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“A MENSAGEM DO REINO DE DEUS”

 

            3º TRIMESTRE DE 2011 - LIÇÃO Nº 02 - 10/07/2011 - "A MENSAGEM DO REINO DE DEUS"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 02 - DATA: 10/07/2011
TÍTULO: "A MENSAGEM DO REINO DE DEUS"
TEXTO ÁUREO – Mc 1:15
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Mc 1:14-15; Mt 5:3-12; Rm 14:17
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br



I – INTRODUÇÃO:

A palavra "BEM-AVENTURADO" ou "BEM-AVENTURANÇA" se origina de uma palavra grega que significa "RIQUEZA".
No Antigo Testamento, o conceito de ser "bem-aventurado" era apenas "SER FELIZ".
No Novo Testamento, essa palavra é elevada, tendo o sentido de:
 (1) - "ÚTIL";
(2) - "FELICIDADE ESPIRITUAL";
(3) - "PRESTÁVEL";
(4) - "BEM SUCEDIDO NA VIDA ESPIRITUAL".

Tudo isso com base no bem-estar espiritual daqueles que são fiéis ao Senhor.
 
                                               II – A MENSAGEM DO REINO DE DEUS:
(1) – O CONTEÚDO DO ARREPENDIMENTO – Mc 1:15 – A porta de entrada para o Reino de Deus é o arrependimento do pecador e sua fé no Salvador, segundo a mensagem proclamada do Evangelho. Talvez, este tenha sido o principal ponto de conflito entre Jesus e os representantes da lei, pois sua expectativa era fundamentada no legalismo oriundo de interpretações exarcebadas e equivocadas do Pentateuco, que nem eles mesmos podiam cumprir. O Mestre os condenou de forma dura e radical – Mt 23:13.
 
A Igreja nada precisa acrescentar à proclamação messiânica. O arrependimento e a fé (atitudes que cabem ao homem), aliados à graça salvadora de Deus, sustentam a mensagem que abre a porta do Reino de Deus à humanidade.

(2) – O CONTEÚDO ÉTICO – Há um conteúdo ético na mensagem do Reino de Deus. Ele transparece principalmente no sermão das bem-aventuranças. A diferença é que, enquanto os fariseus impunham a ética como resultado da obediência à lei, o Senhor a reconhece como provindo de Sua própria pessoa.
 
Analisada à luz do texto de forma bem equilibrada, a ética do Sermão do Monte é absoluta e implica no tipo de vida que o Senhor deseja para os súditos do Reino. No entanto, tivesse caráter legalista, ninguém seria capaz de cumpri-la integralmente na era presente, pois estaria contrariando o ensino bíblico sobre a imperfeição do crente e a advertência de que este pode vir a pecar, ainda que a Palavra de Deus ordene o contrário.


III – AS BEM-AVENTURANÇAS:

(1) - A BEM-AVENTURANÇA DA HUMILDADE ou DO ESPÍRITO DESPOJADO - Mt 5:3 - Os humildes ou pobres de espírito são os que, em vez de reagir quando o 'EU' é ofendido, ocupam-se mais com a honra do Rei.
 
Tiago chama os seus leitores a uma atitude de humildade, mostrando-nos as BÊNÇÃOS DECORRENTES DESSE ESTADO DA ALMA: (Tg 4:6-11)
 
(A) - MULTIPLICADA GRAÇA DE DEUS - Tg 4:6 cf Mt 10:16
(B) - VITÓRIA SOBRE SATANÁS - Tg 4:7
(C) - MAIOR COMUNHÃO COM DEUS - Tg 4:8
(D) - SENSIBILIDADE ESPIRITUAL - Tg 4:9
(E) - ZELO PELA REPUTAÇÃO ALHEIA - Tg 4:11
 
(2) - A BEM-AVENTURANÇA DAS LÁGRIMAS ou DO QUEBRANTAMENTO - Mt 5:4 - Os que choram são aqueles que lamentam, não tanto os prejuízos pessoais, mas a perversidade que há no mundo.
 
Já se popularizou a idéia de que CHORAR É COISA DE MULHER E DE CRIANÇA. Por conta disso, acredita-se que HOMEM QUE É HOMEM, NÃO CHORA.
 
Mas vejamos a Palavra do Senhor em II Rs 8:11; Lc 19:41; Jo 11:35 - OS MELHORES HOMENS CHORAM MAIS FACILMENTE! AS LÁGRIMAS TÊM EM SI UMA MENSAGEM SILENCIOSA DO CORAÇÃO.

Analisemos as BÊNÇÃOS QUE DECORREM DAS LÁGRIMAS:

(A) - A ALEGRIA - Jo 16:21-22
(B) - PERSPECTIVA DE GLÓRIA - Jo 16:23
(C) - PETIÇÕES ATENDIDAS - Jo 16:23-24 - Deus jamais virou as costas para um rosto banhado em lágrimas, quando sinceras (I Sm 1:10, 19-20; Hb 5:7)
(D) - O CONSOLO DO SENHOR - Apc 7:17; 21:4

(3) - A BEM-AVENTURANÇA DA MANSIDÃO - Mt 5:5 - Os mansos não são os fracos ou covardes; o mansos...

(A) - São os que, sob as pressões da vida, aprenderam a curvar as suas vontades e colocar de lado as suas noções próprias, diante da grandeza e da graça de Deus;
(B) - São caracterizados por uma confiança humilde, em vez de arrogância independente.
(C) - São os que não se ofendem, mas os que sabem responder brandamente.

Dessa forma, OS QUE SE EMPENHAM POR APRENDER A MANSIDÃO...

(A) - NÃO SE INDIGNAM POR CAUSA DOS MALFEITORES, NEM TEM INVEJA DOS QUE OBRAM A INIQUIDADE - Sl 37:1
(B) - CONFIAM NO SENHOR - Sl 37:3
(C) - DELEITAM-SE NO SENHOR - Sl 37:4
(D) - ENTREGAM O SEU CAMINHO AO SENHOR - Sl 37:5
(E) DESCANSAM e ESPERAM NO SENHOR - Sl 37:7
(F) - DEIXAM A IRA - Sl 37:8


Temos, ainda, as BÊNÇÃOS DECORRENTES DA MANSIDÃO:
(A) - POSSE DA TERRA - Sl 37:3, 11 cf Mt 5:5
(B) - ABUNDÂNCIA DE ALIMENTOS - Sl 37:3, 11 cf Mt 6:25-32
(C) - DESEJOS SATISFEITOS - Sl 37:4
(D) - VIDA PERMANENTE - Sl 37:9-10

(4) - A BEM-AVENTURANÇA DA FOME E SEDE DE JUSTIÇA ou A RELEVÂNCIA DA JUSTIÇA - Mt 5:6 cf Lc 1:51-55 - As palavras "fome" e "sede", no texto, significam "estar necessitado", "ter forte desejo", "almejar ardentemente", "buscar ansiosamente".
 
Jesus procura nos mostrar através desta bem aventurança que antes de possuirmos Deus e seu Reino, precisamos fazer dEle o centro de nossa imaginação e busca. É preciso ansiar por Deus – Sl 42:1-2; Am 8:11; Mt 22:37; Apc 21:6
 
Vejamos, agora, os OBSTÁCULOS A UMA VIDA DE JUSTIÇA:
 
(A) - AUSÊNCIA DE COMUNHÃO COM DEUS - Tg 4:4 cf Rm 8:35 cf Is 59:2
(B) - CONFORMAÇÃO COM O MUNDO - Rm 12:2
(C) - FALTA DE ALVO ESPIRITUAL - Fp 3:4
 
(5) - A BEM-AVENTURANÇA DA MISERICÓRDIA - Mt 5:7 - A palavra misericórdia, dependendo do sentido abordado, pode significar: DEVOÇÃO, COMPAIXÃO, DÓ, BONDADE, FAVOR, GRAÇA. No caso deste versículo, expressa um sentimento emanante do amor de Deus e do coração daqueles que são nascidos e guiados pelo Espírito Santo.
 
Vejamos, então, as BÊNÇÃOS DECORRENTES DA MISERICÓRDIA:
 
(A) - O LIVRAMENTO DE DEUS - Sl 41:1-2
(B) - CONFORTO NA DOENÇA - Sl 41:3
(C) - TRIUNFO SOBRE A TRAIÇÃO - Sl 41:9-11
 
(6) - A BEM-AVENTURANÇA DA PUREZA - Mt 5:8 - A pureza de coração é condição indispensável àqueles que buscam habitar com Deus no monte da Sua santidade.

Por isso, meditemos nos AGENTES POLUIDORES DO CORAÇÃO:
 
(A) - O MUNDANISMO - Tt 2:12
(B) - A IMPUREZA SEXUAL - Hb 13:4
 
Vejamos, também, as BÊNÇÃOS DECORRENTES DA PUREZA DE CORAÇÃO:
 
(A) - A BÊNÇÃO DO SENHOR - Tg 1:17-18
(B) - A FACE DE DEUS - Sl 17:15

(7) A BEM-AVENTURANÇA DA PACIFICAÇÃO - Mt 5:9 - Este texto não é para os que amam a paz, mas para os que a promovem. Não basta querer ou amar a paz; é necessário promovê-la - Tg 3:18 cf Sl 34:14
 
O pacificador é alguém convencido do fato de haver recebido de Deus o ministério da reconciliação (II Cor 5:18). É um homem cuja bandeira é a paz; é aquele que sabe acalmar as contendas.
 
Meditemos em alguns OBSTÁCULOS À PACIFICAÇÃO:
(A) - O EU PRÓPRIO - Fp 2:21
(B) - O ESPÍRITO CONTENCIOSO - II Tm 2:24-26; Pv 6:19
 
 
Vejamos, também, alguns PRIVILÉGIOS DO PACIFICADOR:
 
(A) - A RECONCILIAÇÃO DO HOMEM COM DEUS - Jó 22:21-23
(B) - A RECONCILIAÇÃO DO HOMEM CONSIGO MESMO - I Cr 12:18 cf Jó 4:3-4
(C) - A RECONCILIAÇÃO DO HOMEM COM O PRÓXIMO - II Cor 5:18-20
 
(8) A BEM-AVENTURANÇA DO SOFRIMENTO - Mt 5:10 - O sofrimento é um dos principais e mais cruciantes problemas da humanidade. Ainda que odiado e combatido, é inevitável. Ainda mais: depende do ponto-de-vista de quem o analisa. Para uns, o sofrimento é prova incontestável da tirania ou impotência da parte de Deus; já para outros, o sofrimento fala da perversidade do homem.
 
Porém, a Bíblia fala do sofrimento e jamais o atribui a um ato de tirania divina, ainda que Deus o permita e o tolere. Em lugar disto, A BÍBLIA ATRIBUI O SOFRIMENTO AO ESTADO DA QUEDA DO HOMEM E À AÇÃO DO DIABO NO MUNDO – Jo 10:10; Tg 4:1-3
 
Observemos, então, as BÊNÇÃOS DECORRENTES DO SOFRIMENTO:
 
(A) - PARTICIPAÇÃO NA GLORIFICAÇÃO DE CRISTO - I Pe 4:13 cf Rm 8:17
(B) - O AUXÍLIO DO ESPÍRITO DE DEUS - I Pe 4:14
(C) - PARTICIPAÇÃO NO REINO DOS CÉUS - Mt 5:10


IV - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

O conteúdo ético do Sermão do Monte será experimentado de modo perfeito na dimensão escatológica do Reino de Deus. Todavia, é o ideal de todo o crente que adentrou a esfera presente do Reino de Deus, através da Igreja, onde submete sua vida permanentemente ao poder do Espírito Santo, que o faz caminhar em busca da perfeição, como fazia o apóstolo Paulo (Fp 3:14).
 
Todas essas "bem-aventuranças" cairão sobre aqueles que, durante suas vidas na terra, tiveram a pessoa de Deus como Bem-Aventurado - I Tm 6:15.
 
A Igreja, portanto, expressa a realidade presente do Reino de Deus em sua trajetória e aponta para as dimensões da era vindoura, onde ele será experimentado em toda a sua glória e esplendor.


FONTES DE CONSULTA
1) A Bíblia Explicada - Edições CPAD - Autor: S. E. McNair

2) Daniel e Apocalipse - Edições CPAD - Autor: Antônio Gilberto

3) Tiago, Nosso Contemporâneo - Edição JUERP - Autor: Isaltino Gomes Coelho Filho

4) Apocalipse Versículo por Versículo - Edições CPAD - Autor: Severino Pedro da Silva

5) Estudo no Livro de Jó - Edição JUERP - Autor: Antônio Neves de Mesquita

6) Lições Bíblicas Maturidade Cristã - Edições CPAD - 1º Trimestre de 1987 - Comentário: Raimundo F. de Oliveira

7) Lições Bíblicas CPAD – 4º Trimestre de 1998 – Comentário: Geremias do Couto

8) A Mensagem do Sermão do Monte - ABU EDITORA - Autor: John R. W. Stott

A MISSÃO INTEGRAL DA IGREJA

Lições Bíblicas - 3° Trimestre de 2011

 

A MISSÃO INTEGRAL DA IGREJA

 

Porque o Reino de Deus está entre vós.

 

O PROJETO ORIGINAL DO REINO DE DEUS

 

 

Lição 1 - 03 julho de 2011

 

 ... licao biblica da cpad do 3º trimestre 2011 tera como tema a missao | http://assembleiaiead.webn...Texto Áureo: Mateus 6.33 Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.

 

 

Leitura Bíblica em Classe: Marcos 4.1-3, 10-12; Lucas 17.20,21

 

 

Marcos 4.1 E OUTRA vez começou a ensinar junto do mar, e ajuntou-se a ele grande multidão, de sorte que ele entrou e assentou-se num barco, sobre o mar; e toda a multidão estava em terra junto do mar.

 

Marcos 4.2 E ensinava-lhes muitas coisas por parábolas, e lhes dizia na sua doutrina:

 

Marcos 4.3 Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear.

 

Marcos 4.10 E, quando se achou só, os que estavam junto dele com os doze interrogaram-no acerca da parábola.

 

Marcos 4.11 E ele disse-lhes: A vós vos é dado saber os mistérios do reino de Deus, mas aos que estão de fora todas estas coisas se dizem por parábolas,

 

Marcos 4.12 Para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados.

 

Lucas 17.20 E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com aparência exterior.

 

Lucas 17.21 Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós.



O esboço é elaborado exclusivamente pelo texto bíblico da lição. Publicação no transcorrer da semana


Pr Adilson Guilhermel

fonte

O PROJETO ORIGINAL DO REINO DE DEUS

 

                                                                    Lição 01

O PROJETO ORIGINAL DO REINO DE DEUS
Texto Áureo: Mt. 6.33 – Leitura Bíblica: Mc. 4.1-3,10-12; Lc. 17.20,21

Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD
Escola Dominical - Esboços da EBD: Conservando a pureza da doutrina ... | http://www.pastorguilherme...Objetivo: Ensinar aos alunos que o Reino de Deus consiste em uma vida de amor, justiça, devoção, paz e alegria no Espírito Santo.

INTRODUÇÃO
Iniciamos mais um Trimestre na Escola Bíblica Dominical. Estudaremos a respeito da Missão Integral da Igreja. Teremos a oportunidade de aprendermos sobre a igreja no contexto do Reino de Deus. Na lição de hoje mostraremos algumas das diversas interpretações do Reino de Deus e sua fundamentação bíblica no Antigo e Novo Testamento. Esse é um tema importante a ser estudado, considerando que o Reino de Deus constituiu-se na mensagem central de Jesus (Mc. 1.14,15; Mt. 4.23; Lc. 4.21).

1. REINO DE DEUS: INTERPRETAÇÕES
Ao longo da história do pensamento teológico surgiram diversas interpretações em relação ao conceito de Reino de Deus. De Agostinho até o período da Reforma Protestante predominou a interpretação de que o Reino de Deus estava circunscrito à Igreja. Depois desse período, a concepção de Reino passou a ser ampliada. Os estudiosos da Bíblia depois da Reforma assumiram que a Igreja constitui o povo do Reino, mas não pode ser identificada com o Reino. Na perspectiva liberal, Adolf Harnack defendia que o Reino de Deus é totalmente apocalíptico, algo que está sempre porvir. Enquanto outros, de tendência mais existencialista, enfatizaram o Reino de Deus como algo meramente experiencial, isto é, uma identificação religiosa do indivíduo com o Reino. Um dos defensores desse ponto de vista foi Rudolf Bultmann, considerando que o verdadeiro significado do Reino deveria ser compreendido em termos de proximidade e exigência de Deus. Johannes Weiss associa o Reino de Deus com os apocalipses judaicos. Para ele, o Reino somente se dará no futuro, quando Jesus reinar sobre a terra. Esse pensamento também foi assumido por Albert Schweitzer que a interpretou em termos escatológicos. Para C. H. Dodd, o Reino de Deus é descrito em linguagem apocalíptica, mas que adentrou a história através da missão de Jesus. Em Cristo tudo o que havia sido profetizado se concretizou na história, assumindo uma "escatologia realizada". W. G. Kümmel entendeu que o significado primário do Reino de Deus é eschaton – a nova era, análoga à do apocalipse judaico. Contrário ao pensamento da "escatologia realizada" de Dodd, Joaquim Jeremias propôs uma "escatologia em processo de realização". Para ele, a mensagem de Jesus a respeito do Reino de Deus e seus milagres irromperam na história, mas é preciso aguardar a manifestação plena desse Reino. A tendência bíblico-teológica comumente assumida nesses últimos tempos, inclusive pelas alas dispensacionalistas, é a de que o Reino de Deus (e dos Céus) é algo em processo, uma tensão entre presente "o já" e o futuro, o "ainda não" (I Jo. 3.2).

2. O REINO DE DEUS NO ANTIGO TESTAMENTO
Ainda que a expressão "Reino de Deus" não ocorra no Antigo Testamento, ela é pressuposta em toda a mensagem profética. O Antigo Testamento está repleto de alusões à soberania real de Deus, existem várias referências que o caracterizam como Rei de Israel (Ex. 15.19; Nm. 23.21; Dt. 33.5; Is. 43.15) e de toda a terra (II Rs. 19.15; Is. 6.5; Jr. 46.18; Sl. 29.10; 99.1-4). Algumas referências apontam para o dia em que Ele governará sobre o povo (Is. 24.23; 33.22; 52.7; Sf. 3.15; Zc. 14.9). De tais passagens concluímos que Deus é "já" Rei, mais chegará o momento em que Ele finalmente "se tornará" Rei, ou melhor, manifestará a Sua glória real ao mundo. A linguagem profética aponta para uma revelação plena de Deus na história, quando o projeto original de Deus, em relação ao Seu Reino, será concretizado completamente. O Reino de Deus é uma esperança, pois o Senhor, no final dos tempos, manifestará Sua soberania sobre todas as nações. Na literatura rabínica, o conceito de Reino de Deus também tem uma conotação apocalíptica, enfatizando a esperança pela sua concretização plena. Nos livros apócrifos de Enoque e Salmos de Salomão a ênfase é posta exclusivamente no futuro, distanciando-se do sentido de atuação de Deus no presente. Essa tendência judaica tende ao pessimismo em relação ao tempo presente, resultando, às vezes, em escapismo. Os adeptos dessa perspectiva acreditam que resta a este tempo presente somente sofrimento e aflição, a glória somente se revelará no futuro, já que a era presente estaria entregue aos poderes malignos. Esse mesmo pensamento era partilhado pela Comunidade de Qumran, que aguardava a descida dos anjos, que se juntariam aos "filhos da luz" para a luta contra os inimigos, "os filhos das trevas". Para os Zelotes, líderes judaicos radicais do Primeiro Século, o Reino de Deus deveria ser imediato, resultado de uma intervenção armada.

3. O REINO DE DEUS NO NOVO TESTAMENTO
O Reino de Deus no Novo Testamento é expresso pelos teólogos a partir da expressão grega "basileia tou theou". O termo grego basileia (Reino) está relacionado ao hebraico malkuth que aponta para o futuro (eschaton) que tem o sentido de reino, domínio ou governo. Por isso, na oração do Senhor, pedimos ao Pai pela vinda do Reino, isto é, para que a vontade de Deus, Seu governo, seja feito na terra, que o Seu domínio se complete (Mt. 6.10). O Reino de Deus, conforme designado por Jesus para os seus discípulos, é uma "ordem de honra real", isso porque onde estiver o Rei, ali estará o Reino (Lc. 22.29). O Reino de Deus, nas palavras do Senhor, é prioritariamente eschaton – futuro, mas também presente (Lc. 17.21). Para a Igreja Jesus já é o Rei, mas Ele precisa tornar-se Rei, essa é a temática do Novo Testamento (Fp. 2.10). A vinda plena do Reino de Deus consumará o fim da era presente e inaugurará a Era Vindoura. O final da Era Presente resultará no julgamento do Diabo (Mt. 25.41), a formação de uma sociedade redimida (Mt. 13.36-43) e a comunhão perfeita em Deus (Lc. 13.28,29). Isso poderia ter acontecido no tempo em que Jesus veio a terra, mas os judeus O rejeitaram, por isso, foi tomado pelos outros (Mt. 8.12), por conseguinte, os súditos do reino de Jesus são aqueles que aceitam a Sua palavra (Mt. 13.38). Para esses, o Reino de Deus é uma realidade presente, pois "é chegado a vós" (Mt. 12.28). Satanás continua ativo, ele subjuga os indivíduos, distanciando-os do Reino (Mt. 13.19). A vitória do Reino de Deus é espiritual, quando essa se completar acontecerá o triunfo final de Deus sobre o Inimigo (I Co. 15.25). Os fariseus quiseram saber de Deus quando o Reino haveria de se manifestar, o Senhor respondeu-lhes que este já se encontrava entre eles, ainda que não da maneira que eles aguardavam (Lc. 17.20,21).

CONCLUSÃO
O Reino de Deus é recebido dentro do ser humano, isso fica evidenciado em Mc. 10.15. A mensagem de Jesus se diferencia do judaísmo rabínico, pois Ele modificou a linha do tempo. A igreja, nesse contexto, vive entre duas Eras, a Era do Futuro, inaugurada pelo Cristo ressuscitado (Mt. 28.18), mas que foi invadida pelos poderes satânicos (II Co. 4.4; Ef. 6.12). No futuro, quando o Milênio for instaurado (Ap. 20.4-6), a Era Vindoura será iniciada (Ap. 21.2,3). No presente, os súditos do Reino vivem em amor, devoção, prazer, submissão, dever e gratidão (Rm. 5.5; II Co. 9.13; Lc. 18.1; Jn. 2.9). Esses põem o Reino de Deus em primazia (Mt. 6.33), e por causa do Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.6) passam por tribulações (At. 14.22).

BIBLIGRAFIA
LADD, G. E. Teologia do Novo Testamento. São Paulo: Exodus, 1997.
LADD, G. E. O evangelho do Reino. São Paulo: Shedd Publicações, 2008.

A PAZ DO SENHOR A TODOS NOSSOS SEGUIDORE E IRMÃO EM CRISTO JESUS

                                            Meus irmãos nas últimas semanas tem entrado vários seguidores no nosso blog aprender para melhorar, com fotos indecente assim que noto de imediatos o mesmo é banido do nosso blog, pois seguidores com fotos indecente não ficarão em nosso sistema peço perdão a todos pelo incômodo, irmão Antônio. Vitoria Pernambuco.

Lição 13 - 26 de junho de 2011

Texto Áureo: Is 44.3 Porque derramarei água sobre o sedento e rios, sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes.

Leitura Bíblica em Classe: Atos 19.1-6, 11, 12, 18,19

 

 

 

CONSIDERAÇÕES SOBRE O VERDADEIRO AVIVAMENTO

 

1. AVIVAMENTO SIGNIFICA O DERRAMAR SOBRE OS SEDENTOS

* Deus quer avivar quem deseja progresso na sua vida espiritual - Atos 19.1 E SUCEDEU que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso; e achando ali alguns discípulos, Provérbios 25.25 Como água fresca para a alma cansada, tais são as boas novas vindas da terra distante.

* Deus que avivar quem de alma pura carece dessa experiência - Atos 19.2 Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo. Atos 2.41 De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas,

* Deus quer avivar quem deseja sair do tradicionalismo religioso - Atos 19.3 Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João. Colossenses 2.8 Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo;

2. AVIVAMENTO SIGNIFICA O DERRAMAR NA ARIDEZ ESPIRITUAL

* É preciso Cristo se formar totalmente naquele que crê - Atos 19.4 Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. Gálatas 2.20 Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.

* É preciso conversão real para o verdadeiro arrependimento -  Atos 19.5 E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. Atos 3.19 Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor,

* Receber o Espírito Santo é prova do autêntico discípulo - Atos 19.6 E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam. Atos 1.8 Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.

3. AVIVAMENTO SIGNIFICA O DERRAMAR CONTÍNUO COM BENÇÃO

* Deus prova que é vivo por todos as suas maravilhas - Atos 19.11 E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias. Hebreus 2.4 Testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade?

* Deus prova o seu poder com suas operações milagrosas - Atos 19.12 De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam. Atos 5.15 De sorte que transportavam os enfermos para as ruas, e os punham em leitos e em camilhas para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles.

* Deus mostra com resultado os frutos do avivamento - Atos 19.18 E muitos dos que tinham crido vinham, confessando e publicando os seus feitos. Mateus 13.8 E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta.

* Deus opera quando a fé se centraliza no seu poder - Atos 19.19 Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinqüenta mil peças de prata. Romanos 10.17 De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus



O esboço é elaborado exclusivamente pelo texto bíblico da lição.

 
AVIVA, Ó SENHOR, A TUA OBRA!
Texto Áureo: Is. 44.3 – Leitura Bíblica: At. 19.1-6,11,12,18,19

Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

Objetivo: Mostrar a igreja que o avivamento somente é possível quando esta se volta ao estudo sistemático e à obediência incondicional à Palavra de Deus.

INTRODUÇÃO
A Igreja de Jesus Cristo deve viver em avivamento constante. Cientes dessa verdade, estudaremos, na lição de hoje, os fundamentos bíblicos para que Deus avive a Sua obra no meio do Seu povo. No início da aula, definiremos o que significa avivamento, em seguida, atentaremos para alguns exemplos de avivamentos na história de Judá, por fim, em virtude da confusão que impera em alguns arraiais evangélicos, faremos a distinção entre o que é e o que não é um avivamento genuíno.

1. DEFINIÇÃO DE AVIVAMENTO
Nos dicionários de Língua Portuguesa, o termo avivamento vem do verbo "avivar", que significa: "tornar mais vivo, estimular, tornar mais nítido, ativo e intenso" (Aurélio). Não encontramos na Bíblia a palavra "avivamento", apenas o verbo "avivar", usado com bastante frequência. Em I Rs. 17.22 a palavra hebraica é shub, que se refere ao ato de fazer voltar à vida algo que se encontrava morto ou simplesmente, renovar ou restaurar. Na célebre oração de pedido de avivamento de Hc. 3.2, a palavra hebraica é chaiah, cujo significado é viver, ter vida, permanecer vivo, sustentar a vida, viver prosperamente, viver para sempre, reviver, estar vivo, ter a vida ou a saúde recuperada. Existem dois outros textos clássicos em hebraico que se referem a esse ato, ambos com a palavra chaiah, são Sl. 85.6 (avivamento corporativo) e Is. 57.15 (avivamento pessoal).

2. EXPERIÊNCIAS DE AVIVAMENTOS
Em II Cr. 34 lemos a respeito de um grandioso avivamento na história de Judá, nos tempos do rei Josias. Esse monarca foi despertamos para restaurar a vida espiritual do povo judeu, a partir da reforma do templo. Quando a reforma estava sendo feita, o sumo sacerdote Hlquias encontrou o Livro da Lei que se achava perdido (II Cr. 34.8-17). Quando a Torah foi lida, o rei teve o coração quebrantado, rasgou as suas vestes, externou a sua tristeza (II Cr. 34.19) e conscientizou-se do pecado do povo contra o Senhor (II Cr. 34.20,21), percebendo que o julgamento divino sobreviria sobre a nação. A consciência do pecado, através da Palavra de Deus, resultou em avivamento espiritual, pois diante da Lei, os judeus se voltaram para o Senhor (II Cr. 35.18). Outro exemplo de avivamento através da Palavra de Deus se encontra no capítulo 8 do livro de Neemias. Esdras leu a Lei diante do povo e isso, certamente, os levou à fé, pois a fé vem pelo ouvir (Rm. 10.17), e, ouvindo a Palavra, o Espírito produz, em nós, a santidade (Gl. 5.22). Por isso, Jesus orou, em Jo. 17.17, "santifica-os na verdade". A respeito desse texto, consideremos os seguintes pontos: 1) Esdras reuniu a todos, não apenas alguns, contanto que fossem capazes de entender aquilo que haveria de ser exposto (v. 2), mas antes, ele direcionou o povo à oração, quando todo povo disse "amém" (v. 6). Ele leu com distinção, isto é, de modo que todos pudessem ouvir com nitidez. Em seguida, após essa leitura com clareza, ela expunha o sentido para que as pessoas compreendessem (v. 8); 2) como resultado da leitura e exposição da Palavra, o povo entristeceu-se e sentiu vergonha dos seus pecados diante de Deus, o clamor foi tal que Esdras e Neemias precisaram instruir o povo a que se regozijassem perante o Senhor; e 3) O povo, então, tomou a decisão de obedecer a Palavra de Deus (v. 17), e, após ouvir os ensinamentos do Senhor, "houve muita alegria" (v. 18). Esse é o percurso bíblico do verdadeiro avivamento, parte da leitura e exposição da Bíblia, sob a oração, debaixo da unção do Espírito Santo

3. O AVIVAMENTO GENUÍNO
Inicialmente, vejamos o que não é avivamento: 1) O avivamento não é uma série de encontros especiais para orações, cruzadas evangelísticas, conferências, exposição bíblica, isto é, não é uma criação da igreja por meio de planejamentos e encontros especiais; 2) O avivamento não é algo passageiro que começa num dia e termina no outro, assim, não se pode pensar que uma noite de êxtase espiritual (ou emocional) seja um avivamento, que, na verdade, é algo duradouro; 3) O avivamento não é necessariamente uma questão de milagres, de fenômenos sobrenaturais ou mesmo de "sinais e maravilhas", isso porque a existência de tais, não garante fidelidade às verdades básicas das Sagradas Escrituras; e 4) O avivamento não é evangelismo, esse sim, é resultante do avivamento, se pensarmos que cruzadas é sinônimo de avivamento, podemos achar que podemos fazê-lo por esforços próprios, através de atividades evangelisticas. As características de um avivamento genuinamente bíblico são as seguintes: 1) percepção da presença de Deus – isso é claramente revelado em At. 2 e em Hc. 3.2 onde o profeta reconhece "Deus veio", é uma experiência marcante; 2) disposição incomum para ouvir a Deus – devemos lembrar que o avivamento é uma resposta de fé, e essa, vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Rm. 10.17); 3) convicção profunda do próprio pecado – vejamos o que aconteceu com o profeta Isaias, diante da manifestação do poder de Deus (Is. 6.3-5); e 4) quebrantamento que leva à obediência em alegria (Nm. 8.17,18).

CONCLUSÃO
O avivamento é fundamental a sobrevida da igreja local, para isso, alguns valores precisam ser resgatados, especialmente, a oração – como o catalisador do avivamento; e o ensino da Palavra - como o combustível do avivamento. Após a celebração do Centenário da Assembléia de Deus no Brasil, resta-nos pensar no futuro da igreja. Não podemos esquecer que dependemos de Deus, sem Ele nada podemos fazer, a igreja é serva da Palavra de Deus, e diante desta deve sempre se dobrar. Assim como Habacuque, oremos para que o Senhor avive a Sua obra entre nós (Hb. 3.2).

BIBLIOGRAFIA
AMSTRONG, J. O verdadeiro avivamento. São Paulo: Vida, 2001.
HORTON, S. O avivamento pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.