divinatórias (18.9). Estes versículos apresentam uma relação de práticas abomináveis comuns na religião Cananéia, das quais, Deus requeria o afastamento. A feitiçaria é encontrada em todas as culturas e em todas as épocas; apresenta-se sob aspectos diversos, mas sempre com característica em comum que é o recurso a fórmulas e rituais mágicos, cabalísticos, para curar doenças, prever coisas futuras, assegurar o sucesso de empreitadas, etc. A Bíblia ressalta essa prática no Egito; o livro de Êxodo 7.11 ss, narra que tendo Moisés e Arão feito prodígios diante do Faraó, os magos do Faraó, através de suas artes mágicas, fizeram o mesmo. Em Isaías 47.l2ss e em Daniel 1.20; 2.2ss, mostram a importância que a magia possuía entre os babilônios. A cultura helenística por sua vez nada fazia de importante sem antes consultar as pitonisas e os oráculos. Por isso Deus estabeleceu a mais severa das punições para quem recorresse a mágicos e adivinhos, ou invocasse os espíritos: a pena de morte (Ex 22.18; Lv 20.27; 19.26-31; 20.6; Dt 18.9-14). Por sua vez, o Novo Testamento declara que quem pratica tais coisas não entrará no reino de Deus (Gl 5.20,21; AP 22.15). "Na Bíblia, Deus nos diz tudo o que precisamos saber sobre o que está por acontecer". Bíblia do Estudante Aplicação Pessoal-REFLEXÃO.
2. Adivinhador, prognosticador, agoureiro, feiticeiro, encantador, necromante e mágico (18.10,11). Os adivinhos ou feiticeiros procuravam predizer eventos futuros ou desvendar segredos, pela ação de espíritos malignos ou de algum meio humano. Estes versículos contêm uma relação de práticas ocultistas comuns na religião Cananéia, as quais eram e continuam sendo abomináveis ao Senhor e terminantemente proibidas por ele. A sociedade sem Deus interessa-se pelo ocultismo em suas múltiplas formas. O ocidente foi invadido por uma avalanche de cultos e práticas orientais pseudo-religiosas, muitas delas, camufladas em filosofias e medicina alternativa. O propósito satânico tem sido sempre tirar os homens do caminho verdadeiro e introduzi-lo em algum substituto. Muita gente não entende a verdadeira natureza nem o grave perigo envolvido nas artes ocultas.
Porque Deus proíbe toda a relação com o ocultismo?
1. Porque Ele é Senhor, Soberano. Todas as coisas e o futuro estão em suas mãos;
2. Porque Ele sabe o mal que faz ao ser humano, especialmente no entorpecer da personalidade; é uma desnaturalização da natureza e do livre arbítrio;
3. Porque Ele tem ordenado que conquistemos toda mudança por meio da oração a Deus e por meios legítimos. 'Quando vos disserem: consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes: – não recorrerá um povo ao seu Deus? a favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos?' (Is 8.19).
Já o plano de Deus para obtermos a verdade é ouvir os fiéis mensageiros dele exporem a sua Palavra.
3. Bruxo e bruxaria. A palavra Bruxaria, segundo o uso corrente da língua portuguesa, designa as faculdades sobrenaturais de uma pessoa, que geralmente se utiliza de ritos mágicos, com intenção maligna – a magia negra – ou com intenção benigna – a magia branca. É também utilizada como sinônimo de curandeirismo e prática oracular, bem como de feitiçaria. Tanto o AT quanto o NT trazem várias referências à prática da bruxaria e da feitiçaria. Sempre que essas práticas são mencionadas, elas também são condenadas por Deus. A Bíblia proíbe todo o tipo de bruxaria, incluindo feitiçaria, astrologia e magia. Em 2 Crônicas, lemos sobre um homem que se tornou rei aos 12 anos de idade, Manassés. Ele, porém, fez o que era mal aos olhos do Senhor e pagou o preço por suas escolhas ruins. Veja o que Deus disse sobre o envolvimento de Manassés com a bruxaria: 'Fez ele também passar seus filhos pelo fogo no vale do filho de Hinom, e usou de adivinhações e de agouros, e de feitiçarias, e consultou adivinhos e encantadores, e fez muitíssimo mal aos olhos do SENHOR, para o provocar à ira'. 2Cr 33.6. Por que Deus ficaria tão indignado com esse tipo de prática? Porque quer que confiemos nele como nosso guia, nossa força e nosso direcionamento. Apenas Ele é nossa força e nossa vida – não as forças da escuridão. Um evento tradicional e cultural, que ocorre nos países anglo-saxônicos, com especial relevância nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, tendo como base e origem as celebrações dos antigos povos, tem sido importada e implementada em nossas escolas – o Halloween. O Dia das Bruxas é tido como um dia especial no calendário dos adoradores de Satanás. No Halloween, as crianças vão atrás de "gostosuras ou travessuras" vestidas como diabinhos, carregando um tridente de plástico, embora não tenham a menor idéia de quem estão imitando. Satanás tem usado essa e outras imagens divertidas de si mesmo para nos confundir e distrair. Depois do 'carro-chefe' Harry Potter, a bruxaria teve um crescimento no meio das crianças e até mesmo no meio pedagógico, em vista que muitas professoras têm orientado seus alunos a lerem os livros do pequeno Bruxo. O caderno ZH, do jornal ZERO HORA, de 02/06/03, traz uma matéria com o título "As bruxas andam soltas na educação", provando que o tema tem sido tão sedutor, que já virou tese de doutorado de uma socióloga da Universidade Federal do Rio Grande do Sul-UFGRS, baseando-se no poder de encantamento das bruxas. Nas bancas de jornais qualquer criança pode ter acesso a revistas especializadas em bruxaria, uma delas que está fazendo o maior sucesso é a WÍTCH, publicada pela Disney em vários países. (Leia este artigo)
SINÓPSE DO TÓPICO (2)
As práticas divinatórias são uma forma infame de idolatria e satanismo e, portanto, repulsivas aos olhos de Deus.

III. A NECESSIDADE DA PROFECIA BÍBLICA

1. A voz de Deus na terra. O texto de 2 Pe 1.20 afirma que nenhuma profecia da Escritura é de particular origem, isto é, da interpretação da visão feita pelo próprio profeta. Alguns tomam este versículo como referindo-se à interpretação de profecia, ao ponto que a ninguém é permitido interpretar a Escritura por si mesmo, particularmente. Mas a preocupação de Pedro aqui é a confiabilidade da própria Escritura, e não a autoridade daqueles que a interpretam. Quando Pedro estimulou os crentes a falar segundo as palavras de Deus (1Pe 4.11), ele não disse que esta mensagem substituiria a pregação e a doutrina. Nenhuma experiência pode gozar de autoridade igual às Escrituras. Cremos que a Bíblia seja suficiente para a salvação, para a fé e para a vida obediente. Não obstante isso, sabemos que a vida da Igreja deve ser abençoada pela presença do dom de profecia para a edificação, exortação e consolação da congregação. A profecia bíblica é um propósito da plenitude do Espírito Santo (At 2.17) para nortear homens e mulheres no caminho seguro para o céu. No AT os profetas cúlticos (2 Cr 20.14) exortavam o clero e o povo contra as influências pagãs no culto a Deus, como também ao culto correto na sua forma, mas destituído de sinceridade: hipócrita e vazio (Is 29.13). Muitas vezes, os profetas usavam expressões austeras para repreender a hipocrisia religiosa, o intenso ritualismo, o completo formalismo e a exacerbada carnalidade cúltica. Na atualidade, a voz do Senhor é ouvida através da exposição bíblica. A Palavra do Senhor esclarece que, qualquer experiência antes de ser aceita, deve ser submetida ao escrutínio da Escritura Sagrada. No tempo hodierno, não são poucas as pessoas que usam a ingenuidade dos indoutos, a fim de desanimá-los. Cabe a você ensiná-los a ter uma resposta firme contra essas tendências.
2. Revelação dos mistérios divinos. A palavra profética da Escritura é uma prova sólida que nos dá a certeza do cumprimento cabal da Bíblia como um todo, cujo ápice será o retorno triunfal de Cristo, a 'estrela da alva'. Toda a Palavra teve sua origem em Deus, assim temos a firme convicção de que a mensagem de Deus é infalível e inerrante. As Escrituras em sua totalidade, são verdadeiras e fidedignas em todos os seus ensinos (1Co 14.37).
3. O contraste entre a verdadeira profecia e as práticas pagãs. "Com a direção fidedigna do Espírito Santo, das Escrituras e da Igreja, não precisamos voltar-nos para as fontes ocultas, a fim de obter informações, especialmente porque o que vêm destas fontes é enganoso." Bíblia do estudante Aplicação Pessoal-REFLEXÃO. No mundo pós-moderno em que vivemos, ideologia religiosa é questão de escolha pessoal. Nossos púlpitos servem também ao ensino de teologias anticristãs, práticas condenadas pela Bíblia e uma confusa vida sujeita a variar de forma. Por mais que se multipliquem os modismos com sua vacuidade, a verdade será uma só: Deus é verdade e somente a Sua Palavra é a verdade. Dessa forma, heresia continuará heresia, pecado continuará pecado, verdade continuará verdade e mentira continuará mentira. "Antes de discutir a lei sobre profetas, Deuteronômio lista diversas técnicas utilizadas pelo paganismo para obter oráculos divinos (Dt 18.9-14). Tais métodos não serviriam para Israel ouvir a voz do Senhor. O que esses itens proibidos têm em comum é que todos caem na categoria da sabedoria e da ingenuidade humanas. Yehezkel Kaufmann, com muita propriedade, chama a adivinhação de ciência de segredos cósmicos e o adivinho de cientista que pode dispensar a revelação divina. O Senhor, em contrapartida, levantaria como seu veículo de revelação um profeta. Tal qual o rei, ele devia ser oriundo da comunidade israelita (18.15; 17.15). Ele só era capaz de falar porque Deus punha a palavra em sua boca (17.19). O fato de Deus, [...], colocar suas palavras na boca de seus profetas explica o porquê de muitos deles iniciarem seus pronunciamentos com: "A palavra do Senhor veio a mim" ou "Assim diz o Senhor". Por outro lado, é raro qualquer outra pessoa nas Escrituras, Antigo ou Novo Testamentos, prefaciar e validar seus comentários com esta fórmula. Uma coisa é afirmar que as Escrituras foram inspiradas; outra coisa é entender como Deus a inspirou. Já com os profetas, não restam dúvidas: Deus os inspirou ao lhes ditar suas palavras, colocando sua palavra em suas bocas, de forma que as palavras do profeta eram proferidas por Deus" (HAMILTON, Victor P. Manual do Pentateuco. RJ: 2.ed. CPAD, 2006, pp.481-2).
SINÓPSE DO TÓPICO (3)
A profecia bíblica norteia homens e mulheres no caminho para o céu e contradiz as práticas pagãs

(III. CONCLUSÃO)

"Acautela-vos, porém, dos falsos profetas…" Mt 7.15
Há muitos que fingem ser guias cristãos cujo objetivo não é pastorear, mas sim, é egoísta e destrutivo. Somos exortados a testar aqueles que alegam profetizar por meio de seus frutos, isto é, pelo estilo de vida que leva, pelo caráter, pelos ensinamentos que ministra. Portanto, o crente precisa estar alerta e distinguir os espíritos. Vivemos num tempo em que há muitos "sinais e maravilhas", por conseguinte, devemos orar e pedir a Deus sabedoria para divisar a Verdade e o erro. Cremos e pregamos o verdadeiro evangelho e sabemos que maravilhas acontecem em decorrência da pregação da Palavra de Deus (Mc 16.15-20). Entretanto, muitos enganadores, falsos profetas, ilusionistas, milagreiros, falsificadores da Palavra de Deus tem se levantado em nosso meio. E os falsos profetas tanto usam de ilusionismo como de sinais e prodígios de mentira (Mt 7.15-20; 2 Ts 2.9; Mt 24.24; Dt 13.1-4). (Veja este vídeo)

APLICAÇÃO PESSOAL

Tetzel[1], o padre domiciano vendedor de indulgências, ficaria envergonhado se vivesse em nosso meio! São tantos os que se dizem religiosos, porém seus atos demonstram o contrário. São estes os lobos devoradores que podemos assistir a qualquer momento nos canais de TV, nos jornais e nas rádios, uma gama estratosférica de pseudoprofetas, que falam em nome de Deus, mas colocam como se as graças do alto pudessem ser alcançadas através do dinheiro. São os modernos vendedores de indulgências. Saber como reagir a essa questão da cultura contemporânea, às vezes, é algo realmente confuso e frustrante. Todos têm opiniões diferentes em relação ao que é melhor para um cristão nestes dias. Temos aprendido que a Palavra de Deus é sempre o padrão para medir todas as coisas! 'Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores' Mt 7.15. Estamos vivendo isso, dado a incidência de fatos que estão a ocorrer hoje a respeito da advertência proclamada por Cristo há dois mil anos atrás. O que diria Lutero hoje? Quantas teses ele pregaria na porta de Westminster? "…mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já dissemos a vocês, agora de novo também falamos. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema." (Gl 1.7-9). Convido-o a ler o artigo 'Fanatismo e Êxtase' no Blog Mantenedor da Fé.
"Infelizmente a cada dia sou surpreendido com novos fatos que me levam a mais profunda perplexidade. Lamentavelmente em alguns dos templos evangélicos tem se percebido as mais estranhas esquisitices, que só em mencionar me faz ficar ruborizado. Unção do riso; unção apostólica; unção do leão; unção do vômito; unção do cachorro; crentes de segunda classe; troca de anjo da guarda; arrebatamento ao 3º céu seguido por novas revelações; night gospel song; sal grosso pra espantar mal olhado; maldições hereditárias; encostos; atos proféticos; óleo ungido pra arrumar namorado; sessões do descarrego; que dentre tantas outras coisas mais, tornaram-se marcas negativas dessa geração. Caro leitor, preciso abrir o coração! Diante de tanta invencionice gospel resta-nos chorar! Sinceramente precisamos chorar. Precisamos derramar nossa alma diante do Senhor clamando a Ele que nos perdoe os pecados e que difinitivamente mude os rumos da igreja evangélica brasileira. Renato Vargens – Assista a esse vídeo
Há um artigo 'divertido' e instigador publicado no Blog do Pr Ciro Sanches Zibordi que transcrevo a seguir:
"Pregador está enfrentando "problemas" depois que leu o Blog do Ciro
Pastor Ciro Sanches Zibordi, e agora, o que é que eu faço? Você me perverteu, deturpou tudo o que aprendi. Deixou-me "quadrado" e muito exigente. Sabe por quê? Porque eu já não aceito qualquer coisa! Não aceito mais heresias na minha igreja! E mais: meu ministério tomou outro rumo, outra direção. Parei de pregar o que outros pregadores pregam. Só falo de Jesus… O que eu faço, agora? Tudo o que escuto tenho de pesquisar na Bíblia. E tudo o que falo tem que ter respaldo bíblico. Está vendo o que seu blog fez comigo? Tudo agora é só Bíblia, Bíblia, Bíblia… Escute aqui, seu pastorzinho cristocêntrico: Se eu perder meus amigos por sua causa; se aqueles que gostavam de me ver pregar não pedirem mais para agendar compromissos com eles; e se eu continuar amadurecendo por causa deste seu blog, eu prometo que vou… orar e agradecer a Deus pela sua vida! Com carinho, amor, respeito e… um pouco de humor, Gabriel Luciano gabrielqueiroz27@yahoo.com"
Que estas palavras nos inspirem!
N'Ele, que me leva a refletir: "E quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o SENHOR, deixando de orar por vós; antes vos ensinarei o caminho bom e direito." (1Sm 12.23),
Francisco A Barbosa
auxilioaomestre@bol.com.br

[1] Johann Tetzel, (1465—1519) foi um padre dominicano, talvez melhor conhecido por ter vendido indulgências no século XVI. Sua autoridade como dispensador de indulgências foi concedida pelo Papa Leão X a fim de pregar por toda Alemanha. Em 1517, Tetzel tentava angariar – através das indulgências – doações em dinheiro para a construção da Basílica de S. Pedro. Crê-se que Martinho Lutero se inspirou nele ao escrever as suas 95 teses.

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA
- Stamps, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, pg 1814;
- Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD;
- Bíblia de Estudo de Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e SBB, 1999;
- STOTT. John R. W. Cristianismo Equilibrado. Rio de Janeiro, CPAD, pp.60-1
- Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, Editora Objetivo, Rio de Janeiro, 2001
- Blog Mantenedor da Fé http://igrejinha.org.br/blog/
- Pregador está enfrentando "problemas" depois que leu o Blog do Ciro;
- Imagem: (Êxtase).

EXERCÍCIOS
1. Quem eram as figuras centrais em Israel no período que antecedeu a monarquia?
R. A profecia é a mensagem ou palavra do profeta. Misticismo é a tendência da união espiritual íntima com seres espirituais tenebrosos.

2. Por que o profeta Jeremias era visto com desconfiança, como traidor da nação?
R. Não.

3. Por que as práticas religiosas dos cananeus e dos egípcios mencionadas em Dt 18.10,11 são repulsivas aos olhos de Deus?
R. Porque representam uma forma infame de idolatria e satanismo.

4. Qual o objetivo dos adivinhadores em todas as suas formas de adivinhação?
R. Fazer frente à vontade de Deus e ao evangelho de Jesus Cristo.

5. O que e quem temos nós, os cristãos, para nortear a nossa vida espiritual?
R. Nós temos a Bíblia, o Senhor Jesus e o Espírito Santo.

Boa Aula!

 
 

 



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o caráter do ministério profético no Antigo Testamento.





Pb. José Roberto A. Barbosa
www.subsidioebd.blogspot.com

Objetivo: Explicitar o caráter do ministério profético no Antigo Testamento.

INTRODUÇÃO
Neste trimestre, estudaremos, na Escola Bíblica Dominical, o ministério profético na Bíblia. As lições a serem estudadas visam orientar a respeito da natureza profética da fé judaico-cristã. Diferentemente de profissões de fé, que se baseia na experiência (misticismo) ou na razão (deísmo), o judaísmo e o cristianismo se fundamentam na palavra profética (revelação). Durante as aulas, atentaremos para o caráter profético da fé judaico-cristã, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Na aula de hoje, analisaremos panoramicamente o ministério profético no Antigo Testamento.

1. PROFETAS E PROFECIAS, DEFINIÇÕES
Profetizar, em hebraico, é nabá que pressupõe sempre uma atuação do Espírito de Deus. Essa palavra significa "anunciar" ou "declarar". A atividade profética através do Espírito de Deus se manifestou, inicialmente, aos anciãos e reis de Israel (Nm. 11.5; I Sm. 10.5; 19.20), ainda que Abraão seja o primeiro na Bíblia a receber a denominação de profeta (Gn. 20.7). Deus é quem prepara os profetas e os comissiona para essa tarefa (Ex. 3.1-4; Is. 6; Jr. 1.4-19; Ez. 1-3; Os. 1.2; Am. 7.14,15). Nos dias de Samuel existia uma escola de profetas que deram ao ofício profético autoridade e perpetuidade (I Sm. 19.18-19; II Rs. 2.3-5; 4.38; 6.1). Os estudiosos fazem a diferença entre os profetas canônicos e não canônicos. Entre esses últimos estaria Micaias, em I Rs. 22.8, que profetizou contra o rei Acabe em Israel. Entre os canônicos, destacamos Jeremias e Ezequiel que denunciaram o pecado do povo de Judá (Jr. 19.14; 20.21; 26.9; Ez. 34.2) e das nações (Ez. 4.7; 6.2; 13.2; 21.2; 29.2; 36.6; 38.2; 39.1). Positivamente, os profetas visualizaram a reconstrução de Israel, em Ezequiel, a partir de um vale de ossos secos (Ez. 37.4) e Joel, antevendo a atuação do Espírito em uma era vindoura (Jl. 2.28). Profeta, em hebraico, é nabi, palavra formada a partir de nabá, utilizada para se referir ao ministério profético. O profeta do Senhor está comissionado a falar, a ser um porta-voz de Deus. O termo nabi também é utilizado no Antigo Testamento para os falsos profetas, os quais estão sujeitos ao julgamento divino, tais como os profetas de Baal (I Rs. 18.19; II Rs. 10.19).

2. O PROFETA NO ANTIGO TESTAMENTO
O profeta do Antigo Testamento atua pelo Espírito Santo a fim de denunciar práticas que se opõem à vontade de Deus (Am. 8.4-6). O profeta manifesta a insatisfação do Senhor devido o ser humano ter se distanciado dEle e buscado alternativas inócuas (Jr. 2.12-13). O profeta tende à impopularidade, pois suas palavras costumam ser perturbadoras (Is. 49.2; Hc. 2.6,9 11-12; Is. 10.13; Jr. 8.9). A mensagem profética destoa dos valores comumente reconhecidos pela sociedade (Jr. 11.18; Is. 40.15,17; Jr. 4.23-26). O profeta vetero-testamentário é um iconoclasta, isto é, um destruidor de ídolos, sejam eles externos – os deuses pagãos – ou internos – produto da religiosidade judaica (Jr. 6.20; 7.21-23). Isso porque o profeta percebe, pela Palavra do Senhor, que a religiosidade, per se, manifestada na adoração do templo, era incapaz de manifestar uma fé genuína, na verdade, serviria apenas para ocultar a ausência de uma espiritualidade sadia (Jr. 7.4-15). Mas o profeta, em consonância com o Senhor, não é insensível à dor do povo, nem mesmo aos seus pecados (Ez. 18.23), sua meta principal é conduzi-lo ao restabelecimento espiritual (Is. 35.3). Para tanto, o profeta chama seus ouvintes à responsabilidade. Por causa disso, o profeta é obrigado a viver em solidão, e frequentemente, na miséria (Jr. 15.15; 20.9-18; Am. 5.10), mesmo assim, não pode fugir da responsabilidade para a qual foi comissionado (Ez. 2.4-6; 3.8,9; 33.6-7; Mq. 3.8; Jr. 2.19). Apesar de tudo isso, o profeta encontra satisfação no Senhor, nas Suas Palavras (Jr. 15.16).

3. MOISÉS E O MINISTÉRIO PROFÉTICO
Ainda que haja menção de Abraão como profeta (Gn. 20.7), é Moisés o primeiro profeta nacional de Israel. Esse homem de Deus fora chamado para retirar o povo de Israel do cativeiro egípcio. Durante a caminhada pelo deserto, no capítulo 11 de Números, há um registro da manifestação do Espírito Santo, fazendo com que os anciãos de Israel profetizassem. Depois de serem levados ao tabernáculo, os anciãos experimentaram um pentecoste no Antigo Testamento, ainda que, naquele momento, não tenha havido a manifestação de línguas, como em Atos 2. Mas, do mesmo modo, o Espírito Santo atuou entre os israelitas, e esses passaram a profetizar (Nm. 11.25). Depois dos setenta anciãos, Eldade e Medade, não mais entre os setenta, mas no meio do arraial. A profecia desses foi censurada por alguns que assistiam no local. Um moço, não identificado pelo texto bíblico, se dirigiu a Moisés, para reclamar da profecia de Eldade e Medade. Josué, o auxiliar direto de Moisés, concordou com a reclamação do rapaz. Moisés, porém, foi sensível à atuação do Espírito Santo, e não censurou a profecia. Ao contrário, "porém Moisés lhe disse" que seria interessante que não apenas aqueles, mas que todo o povo de Israel profetizasse (Nm. 11.29).

CONCLUSÃO
Algumas lições podem ser extraídas dessa passagem bíblica: 1) é Deus, e não os homens, quem autentica a autoridade ministerial através do Seu Espírito; 2) o Espírito Santo opera como lhe apraz, pois Ele é Soberano; 3) as manifestações do Espírito Santo não são exclusividades da liderança; 4) os líderes verdadeiramente chamados por Deus não devem ter receio de perderem a função e nem viverem em competição uns com os outros; e 5) contanto que esteja em conformidade com a Palavra de Deus, não há motivos para temer a manifestação do Espírito Santo.

BIBLIOGRAFIA
HESCHEL, A. The prophets. New York: Harper & Row, 1962.
JENSEN, J. Dimensões éticas dos profetas. São Paulo: Loyola, 2009.




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