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A influência cultural da igreja

Texto Áureo: Gn. 1.28 – Leitura Bíblica: Gn. 1.26-30
Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD
Objetivo: Refletir com os alunos sobre a influência que a igreja pode ter sobre a sociedade.
 
INTRODUÇÃO
Conforme já estudamos em lição anterior, a Igreja tem dupla responsabilidade, outorgada por Cristo, o Rei, para a sociedade. A primeira delas e a Grande Comissão, isto é, seguir por todo o mundo, para fazer discípulos (Mt. 29.19,20). A segunda, e não menos importante, e, de certo modo, atrelada àquela, a de transformar a cultura. Na lição de hoje, estudaremos a respeito da cultura, definindo-a, a princípio, em seguida, destacaremos exemplos bíblicos de influência cultural. Ao final, passaremos a discorrer sobre alguns cristãos que influenciaram culturalmente na sociedade.
1. CULTURA, DEFINIÇÕES
Existem diversas definições de cultura, destacamos algumas delas a seguir: "um empreendimento coletivo, segundo o qual os homens conseguem estabelecer um estilo de vida distinto, com base em valores comuns" (R. N. Champlin); "Aquele todo complexo que inclui conhecimentos, crenças, artes, princípios morais, leis, costumes e quaisquer outras capacidades e hábitos adquiridos pelos homens, como membros da sociedade" (E. B. Tylor). O cristianismo, por sua vez, reconhece a existência da cultura enquanto produção humana, mas esta precisa ser avaliada a partir dos princípios bíblicos. Por isso, sempre coube a Igreja, ao longo da sua história, a tarefa de apontar para o alto, ressaltando as virtudes de Cristo. Conforme orienta o autor da Epístola aos Hebreus (11.6), os valores terrenos devem ser sombras daquele país celestial. Diante dessa realidade, a Igreja precisa estar ciente do seu papel social, e, principalmente, da necessidade de capacitar-se para responder aos anseios da cultura moderna. O ponto de partida para analise cultural é a realidade da Queda, que, conforme registrada no capítulo 3 do Gênesis, trouxe implicações imediatas para o ser humano. Antes da Queda o ser humano tinha a capacidade para administrar a criação para a glória de Deus (Gn. 1.28-30), mas depois desta, sua tendência passou a ser o egoísmo, a busca pelos interesses, e, como vemos atualmente, a destruição da criação, que geme a espera da redenção (Rm. 8.19-23). A destruição da criação, no entanto, não é o único mal causado pela Queda. Quando avaliamos a sociedade, à luz dos valores cristãos, constatamos a prevalência da cultura da morte e da ganância e da dominação.
 
2. A INFLUÊNCIA CULTURAL, EXEMPLOS BÍBLICOS
A Bíblia está repleta de exemplos de pessoas que não se deixaram levar pelos valores da cultura mundana. Não podemos esquecer que este mundo jaz no Maligno (I Jo. 5.19), por isso, o Reino de Deus, conforme respondeu Jesus a Pilatos, não é deste mundo (Jo. 18.36). Ao mesmo tempo, também precisamos estar cientes que precisamos agir como sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.13,14), ao mesmo tempo em que não nos conformamos com ele (Rm. 12.1,2). No Antigo Testamento encontramos o relato exemplar de Daniel diante da cultura babilônica. Esse jovem hebreu levado para o cativeiro estava imerso em uma cultura distinta dos princípios divinos. Mesmo assim, ele propôs em seu coração não se contaminar com as iguarias do rei, isto é, não fazer concessões quanto a sua fé (Dn. 1.8; 6.6-10). No livro de Daniel também se encontra o registro de fé de Sadraque, Mesaque e Abedenego, corajosos homens de Deus que foram salvos da fornalha por testemunharem da soberania do Senhor, e que não se dobraram diante da estátua erguida pelo Rei (Dn. 3). Mordacai, juntamente com a rainha Ester, servem de exemplo para todos aqueles que não fazem concessões em relação aos valores do Reino de Deus. Os profetas de Deus, tanto aqueles apresentados nos livros históricos, quanto os literários, autores de livro bíblicos, foram contundentes em suas denuncias do status quo, ou seja, da cultura humana distanciada dos padrões eternos de Deus. Por causa disso, os profetas bíblicos eram impopulares, eles se opunham ao que a maioria defendia, se fosse hoje, diríamos que eles não estariam preocupados com o Ibope, ou com o aplauso do público. Como declarou Pedro diante das autoridades romanas e judaicas, o alvo deva ser obedecer a Deus, e não aos homens, quando esses se voltarem contra a Palavra de Deus (At. 5.29).
 
3. CRISTÃOS QUE INFLUENCIARAM A CULTURA
Aqueles que criticam a fé cristã geralmente procuram defeitos na história para denegrir a imagem da Igreja. Não devemos fechar os olhos para atitudes que de fato não orgulham a fé, dentre elas, a Inquisição, tanto a Católica quanto a Protestante. Mas para fazer justiça, é preciso reconhecer o legado cultural da Igreja para a sociedade. Na política, destacamos o exemplo de homens como William Wiberforce, um parlamentar britânico, que lutou intensamente para que a sociedade percebesse a opressão causada pela escravidão. Martin Luther King Jr. tornou-se uma figura respeitável em virtude da sua oposição ao preconceito racial nos Estados Unidos. Na música, Sebastian Bach, impressiona até mesmo os descrentes pela genialidade nas suas composições, as quais assinava com o seguinte acréscimo latino: Soli Deo Gloria(Gloria somente a Deus). Na literatura e apologética, C. S. Lewis, um ex-ateu, contribuiu para difundir e defender os pressupostos da fé cristã. Em seu livro Cristianismo Puro e Simples, resultante de conferências radiofônicas, expôs com maestria os fundamentos doutrinários cristãos. Suas obras literárias, com destaque para As Crônicas de Nárnia, atraem a atenção do público em geral, em seu bojo se encontram verdades eternas, extraídas das páginas do Evangelho. Tostoi e Dostoivski, os dois gigantes da literatura russa, seguidores fervorosos de Cristo, inseriram em suas obras temáticas cristãs, o primeiro, por exemplo, em Guerra e Paz, e o último, em Crime e Castigo e Os Irmãos Karamazov. O cinema também tem servido para influenciar a sociedade a partir dos valores cristãos. As obras de autores cristãos, como as próprio C. S. Lewis, estão sendo adaptadas para a telona. Esses são apenas alguns dos muitos exemplos de pessoas que influenciaram a sociedade a partir dos valores bíblicos que defenderam. Mas existem milhares de outros, heróis anônimos, pessoas simples e descohecidas que se sacrificam e levam, com amor, o evangelho de Cristo, atraindo a comunidade na qual estão inseridas para a Verdade, sendo luzeiros no mundo.
 
CONCLUSÃO
A Igreja de Jesus Cristo foi chamada para influenciar, não para ficar debaixo de um alqueire. Para tanto, deve sair de dentro das quatro paredes e ir para a sociedade, levando o evangelho, as boas novas de salvação. Ela precisa denunciar o pecado, ser uma voz que expõe os princípios bíblicos. Mas precisa investir também na transformação cultural, atuando nas várias frentes. Os políticos precisam ser coerentes com os valores cristãos. Os músicos comporem hinos e canções que glorifiquem a Deus e enobreçam o ser humano. Os escritores devem usar a criatividade para expor valores do Reino. Existem diversas maneiras de a Igreja influenciar a sociedade, não apenas fazendo coisas grandes, mas também com pequenos gestos, que, com zelo doutrinário e amor sacrificial, conduzirão muitos a Cristo.
 
BIBLIOGRAFIA
COLSON, C., PEARCEY, N. E agora como viveremos? Rio de Janeiro: CPAD, 2000.
COLSON, C., PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2006
 

A ATUAÇÃO SOCIAL DA IGREJA

Lição 10

A ATUAÇÃO SOCIAL DA IGREJA
Texto Áureo: Mt. 25.34-36 – Leitura Bíblica: Is. 58.6,8,10,11; Tg. 2.14-17

Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD
Gospel Book: Lições Bíblicas - A Missão Integral da Igreja ... | http://gospel-book.blogspot.com/201...Objetivo: Refletir com os alunos sobre a atuação social da igreja, a fim de que sejamos zelosos no cuidado aos necessitados e na diminuição da desigualdade social.

INTRODUÇÃO
Ao Longo deste trimestre o assunto da atuação social da igreja tem voltado à tona nas lições estudadas. Tal ênfase é justificada em virtude da relevância desse tema para a igreja. Infelizmente, poucas igrejas atentam para a responsabilidade social, não reconhecem que se trata de uma doutrina bíblica. A fim de demonstrar a fundamentação desse ensino na Palavra de Deus, discorremos, na aula de hoje, sobre a atuação social no Antigo e no Novo Testamento.

1. ATUAÇÃO SOCIAL, UMA NECESSIDADE
A atuação social é uma necessidade tanto no contexto da igreja quanto fora dela. No Brasil, o déficit social é histórico, muito ainda precisa ser feito para diminuir a desigualdade social. É bem verdade, conforme destacou o Senhor Jesus, que os pobres sempre teremos conosco (Jo. 12.1), por outro lado, isso não deve eximir a igreja da sua responsabilidade social, considerando suas limitações e possibilidades. A pirâmide social brasileira é composta por uma base de pobres que trabalha intensamente, quando esses conseguem emprego. Ademais, os salários são baixos, enquanto que uma minoria vive regaladamente. Um dos problemas dessa realidade está na constituição cultural da riqueza, que, em sua maioria, é insensível à causa do pobre. Estudos comprovam que a realidade da riqueza e pobreza tem algumas particularidades culturais. Os ricos ostentam seus bens e atribuem aos pobres a incompetência pela miséria. Essa é uma condição da sociedade distanciada dos valores cristãos. Mesmo entre os evangélicos, Max Weber que o diga, existe a crença difundida de que a prosperidade material, para ser usufruída egoisticamente, é benção de Deus, ainda que essa seja angariada desonestamente. A atuação da igreja, diante dessa realidade, deve ser a de criar meios para diminuir a condição extrema de pobreza das pessoas, sejam evangélicas ou não. Além de "dar o peixe", e preciso, às vezes, "ensinar a pescar", investindo na formação educacional e profissional das pessoas. Mas isso apenas não é suficiente, é preciso instruir os membros da igreja para não se envolverem o apoiarem práticas sociais que impliquem retenção dos direitos comuns das pessoas. A estrutura social precisa ser modificada, é preciso que os pobres tenham maiores oportunidades, e para isso, devemos cobrar dos governantes garantias constitucionais, investimento em políticas públicas de saúde, educação e segurança, fiscalizando a fim de que os recursos sejam honestamente aplicados. Isso tem tudo a ver com o Reino de Deus, considerando que os súditos do Reino de Deus têm uma visão diferenciada da política e da economia. A política da Igreja é a de Jesus, que põe o amor, a generosidade e solidariedade em primeiro plano. A economia de Jesus é a dos tesouros celestiais, onde o ladrão não rouba, nem a traça corrói, e que coloca pessoas, não o dinheiro em primeiro lugar. Deus, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, aborda a questão da justiça social, a Bíblia revela o cuidado do Senhor em relação aos necessitados.

2. ATUAÇÃO SOCIAL NO ANTIGO TESTAMENTO
Ao longo do Antigo Testamento, existem várias passagens bíblicas que tratam sobre temas sociais. No Pentateuco - contra o preconceito em relação às necessidades especiais: "Não amaldiçoarás ao surdo, nem porás tropeço diante do cego; mas temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor" (Lv. 19.14); do idoso: "Diante das cãs te levantarás, e honrarás a face do ancião; e temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor" (Lv. 19.19.32); na aplicação da justiça: "Não cometereis injustiça no juízo, nem na vara, nem no peso, nem na medida. Balanças justas, pesos justos, efa justo, e justo him tereis. Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito" (Lv. 19.35,36); contra a opressão ao assalariado: "Não oprimirás o diarista pobre e necessitado de teus irmãos, ou de teus estrangeiros, que está na tua terra e nas tuas portas. No seu dia lhe pagarás a sua diária, e o sol não se porá sobre isso; porquanto pobre é, e sua vida depende disso; para que não clame contra ti ao Senhor, e haja em ti pecado" (Dt. 24.14,15). Nos Provérbios – sobre o cumprimento das promessas: "Não digas ao teu próximo: Vai, e volta amanhã que to darei, se já o tens contigo" (Pv. 3.28); na utilização de meios escusos contra o povo: "Balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer" (Pv. 11.1); contra as pessoas que somente valorizam os ricos: "O pobre é odiado até pelo seu próximo, porém os amigos dos ricos são muitos. O que despreza ao seu próximo peca, mas o que se compadece dos humildes é bem-aventurado" (Pv. 14.20,21); "O que escarnece do pobre insulta ao seu Criador, o que se alegra da calamidade não ficará impune" (Pv. 17.5); "O homem pobre que oprime os pobres é como a chuva impetuosa, que causa a falta de alimento" (Pv. 28.3). Os livros dos profetas estão repletos de denúncias contra as injustiças sociais, em relação aos que acumulam propriedades à custa da opressão dos pobres: "Ai dos que ajuntam casa a casa, reúnem campo a campo, até que não haja mais lugar, e fiquem como únicos moradores no meio da terra!" (Is. 5.8); "Ai daquele que edifica a sua casa com injustiça, e os seus aposentos sem direito, que se serve do serviço do seu próximo sem remunerá-lo, e não lhe dá o salário do seu trabalho" (Jr. 22.13). "Porque sei que são muitas as vossas transgressões e graves os vossos pecados; afligis o justo, tomais resgate, e rejeitais os necessitados na porta" (Am. 5.12); "Ai daquele que, para a sua casa, ajunta cobiçosamente bens mal adquiridos, para pôr o seu ninho no alto, a fim de se livrar do poder do mal!" (Hc. 2.9).

3. ATUAÇÃO SOCIAL NO NOVO TESTAMENTO
Ao longo do Novo Testamento nos deparamos com vários textos que se opõem à injustiça social e conclamam a igreja à atuação social. Jesus, em suas palavras, foi bastante contundente a esse respeito: "E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes. E o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dele; E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios. E Jesus, vendo que havia respondido sabiamente, disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E já ninguém ousava perguntar-lhe mais nada". (Mc. 12.28-34). No Atos dos Apóstolos, no tocante ao cuidado com os necessitados da igreja: "E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha" (At. 4.32-35); e própria instituição do diaconato tinha como fim diminuir as necessidades sociais na igreja: "Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio" (At. 6.1-7). Na Epístola de Tiago - contra o preconceito em relação ao pobre: "Meus irmãos, não tenhais a fé de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas. Porque, se no vosso ajuntamento entrar algum homem com anel de ouro no dedo, com trajes preciosos, e entrar também algum pobre com sórdido traje, E atentardes para o que traz o traje precioso, e lhe disserdes: Assenta-te tu aqui num lugar de honra, e disserdes ao pobre: Tu, fica aí em pé, ou assenta-te abaixo do meu estrado, Porventura não fizestes distinção entre vós mesmos, e não vos fizestes juízes de maus pensamentos?" (Tg. 2.1-4); do auxílio para o sustento: "E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?" (Tg. 2.15-17); e contra a opressão do pobre pelos ricos: "Eia, pois, agora vós, ricos, chorai e pranteai, por vossas misérias, que sobre vós hão de vir. As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão comidas de traça. O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós, e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias. Eis que o jornal dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos exércitos. Deliciosamente vivestes sobre a terra, e vos deleitastes; cevastes os vossos corações, como num dia de matança. Condenastes e matastes o justo; ele não vos resistiu (Tg. 5.1-6). Esses textos são autoexplicativos e suficientes para mostrarem a relevância que a igreja deve dar à atuação social.

CONCLUSÃO
Muitas igrejas ainda desprezam a Palavra de Deus no que tange à atuação social. Há uma ilustração apropriada sobre a passagem de um mendigo, em dias distintos, na casa de um espírita, de um católico e de um evangélico. Conta-se que em cada uma das casas o mendigo recebeu respostas diferentes à sua necessidade, detalhe, tanto o espírita quanto o católico e o evangélico tinham apenas um pão. O espírita, apelando para a filantropia como forma de salvação, deu o pão inteiro ao mendigo e ficou com fome. O católico, na dúvida se a salvação seria somente pela fé, repartiu o pão ao meio e deu a metade ao mendigo. O evangélico, crendo na salvação pela graça, por meio da fé, respondeu que somente tinha um pão, e que, por isso, iria comê-lo e orar pelo mendigo. Essa é uma ilustração que reflete a ausência de atuação social de muitas igrejas evangélicas. O evangélico tem toda razão ao afirmar que a salvação é pela graça, por meio da fé, não vem das obras para que ninguém se glorie (Ef. 2.8.9), mas esquecem do versículo 10, que diz que fomos salvos "para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas".

BIBLIOGRAFIA
CAVALCANTI, R. Cristianismo e política. Viçosa: Ultimato, 2002.
LIMA, P. C. Teologia da ação política e social da igreja. Rio de Janeiro: Renascer, 2005.

NEEMIAS – Integridade e coragem em tempos de crise

sexta-feira, 12 de agosto de 2011 | http://oaprendizdedeus.blogspot.com/
 
LIÇÕES BÍBLICAS PARA A ESCOLA DOMINICAL
4º. Trimestre DE 2011
TEMA CENTRAL
NEEMIAS – Integridade e coragem em tempos de crise
 
 
Sumário
Lição 01 – Quando a crise mostra sua face
Lição 02 – Liderança em tempos de crise
Lição 03 – Aprendendo com as portas de Jerusalém
Lição 04 – Como enfrentar a oposição à obra de Deus
Lição 05 – A conspiração dos inimigos contra Neemias
Lição 06 – Neemias lidera um genuíno avivamento
Lição 07 – Arrependimento, a base para o conserto
Lição 08 – O compromisso com a palavra de Deus
Lição 09 – A organização do serviço religioso
Lição 10 – O Exercício ministerial na casa do Senhor
Lição 11 – O Dia de adoração e serviço a Deus
Lição 12 – As conseqüências do jugo desigual

PRESERVANDO A IDENTIDADE DA IGREJA


Lição 9 - 28 de agosto de 2011

 

Gospel Book: Lições Bíblicas - A Missão Integral da Igreja ... | http://gospel-book.blogspot.com/201...Texto Bíblico:  "Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em CRISTO" (2 Coríntios 11.3).

Leitura Bíblica em Classe: Atos 20.25 -32

 

CUIDADOS QUE PRESERVAM A IDENTIDADE DA IGREJA

 

1. NÃO SE DEIXE ENGANAR COM AS FALSAS DOUTRINAS  

* O verdadeiro doutrinador é o que zela pela mensagem que prega - Atos 20.25 - E, agora, na verdade, sei que todos vós, por quem passei pregando o Reino de DEUS, não vereis mais o meu rosto. II Coríntios 11.2 Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo.

* O verdadeiro doutrinador é o que fala a verdade doa a quem doer - Atos 20.26 - Portanto, no dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de todos; Ezequiel 3.19 Mas, se avisares ao ímpio, e ele não se converter da sua impiedade e do seu mau caminho, ele morrerá na sua iniqüidade, mas tu livraste a tua alma.

* O verdadeiro doutrinador prega só o que Deus põe no seu coração - Atos 20.27 - porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de DEUS.  I Coríntios 2.4 A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder;

2. NÃO SE DEIXE ENGANAR COM OS FALSOS PASTORES  

* O fiel pastor é o que cuida; vigia e orienta o seu rebanho - Atos 20.28 - Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o ESPÍRITO SANTO vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de DEUS, que ele resgatou com seu próprio sangue. I Pedro 5.2 Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto;

* O fiel pastor é o que alerta o rebanho dos falsos profetas - Atos 20.29 - Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho. II Coríntios 11.13 Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo.

* O fiel pastor é o que vigia contra os divisores do rebanho - Atos 20.30 - E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si. Romanos 16.17 E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles.

3. FIQUE DO LADO DE QUEM VIVE A PALAVRA DE DEUS

* Os verdadeiros líderes se esforçam intercedendo pela igreja - Atos 20.31 - Portanto, vigiai, lembrando-vos de que, durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar, com lágrimas, a cada um de vós.  Hebreus 13.17 Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.

* Os verdadeiros líderes se esmeram pela edificação da igreja - Atos 20.32 - Agora, pois, irmãos, encomendo-vos a DEUS e à palavra da sua graça; a ele, que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os santificados. I Coríntios 3.10 Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele.

 

 

Obs: O esboço é elaborado exclusivamente pelo texto bíblico da lição.

Pastor Adilson Guilhermel

 
 
 
 
fonte

projeto de lei que restringiria radicalmente a liberdade da internet no Brasil,

File:Cathedral Brasilia Niemeyer.JPG - Wikimedia Commons | http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ca...
Na semana que vem, o Congresso poderá votar um projeto de lei que restringiria radicalmente a liberdade da internet no Brasil, criminalizando atividades on-line cotidianas tais como compartilhar músicas e restringir práticas essenciais para blogs. Temos apenas seis dias para barrar a votação.
Se esse projeto de lei for aprovado, nossa privacidade e liberdade de expressão, criação e acesso on-line ficarão gravemente limitadas. Pior que isso, os provedores de internet que mantêm informações detalhadas sobre nosso histórico de navegação na internet passarão a ser "policiais virtuais" monitorando os usuários a todo momento.


A Morte de uma Igreja

 
Por Pr. Hernandes Dias Lopes

As sete igrejas da Ásia Menor, conhecidas como as igrejas do Apocalipse, estão mortas. Restam apenas ruínas de um passado glorioso que se foi. As glórias daquele tempo distante estão cobertas de poeira e sepultadas debaixo de pesadas pedras. Hoje, nessa mesma região tem menos de 1% de cristãos. Diante disso, uma pergunta lateja em nossa mente: o que faz uma igreja morrer? Quais são os sintomas da morte que ameaçam as igrejas ainda hoje?

1. A morte de uma igreja acontece quando ela se aparta da verdade. Algumas igrejas da Ásia Menor foram ameaçadas pelos falsos mestres e suas heresias. Foi o caso da igreja de Pérgamo e Tiatira que deram guarida à perniciosa doutrina de Balaão e se corromperam tanto na teologia como na ética. Uma igreja não tem antídoto para resistir a apostasia e a morte quando a verdade é abandonada. Temos visto esses sinais de morte em muitas igrejas na Europa, América do Norte e também no Brasil. Algumas denominações histórias capitularam-se tanto ao liberalismo como ao misticismo e abandonaram a sã doutrina. O resultado inevitável foi o esvaziamento dessas igrejas por um lado ou o seu crescimento numérico por outro, mas um crescimento sem compromisso com a verdade e com a santidade.

2. A morte de uma igreja acontece quando ela se mistura com o mundo. A igreja de Pérgamo estava dividida entre sua fidelidade a Cristo e seu apego ao mundo. A igreja de Tiatira estava tolerando a imoralidade sexual entre seus membros. Na igreja de Sardes não havia heresia nem perseguição, mas a maioria dos crentes estava com suas vestiduras contaminadas pelo pecado. Uma igreja que flerta com o mundo para amá-lo e conformar-se com ele não permanece. Seu candeeiro é apagado e removido.

3. A morte de uma igreja acontece quando ela não discerne sua decadência espiritual. A igreja de Sardes olhava-se no espelho e dava nota máxima para si mesma, dizendo ser uma igreja viva, enquanto aos olhos de Cristo já estava morta. A igreja de Laodicéia considerava-se rica e abastada, quando na verdade era pobre e miserável. O pior doente é aquele que não tem consciência de sua enfermidade. Uma igreja nunca está tão à beira da morte como quando se vangloria diante de Deus pelas suas pretensas virtudes.

4. A morte de uma igreja acontece quando ela não associa a doutrina com a vida. A igreja de Éfeso foi elogiada por Jesus pelo seu zelo doutrinário, mas foi repreendida por ter abandonado seu primeiro amor. Tinha doutrina, mas não vida; ortodoxia, mas não ortopraxia; teologia boa, mas não vida piedosa. Jesus ordenou a igreja a lembrar-se de onde tinha caído, a arrepender-se e a voltar à prática das primeiras obras. Se a doutrina é a base da vida, a vida precisa ser a expressão da doutrina. As duas coisas não podem viver separadas. Uma igreja viva tem doutrina e vida, ortodoxia e piedade.

5. A morte de uma igreja acontece quando falta-lhe perseverança no caminho da santidade. As igrejas de Esmirna e Filadélfia foram elogiadas pelo Senhor e não receberam nenhuma censura. Mas, num dado momento, nas dobras do futuro, essas igrejas também se afastaram da verdade e perderam sua relevância. Não basta começar bem, é preciso terminar bem. Falhamos, muitas vezes, em passar o bastão da verdade para a próxima geração. Um recente estudo revela que a terceira geração de uma igreja já não tem mais o mesmo fervor da primeira geração. É preciso não apenas começar a carreira, mas terminar a carreira e guardar a fé! É tempo de pensarmos: como será nossa igreja nas próximas gerações? Que tipo de igreja deixaremos para nossos filhos e netos? Uma igreja viva ou igreja morta?
***

Fonte: Palavra da Verdade

Márcio Melânia
http://lattes.cnpq.br/5648348525008521

"Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados,
sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco."
 (2 Coríntios 13 : 11)

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A BELEZA DO SERVIÇO CRISTÃO

Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Ailton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524
 
 
LIÇÃO 07 - A BELEZA DO SERVIÇO CRISTÃO
INTRODUÇÃO
Um dos maiores privilégios do cristão é poder servir ao Senhor, contribuindo para o crescimento e edificação da igreja. E é no serviço a Deus que nós encontramos uma forma de expressar nossa gratidão por tudo o que Ele nos tem concedido. Apesar de ser Onipotente e Auto-existente, Deus trabalha em conjunto com o homem. Fomos chamados ao serviço (Jo 15.26); portanto, realizemos com excelência o chamado que nos foi proposto por Deus.
 
I – O QUE É O SERVIÇO CRISTÃO?
De acordo com o Dicionário Teológico do Pr. Claudionor de Andrade, Serviço Cristão, deriva-se do latim "servitium" e significa "trabalho", "encargo", "missão". "É a atuação consciente do discípulo de Cristo, visando a expansão do Reino dos Céus e a glória do nome de Deus. O serviço cristão consiste na evangelização, na realização de missões transculturais, na assistência social e na manutenção da comunhão com os santos. O seu principal objetivo é a glorificação do nome de Cristo; pois a igreja é tanto uma comunidade de serviços e de educação, quanto uma comunidade de adoração ao único Deus verdadeiro".
II – QUAIS OS TERMOS ORIGINAIS PARA SERVIÇO NO A.T. E N.T. ?
 
2.1. No A.T. -
A principal palavra hebraica empregada no Antigo Testamento é Abodah, que ocorre cerca de cento e vinte vezes, de Gên. 29.27 à Ez. 44.14 e significa "obra, obreiros, trabalho, serviço". Há outros termos relacionados como sharat "servir, ministrar", ocorrendo cem vezes no A.T. (1 Sm 2.11; 3.1;Ez 22.32; 44.11; Is 60.10); 'abad "servir, cultivar, escravizar, trabalhar" (Gn 2.5, 15; 3.23; 15.3;Dt 6.13;11.13,etc); e ebed "servo, escravo". Este substantivo ocorre setecentos e cinquênta vezes no A.T. (Ex. Gn 9.25; Ex. 12.44; 13.14;1 Rs 5.6).
 
2.2. No N.T.
Já no Novo Testamento encontramos quatro palavras. São elas: Douleia "serviço escravo", que ocorre em Rm 8.15,21; Gl 4.24 ;5.1 e Hb 2.15); Diakonia "ministração", "serviço", que aparece por trinta e três vezes (Lc 10.40;At 1.16,25; 6.1,4; Rm 11.13; 12.7; 1 Cor 12.5;2 Cor. 3.7-9); Latreia "serviço reverente ou religioso", que aparece cinco vezes (Jo 16.2; Rm 9.14; 12.1; Hb. 9.1,6); e, finalmente Leitourgia "serviço público", que é usada seis vezes (Lc 1.23; 2 Cor. 9.12).
Os conceitos bíblicos acerca do serviço são de natureza religiosa, embora haja alusões ao serviço secular (Gn 30.26-29, serviço de Jacó prestado a Labão). Entretanto, o conceito atinge seu clímax no aspecto espiritual do serviço cristão. E é neste que encontramos uma dimensão horizontal, do homem para o homem. Jesus é o nosso maior exemplo (Jo 13.3-17). Ele mesmo disse:
"Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos" (Mt 20.28).
III – BASES BÍBLICAS DO SERVIÇO CRISTÃO
Ao lermos a Bíblia, podemos observar claramente, Deus trabalhando em conjunto com o homem. Mesmo tendo o poder de fazer todas as coisas, sem precisar do auxílio de ninguém, Deus se utiliza do homem, para a realização dos seus propósitos. Vejamos:
 
3.1. No Éden:
Quando Deus criou o homem, delegou-lhe serviços e responsabilidades, tais como: dominar a criação (Gn 1.28); de lavrar a terra e cuidar do jardim (Gn 2.15,16); dar nome aos animais (Gn 2.19), etc. Deus já estava revelando o seu propósito de fazer do homem um mordomo, para que o mesmo viesse administrar e cuidar do jardim.
 
3.2. No Antigo Testamento:
Deus chamou a Abraão para ser pai de uma grande nação: Israel. A nação de Israel foi escolhida por Deus para a realização dos seus eternos propósitos. Ele mesmo disse: "Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo..." (Ex 19.5,6). Foi desta nação que Deus escolheu profetas, juízes, reis e sacerdotes, que foram os principais responsáveis pelo serviço no A.T.
 
3.3. No Novo Testamento:
É no N.T. que o título "serviço cristão" é aplicado com mais propriedade. Nesta Nova Aliança, o "serviço" sofreu diversas mudanças. Isto porque, no A.T. o "serviço" incluía, muitas vezes, guerras, posse de terra, destruição de nações inimigas, sacrifícios de animais, etc. Com o surgimento da igreja, como corpo de Cristo, o "serviço" assumiu um ofício mais espiritual, visando, principalmente, a edificação do corpo de Cristo. É por intermédio da Igreja que o Senhor Jesus está atuando no mundo e executando os seus propósitos.
Como membros do corpo de Cristo, temos dons e talentos diferentes um dos outros, mas, estamos unidos em um só corpo, com o propósito de promover a edificação do corpo de Cristo (Rm 14.19; I Co 14.26; Ef 4.16).
IV - QUAIS OS OBJETIVOS DO SERVIÇO CRISTÃO ?
Dentre os muitos objetivos do serviço cristão, destacamos dois:
 
4.1. Glorificar a Deus -Todo serviço cristão deve ter como principal objetivo, glorificar a Deus (Rm 11.36; 1 Pd 4.11; Ap 1.6).
 
4.2. Edificar a Igreja -
Todo serviço cristão deve ter o objetivo de promover a edificação do corpo de Cristo. Diversos textos das Escrituras nos ensinam este princípio (Rm 14.19; 15.2; 1 Cor. 14.12,26; Ef. 4.16).
 
4.3. Servir ao próximo –
O serviço cristão sempre será um serviço ao próximo, atendendo suas necessidades físicas, emocionais, espirituais e sociais (Mt. 20.28,29; At. 2.42-47;Tg 2.14-17).

V – QUAIS AS CARACTERÍSTICAS DO SERVO DE CRISTO?
 Humilde (At 20.19)

 
 Abnegado (I Cor 9.27)
 
 Santo (Ex 28.36; Lv 21.6; Tt 1.8)
 
 Sório, justo e controlado (Lv 10.19; Tt 1.8)
 
 Puro (Is 52.11; I Tm 3.9)
 
 Hospitaleiro (I Tm 3.2; Tt 1.8)
 
 Paciente ( I Tm 3.2; Tt 1.7)
 
 Vigilante (II Tm 4.5)
 
Voluntário (Is 6.8; I Pe 5.2)
 
 Dedicado àoraçã (Ef 3.14; Fp 1.4)
 
 Sem cobiç (II Co 12.14; I Ts 2.6)
 
 Afetuoso com o rebanho (Fp 1.7; I Ts 2.8,11)
 
 Dedicado (At 20.24; Fp 1.20,21)
 
 Forte na fé( II Tm 2.1)

 
 
VI – TIPOS DE SERVIÇO CRISTÃO
Seria impossível enumerar, neste breve subsídio, todos os tipos de serviços que o cristão pode realizar em prol do Reino de Deus. Vejamos alguns:
 
6.1. Adoração (Jo 4.24; Rm 12.1).
A palavra "adoração" significa "chegar-se a Deus, de modo reverente, submisso e agradecido, a fim de glorificá-lo. Adorar é um ato de total rendição, gratidão e exaltação a Deus". Adorar a Deus é um sublime ato de serviço à Deus. Por isso, devemos adorá-lo e servi-lo com toda reverência, fervor, sinceridade e dedicação (Hb 12.28,29). Adorar também é exaltar e reconhecer que Deus é o Senhor, criador de todas as coisas (Sl 95.3-6).
 
6.2. Evangelização (Mc 16.15; At 1.8).
A tarefa da Evangelização foi entregue pelo Senhor Jesus à sua igreja. Todo cristão deve estar ocupado com esta tarefa, com o objetivo de conduzir os pecadores à Cristo, quer seja no evangelismo infantil, evangelismo pessoal ou evangelismo em massa ou missões transculturais.
 
6.3. Discipulado ( Mt 28.18-20).
A palavra "discípulo" no N.T. quer dizer um "aprendiz" e "seguidor do seu mestre". Na realidade, o discipulado é uma ação conjunta com a evangelização. Não há como discipular sem evangelizar. No entanto, quando falamos de discipulado, estamos nos referindo ao ato de proclamar as boas-novas de salvação aos pecadores, a fim de convertê-los a Cristo, e torná-los discípulos idôneos, fiéis a Jesus e capazes de gerarem outros seguidores (II Tm 2.2).
 
6.4. Assistência Social (At 11.28-30).
Atender ao pobre e ao necessitado é um preceito bíblico (Lv 23.22; Dt 15.11; Sl 41.1; 82.3). Nos dias da igreja primitiva, a igreja não só pregava o evangelho, mas também, atendia aqueles que necessitavam de socorro material (Gl 2.9,10). O serviço cristão não deve se restringir apenas a adoração, evangelização e discipulado, mas também, deve estender-se à assistência social aos necessitados, pois, ser generoso e solidário também é um dever do cristão (I Jo 3.17,18).
 
CONCLUSÃO
É bela e honrosa a posição do crente como servo de Deus. Sigamos firmes no serviço ao nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, sabendo que, um dia, receberemos a devida recompensa e ouviremos dos lábios suaves do Mestre: "Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor." (Mt 25.21,23).
 
REFERÊNCIAS
ANDRADE, Claudionor, Dicionário Teológico, CPAD.
FISHER, David, O Pastor do Século 21. Ed. Vida
NORMAN, Russel Champlin, Enciclopédia de Teologia e Filosofia. Vol 6, Ed. Hagnos
________, O Novo Testamento Comentado e Interpretado Vs. Por Vs. Vol 4. Ed. Hagnos.
MARCARTHUR, Jonh Jr. Ministério Pastoral, CPAD.
PEARLMAN, Myer, Conhecendo as doutrinas da Bíblia, Editora Vida.
STANPS, Donald, Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
VINE, W. E., Merril F. Unger e Willian White Jr.,Dicionário de VINE, Ed. CPAD.

O REINO DE DEUS ATRAVÉS DA IGREJA

     Lição 4 -

 

 ... Missão Integral da Igreja "Porque o Reino de Deus está entre vós | http://www.jornaldominical.j...texto Bíblico: "Os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho" (Mt 11.5).

Leitura Bíblica em Classe: Lucas 17.20,21; Mateus 18.1-5; Marcos 10.42-45

 

O TRANSCEDENTAL REINO DE DEUS REVELADO POR CRISTO

 

1. AS CARACTERÍSTICAS DO REINO NO SENTIDO ESPIRITUAL

* O reino não vem com visível aparência, pois é formado em nosso interior - Lucas 17.20 - interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o Reino de DEUS, respondeu-lhes e disse: O Reino de DEUS não vem com aparência exterior. João 18.36 Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.

* O reino esteve entre os discípulos com Cristo agora Ele está dentro de nós - Lucas 17.21 - Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Ei-lo ali! Porque eis que o Reino de DEUS está entre vós.  I Coríntios 6.19 Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?

2. AS CARACTERÍSTICAS DO REINO NO SENTIDO APLICATIVO

* É um reino que condena a presunção da ambição pessoal - Mateus 18.1 - Naquela mesma hora, chega­ram os discípulos ao pé de JESUS, dizendo: Quem é o maior no Reino dos céus?  Marcos 10.40 Mas, o assentar-se à minha direita, ou à minha esquerda, não me pertence a mim concedê-lo, mas isso é para aqueles a quem está reservado.

* É um reino que comporta os que não lhe opõe resistência - Mateus 18.2 - E JESUS, chamando uma crian­ça, a pôs no meio deles   João 3.3 Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.

* É um reino que exige uma mudança total de personalidade - Mateus 18.3 - e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus.  João 20.27 Depois disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente.

* É um reino em que a grandeza pessoal está na humildade - Mateus 18.4 - Portanto, aquele que se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no Reino dos céus.  Filipenses 2.3 Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.

* É um reino que se alicerça com a prática do amor cristão -  Mateus 18.5 - E qualquer que receber em meu nome uma criança tal como esta a mim me recebe.  Filipenses 4.8 Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.

3. AS CARACTERÍSTICAS DO REINO NO SENTIDO PRODUTIVO

* Esse reino não admite uma liderança que usa de tirania - Marcos 10.42 - Mas JESUS, chamando-os a si, disse-lhes: Sabeis que os que Julgam ser príncipes das gentes delas se assenhoreiam, e os seus grandes usam de autoridade so­bre elas; I Pedro 5.2 Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto;

* Esse reino não é para sermos servidos, mas para servirmos - Marcos 10,43 - mas entre vós não será assim; antes, qualquer que, entre vós, qui­ser ser grande será vosso serviçal.  João '2.26 Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará.

* Esse reino é identificado pelo serviço prestado ao próximo - Marcos 10.44 - E qualquer que, dentre vós, quiser ser o primeiro será servo de todos. Lucas 22.26 Mas não sereis vós assim; antes o maior entre vós seja como o menor; e quem governa como quem serve.

* Esse reino exige uma vida diária com a prática do altruísmo - Marcos 10.45 - Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos. Mateus 5.16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.


 

O esboço é elaborado exclusivamente pelo texto bíblico da lição.  

 
Pr Adilson Guilhermel
 
fonte

A comissão cultural e a grande comissão

 
 
Altair  Germano
O texto publicado abaixo já foi foi postado em outras ocasiões, mas acho pertinente transcrevê-lo mais uma vez, visto que a Lição BíbliCa desta semana aborda o tema "Missão Integral da
Igreja",onde envolve a proclamação do Evangelho e a diaconia.
 
  MISSÕES URBANAS
"E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura." (Mc 16.15)
"[...] mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra." (At 1.8)
O principal objetivo do batismo com o Espírito Santo foi o de capacitar a Igreja para pregar o Evangelho de poder, com poder. Na Bíblia, temos a mensagem do Evangelho, que deve ser pregada em todos os lugares e a toda criatura. Mas, como pregar o Evangelho? Quais os métodos e estratégias? Um olhar sobre os evangelhos e sobre o livro de Atos, nos revela que várias foram as maneiras pelas quais o Evangelho foi anunciado, pregado, proclamado e testemunhado.
No que se refere a Assembleia de Deus no Brasil enquanto denominação pentecostal, dois métodos de evangelização foram bem marcantes ao longo dos seus 100 anos de existência: o evangelismo de abordagem pessoal e as cruzadas ou concentrações evangelísticas.
 
No caso do evangelismo pessoal, ele sempre foi realizado em praças, ruas, presídios, hospitais, etc. Já as cruzadas ou concentrações, foram e são marcadas em locais estratégicos, que comportam um número considerável de pessoas.
Não temos dúvidas de que estes métodos colaboraram, e ainda colaboram para o crescimento da igreja nos dias atuais. A questão é a seguinte: Estes métodos estão conseguindo manter os índices de crescimento e dando os resultados de outrora? Me parece que não.
É visível e notória a diminuição da presença de crentes no evangelismo pessoal da igreja (em alguns locais já não existe evangelismo). Por muitos anos, a tarde do domingo foi "sacralizada" como o momento para o evangelismo pessoal da comunidade cristã local. Alcancei o tempo em que crentes eram ameaçados com a possibilidade de "castigos divinos", "punições do alto" e outras mazelas, caso não evangelizassem no domingo à tarde. Alguns foram severamente estigmatizados, mesmo quando a falta no evangelismo era justificável. De uma forma tímida, algumas igrejas, percebendo os baixos resultados do evangelismo "tradicional", resolveram mudar (ou dar outras alternativas) o dia do evangelismo. Acontece que a questão do evangelismo pessoal não se limita ao dia ou ao horário, mas, e principalmente, ao método.
 
O tema "missões urbanas" está em voga nos centros acadêmicos teológicos, em palestras e na literatura evangélica. Qual a razão? A nova realidade brasileira. Aquele "saudoso" tempo de pessoas nas calçadas e ruas, sem pressa, disponíveis para ouvir, já é quase parte apenas de nossa memória e lembranças. As grandes massas estão concentradas nas cidades, e vivenciando novas realidades. Condomínios fechados, prédios de luxo inacessíveis, pressa, indisponibilidade para ouvir, estresse, trabalho exaustivo e outras questões, mudaram a rotina e o comportamento das pessoas. As igrejas que mais crescem na atualidade são aquelas que percebendo a realidade e os desafios dos novos tempos, procuram adequar seus métodos de evangelismo, sem abrir mãos dos princípios bíblicos. Hoje, tem dado muito certo a evangelização através de reuniões e estudos bíblicos nos lares. Alguns líderes olham com desconfiança esta prática, associando-a equivocadamente ao G12 e às igrejas em células. A igreja primitiva usou o método de reuniões domésticas com sucesso (At 2.46; 20.20; 1 Co 16.19 etc.).
Deus tem uma direção para cada época, basta que oremos e analisemos a situação, dependendo em tudo da direção e orientação do Espírito. Alguns parecem estar tão ocupados, que em vez da oração, análise e discussão de ideias, preferem comprar livros com "fórmulas de crescimento", tipo receita pronta, para aplicar e "funcionar".
Em relação às cruzadas ou concentrações evangelísticas, que em boa parte dos casos são concentrações apenas de crentes, onde a pipoca, o refrigerante, o cachorro quente e o espetinho chamam mais a atenção do que a pregação da Palavra, os baixos resultados são alarmantes. Neste caso, penso que em alguns lugares falta um planejamento estratégico, do tipo que víamos nas cruzadas do saudoso pastor e missionário Bernhard Johnson. Outro grande problema é a falta de acompanhamento e discipulado dos novos convertidos. Observem a discrepância do número daqueles que atendem ao apelo nas cruzadas, em relação ao número daqueles descem às águas batismais.
É tempo de repensar os nossos métodos de evangelização, sem necessariamente descartar os "tradicionais".
 
DIACONIA (SERVIÇO)
"Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta." (Tg 2.14-17)
Sempre que o tema "Ajuda aos Necessitados" é abordado, observamos algumas reações e atentamos para alguns fatos no meio assembleiano. Observemos alguns deles:
 
1. Um Grande número de alunos, professores, dirigentes e superintendentes de ED questionam as poucas ações concretas nesta área (chamada de "social");
2. Líderes de igrejas, aproveitando o tema da lição bíblica, resolvem fazer campanhas de doações e socorro aos necessitados, mas logo após o estudo da lição abandonam a prática;
3. Se percebe que muitas igrejas nunca vão além da simples distribuição aleatória e desorganizada de cestas básicas, sem nenhum levantamento das reais necessidades dos beneficiários;
4. Uma ênfase num certo socialismo ou comunismo cristão, fruto de uma interpretação equivocada do tema "Comunidade dos Bens". Interessante é que os que defendem teoricamente esta ideia não a colocam em prática, partilhando todos os seus bens com os necessitados;
5. Irmãos, individualmente ou em "grupos", diante do descaso da "instituição" ou da "comunidade cristã" com a ajuda aos necessitados, acabam se achando no direito de administrarem os próprios dízimos e ofertas, não levando em consideração as recomendações (determinações) da liderança;
6. Igrejas se mobilizam para prestar socorro às vítimas de grandes catástrofes naturais em outras regiões, mas no seu cotidiano esquecem de socorrer os seus necessitados (Gl 6.10), e os que vivem em situação de miséria na localidade onde está estabelecida;
7. Para dizer que socorrem os necessitados, algumas igrejas afirmam manter hospitais, escolas, creches, orfanatos, abrigos de idosos funcionando, casas de recuperação etc. Acontece que em alguns casos, as condições de atendimento e assistência são muito precárias. As pessoas lá atendidas sofrem de um grande descaso e desumanização;
8. É afirmado ainda, que a igreja faz o trabalho social muito bem, mas sofre por não divulgá-lo. Entendo que pelo menos os membros deveriam tomar conhecimento das ações em favor dos necessitados;
9. A calamidade dos necessitados se acentuam diante da ostentação e da vida regalada de algumas lideranças, através da aquisição e exibição dos símbolos capitalistas de "poder" e "status ministerial". Na versão e lógica "espirituosa" deste capitalismo selvagem (Teologia da Prosperidade), quanto mais o pastor ou líder ficar rico (ou pelo menos parecer), mas demonstrará o quanto o seu ministério é abençoado por Deus. Obviamente esta lógica acaba trazendo problemas para alguns líderes de igrejas na atualidade. Por exemplo, podemos citar a necessidade de um pastor precisar de "seguranças". Tal necessidade é resultado direto da ostentação já citada. Citamos ainda o receio que alguns possuem de terem seus filhos ou parentes sequestrados. Não consigo imaginar Jesus, Pedro, Paulo, João, Tomás de Aquino, Agostinho, Lutero, Calvino e outros ícones da fé precisando de seguranças particulares. Alguma (ou muita) coisa está errada. Viver dignamente do evangelho foi trocado por viver explendorosamente, ou regaladamente do evangelho;
10. É interessante também afirmar, que diante do exposto no ponto acima, dentro de um mesmo ministério, há líderes que abusam das regalias enquanto outros passam extrema necessidade. A ideia, volto a deixar claro, não é a de um socialismo ou comunismo ministerial cristão, falo sim (pois há uma série de fatores e variantes aqui envolvidos) da necessidade de diminuir a distância "econômica", promovendo um viver digno para todos.
Se a sua igreja mantém instituições sociais, faça visitas periódicas ao local, e verifique se as condições oferecidas são humanizadoras. Suas doações, ofertas e dízimos devem ser administrados com responsabilidade.
***
 
Quando o assunto é a Grande Comissão – A Igreja proclama o Evangelho no mundo, algumas questões relacionadas com a nossa (Assembleia de Deus brasileira) prática missionária precisam ser levantadas.
Durante a Convenção Geral de 1930, realizada na cidade de Natal-RN, os obreiros nacionais apresentaram a proposta de que os missionários suecos deveriam lhes passar a direção e a responsabilidade do trabalho no Norte e no Nordeste do Brasil. A posição dos suecos, contada pelo pastor Lewi Petrus foi a seguinte:
"Antes de este assunto ser tratado, os missionários já haviam falado sobre ele e tinham uma proposta preparada para apresentar à Conferência [naquele tempo era comum tanto os obreiros nacionais quanto os suecos se referirem às convenções como conferências]. Haviam chegado à conclusão de que o trabalho nos Estados do Amazonas, Pará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, onde já haviam cerca de 1000 membros e 160 igrejas, deveria ser entregue inteiramente aos obreiros nacionais. Também foi apresentado pelos missionários que todos os templos e locais de reuniões que pertenciam à Missão deveriam ser entregues, sem nenhum custo, às respectivas igrejas locais brasileiras. Se isto não fora feito, teria de fazer-se e estar terminado até o dia 1º de julho de 1931." (História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, CPAD, 2004, p. 29)
Algumas perguntas cabem aqui, com o fim de reflexão e discussão (e quem sabe, respostas):
Após 19 anos de trabalho no Brasil, os missionários suecos passaram a direção da obra do Norte e Nordeste aos obreiros nacionais (inclusive o patrimônio), para posteriormente entregarem a direção de todas as regiões do país. Nos dias atuais, por quais razões algumas igrejas locais insistem em não dar autonomia a alguns trabalhos missionários dentro e fora do Brasil (transculturais e transnacionais), quando em boa parte dos casos, esses trabalhos possuem uma maior estrutura e tempo de atividade em relação aos fatos aqui apresentados?
a) Falta de confiança na capacidade de liderança dos obreiros estrangeiros (neste caso os nativos ou nacionais da missão)?
b) Resistência em abrir mão do patrimônio construído mediante investimentos financeiros realizados?
c) Vaidade e vanglória em ter o trabalho missionário agregado à igreja local?
d) Dificuldade em abrir mão do poder e do controle sobre o trabalho missionário?
e) Manutenção dos privilégios de alguns missionários?
f) Falta de visão bíblica da obra missionária?
Até que ponto se justifica o "controle" de uma obra missionária que tem condições de caminhar com sua liderança nativa ou nacional, e que já possui autonomia financeira para se manter, inclusive sendo já capaz de promover treinamento e de enviar os seus próprios missionários?
Será que as desculpas que alguns dão, de que os obreiros locais (nativos ou nacionais) das obras missionárias abertas não estão ainda preparados para assumir o trabalho, não é fruto do nosso descaso em lhes oferecer treinamento para isso, criando dessa forma uma constante e eterna dependência? Estamos fazendo discípulos ou dependentes?
Não se poderia criar um plano de ação para a passagem progressiva de alguns trabalhos aos obreiros nativos ou nacionais?
O dinheiro que a igreja local envia para o sustento de obras missionárias já bem estruturadas, não poderia ser canalizado para novos trabalhos entre povos e culturas mais carentes e necessitadas do Evangelho integral?
Por que não seguimos o exemplo dos suecos?
Entendo que esta lição nos oferece uma boa oportunidade para discutir tais questões na EBD. Só não sei se haverá vontade, disposição e coragem para isto
Não vai adiantar muita coisa (ou nada) estudarmos mais uma vez esses temas sem refletirmos sobre a nossa atual condição (cada um deve assumir a sua responsabilidade), sem discussão, sem propostas de mudanças, sem planos e ações concretas.
 
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