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Estudo mostra que tradução do “Livro de Abraão” feita por Joseph Smith para os mórmons é falsa

Estudo mostra que tradução do

O Livro de Abraão é um dos escritos considerados sagrados pelos mórmons, membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Parte de uma compilação de escritos mórmons, chamada Pérola de Grande Valor, o Livro de Abraão, segundo a tradição mórmon, contém escritos de Abraão e é uma tradução de alguns papiros egípcios que a Igreja obteve em 1835.

Joseph Smith, fundador da religião mórmon, comprou esses papiros em 1835, de um espólio arqueológico comum, encontrado no distante Egito. Smith teria percebido que partes desses papiros continham de Abraão e traduzido tais escritos, que vieram a fazer parte da literatura sagrada dos mórmons.

Supostamente perdido em um incêndio que aconteceu em Chicago o ano de 1871, o papiro reapareceu em 1967, o que causou grande expectativa no mundo Mórmon, já que seria possível comparar esse pedaço de manuscritos de papiro de Joseph Smith e sua tradução, e demonstrar a verdade do fundador, e provar que Deus deu a ele os dons de interpretação que fundaram sua igreja.

De acordo com a Acontecer Cristiano, um estudo mostrou que o papiro não tinha nada a ver com Abraão. Além disso, o pedaço de papiro foi um texto funerário da religião egípcia, o chamado Livro dos Suspiros, com base no Livro Egípcio dos Mortos. Sua data é de apenas alguns séculos antes da época de Cristo, e não o que teria dito o fundador mórmon, que datava de 4.000 anos a.C.

O estudo mostrou ainda como Joseph Smith usou menos de quatro linhas do papiro para escrever 49 versos do Livro de Abraão, cerca de 2.000 palavras em Inglês. Egiptólogos e tradutores especialistas afirmaram também que a tradução não tinha nada a ver com a verdade.

Para Vicente Jara, membro da Rede Latino-Americana para os Estudos das Seitas (RIES, em inglês), Joseph Smith pensou em oferecer aos seus seguidores uma tradução coerente a suas doutrinas e assim "poderia mantê-los no engano, apresentando-se como um verdadeiro profeta e visionário".


A Carta à Igreja em Pérgamo

A Carta à Igreja em Pérgamo


A igreja em Pérgamo se encontrou numa situação difícil. Por todos os lados, os vizinhos praticavam idolatria e deram honra aos governantes romanos. Os cristãos não abandonaram a verdade do Senhor, o único verdadeiro Soberano. Mas, tanta influência de falsas doutrinas teve um impacto negativo na igreja, poluindo a congregação com doutrinas falsas que incentivavam os irmãos a praticaram idolatria e imoralidade. Jesus chama a igreja ao arrependimento para evitar o castigo divino.

Ao Anjo da Igreja em Pérgamo (Apocalipse 2:12-17)

A igreja em Pérgamo (12): O único livro do Novo Testamento que cita a cidade ou a igreja em Pérgamo é o Apocalipse. Com a ajuda dos romanos, Pérgamo ganhou independência dos selêucidas em 190 a.C., e passou a fazer parte do império romano a partir de 133 a.C. Durante mais de 200 anos, foi a capital da província romana da Ásia. Teve a maior biblioteca fora de Alexandria, Egito. Foi o povo de Pérgamo que começou a usar peles de animais para fazer pergaminho, substituindo o papiro.

Aquele que tem a espada afiada de dois gumes (12): A espada representa autoridade e o poder para julgar e castigar. É Jesus, e não o governo romano, que segura esta espada (1:16).

Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás (13): Os cristãos em Pérgamo eram vizinhos do diabo! Jesus, sempre vigiando para ajudar o seu povo, sabia muito bem da circunstância difícil naquela cidade. Desde 29 a.C., foi o local de um templo dedicado a Roma e Augusto (idolatria oficial do governo romano). Mais tarde, foram erigidos outros templos para a honra dos imperadores Trajano e Severo. Além desses templos para o culto imperial, o povo de Pérgamo adorava outros "deuses", tais como Zeus, Atena, Dionisio e Asclepio. Encontramos em Pérgamo uma mistura dos poderes do mal – religiões falsas e o poder oficial do governo romano. Enquanto seus vizinhos sacrificavam aos demônios (veja 1 Coríntios 10:19-20), os discípulos de Cristo reconheciam o único Deus como Senhor.

E que conservas o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas (13): Jesus elogia a perseverança dos cristãos de Pérgamo, que foram fiéis à fé de Jesus, mesmo sob perseguição intensa. A minha fé (a fé de Jesus) é a palavra de Cristo revelada aos homens (veja Judas 3). Antipas é mencionado somente aqui. Evidentemente foi um mártir, provavelmente da própria congregação em Pérgamo. Foi morto entre eles, na cidade onde Satanás habitava. Antipas se mostrou fiel até a morte (veja 2:10). Testemunha vem da palavra grega martus. É a mesma palavra usada para descrever Jesus em 1:5. Com tempo, passou a ser usada para identificar pessoas que morreram por seu testemunho de fé, e assim usamos a palavra mártir.

Tenho, todavia, contra ti algumas coisas (14): Apesar da perseverança dos cristãos em Pérgamo, haviam problemas graves ameaçando o bem-estar da congregação. Eles se mostraram tolerantes em relação a falsas doutrinas, especificamente dois erros citados nesta carta.

A doutrina de Balaão (14): A descrição da doutrina de Balaão refere-se à história do Velho Testamento (Números 22-25; 31:16). No final dos 40 anos de peregrinação, os israelitas chegaram perto da terra prometida. Acamparam-se nas campinas de Moabe, e os moabitas e midianitas ficaram amedrontados. Balaque chamou Balaão para amaldiçoar o povo, mas Deus frustrou todas as suas tentativas de falar contra os israelitas. Balaão desistiu de suas maldições, mas procurou outra maneira de vencer o povo de Israel. Deu o conselho de convidá-los a participarem de uma festa idólatra. Nesta festa, muitos israelitas se envolveram na idolatria e na imoralidade, e Deus mandou uma praga que matou 24.000 israelitas.

A doutrina de Balaão foi a doutrina que Balaão ensinava, não apenas a doutrina sobre a pessoa de Balaão. Semelhantemente, a doutrina de Cristo não é apenas o ensinamento sobre a pessoa de Cristo. A doutrina de Cristo inclui o que Jesus ensinava. Considere a importância deste fato em relação a textos como Tito 2:10; Hebreus 6:1e 2 João 9. Se alguém for além do ensinamento dado por Jesus, não tem Deus.

Na igreja em Pérgamo, algumas pessoas agiam como Balaão. Incentivavam o povo a tolerar outras religiões, até participando da idolatria e da prostituição. A sua doutrina foi basicamente igual às idéias atuais de pluralismo (aceitação de diversas religiões como igualmente boas) e sincretismo (juntando duas ou mais religiões).

A doutrina dos nicolaítas (15): A Bíblia não identifica esta doutrina. Mas, diz que Jesus odiava as obras dos nicolaítas e elogia os efésios por rejeitar esses ensinamentos (2:6). Infelizmente, a igreja em Pérgamo tolerava esses falsos mestres.

 

Deus condena a tolerância de falsas doutrinas. Às vezes, os homens valorizamtanto a unidade entre pessoas (dentro de uma congregação ou até entre congregações diferentes) que desvalorizam a doutrina pura de Jesus. Toleram falsos ensinamentos e até práticas proibidas, como a imoralidade e a idolatria, mas insistem na importância de manter uma "igreja unida". Se persistir nesseerro, o próprio Jesus trará o castigo. A unidade entre discípulos é importante, mas a pureza da palavra é mais importante do que a paz entre homens (Tiago 3:17). Uma igreja que serve a Jesus necessariamente rejeitará falsos mestres e suas doutrinas erradas.

Portanto, arrepende-te; e, se não, ... contra eles pelejarei (16): O arrependimento exigido é da igreja, pois ela tolerava esses falsos mestres. Os professores das doutrinas de Balaão e dos nicolaítas precisariam se arrepender, também, ou serem rejeitados (veja Romanos 16:17-18; Tito 3:10-11). Uma igreja que tolera falsos professores se torna cúmplice do pecado. Se ela não se arrepender, Jesus usará a espada de dois gumes (2:12; 1:16) para trazer seu castigo sobre ela.

Quem tem ouvidos, ouça (17): Como em todas as sete cartas, Jesus chama os ouvintes a darem a atenção devida a sua palavra.

Ao vencedor (17): Todas as cartas, também, incluem a promessa sobre a vitória. Aqueles que persistem até o final receberão a recompensa. Nesta carta, a bênção para o vencedor é descrita em duas partes:

● O maná escondido: Aqueles que recusaram qualquer participação na mesa dos demônios seriam sustentados pelo maná de Deus. Jesus é o maná dado pelo Pai (veja João 6:31-65). Ele sustenta os fiéis e lhes dá vida. A mensagem de Jesus continua oculta para os sábios deste mundo (veja 1 Coríntios 2:6-10).

● Uma pedrinha branca com um nome novo escrito: Um nome novo, freqüentemente, sugeria uma nova direção na vida, especialmente de uma pessoa abençoada por Deus (exemplos: Abrão > Abraão; Sarai > Sara; Jacó > Israel). Em Isaías 62:2-4, Desamparada e Desolada recebem nomes novos: Minha-Delícia e Desposada, mostrando a bênção de estar com Deus. Veja, também, 3:12. A pedrinha branca pode incluir vários significados, conforme os costumes da época. Pedras brancas foram usadas para indicar a inocência de pessoas acusadas de crimes; Jesus inocenta os seus seguidores fiéis. Pedras brancas foram dadas a escravos libertados para mostrar sua cidadania; os fiéis não são mais escravos do pecado, pois se tornaram cidadãos da pátria celestial (Filipenses 3:20). Foram usadas pelos romanos como um tipo de ingresso para alguns eventos; Jesus permite os fiéis entrarem na presença dele para o seu banquete (veja 19:6-9). Também foram dadas aos vencedores de corridas e aos vitoriosos em batalha. Os fiéis são vencedores que receberão o prêmio (2 Timóteo 4:7-8).

Conclusão

Devemos imitar a perseverança dos discípulos em Pérgamo, mantendo firme a nossa fé, mesmo se encararmos ameaças e perseguições. Ao mesmo tempo, não devemos negligenciar outras responsabilidades diante de Deus. Servimos um Deus puro, e devemos manter e defender a doutrina pura que ele revelou. Qualquer doutrina que incentiva a idolatria ou a imoralidade vem do diabo. Procuremos o maná que vem de Deus para nos sustentar para sempre.


CRISTO, O REVELADOR GLORIFICADO

 

Texto Áureo: Ap. 1.17,18 – Leitura Bíblica: Ap. 1.9-18
Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD
INTRODUÇÃO
Em continuidade à contextualização das Cartas às Sete Igrejas do Apocalipse, destacaremos, na aula de hoje, a visão dada a João, do Cristo Glorificado. A princípio, ressaltaremos a figura do Revelador, que é o próprio Cristo, em seguida, as características da Sua glorificação. E por fim, a reação de João, que deva ser a de todos nós, diante do Cristo Glorificado.

1. CRISTO, O REVELADOR GLORIFICADO
João recebeu de Cristo a ordem para que enviasse às sete igrejas da Ásia menor as visões que lhes seriam reveladas (Ap. 1.9). O Apóstolo Amado estava em espírito, no Dia do Senhor (Ap. 1.10), ao que tudo indica, um dia de domingo, já que esse era o dia em que os primeiros cristãos se reuniam (At. 20.7; I Co. 16.2). "Em espírito" aponta para uma experiência sobrenatural, talvez semelhante ao arrebatamento experimentado por Paulo, registrado em II Co. 12.2. João teve, então, sua primeira visão, sete candeeiros de ouro, que representavam a igreja, tendo em vista que essa é a luz do mundo (Mt. 5.14). No meio dos candeeiros de fogo João viu um semelhante a filho de homem, certamente o mesmo que fora visto por Daniel (Dn. 7.13), a Sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve, representando Sua santidade e divindade. Os olhos de fogo revelam Sua vitória sobre os inimigos (Ap. 19.12). Seus pés semelhantes ao bronze polido, como refinado numa fornalha destacam Sua força e poderio, pois Ele tinha na mão direita sete estrelas. Sendo Ele a Palavra, sai, da Sua boca, uma afiada espada de dois gumes. A Palavra de Deus que é a espada do Espírito (Ef. 6.17), espada afiada, capaz de discernir as intenções do coração humano (Hb. 4.12). Ele, como aconteceu no princípio, cria uma nova realidade a partir da Sua palavra, como Deus, que, ao falar, a tudo fez (Gn. 1.3).

2. CARACTERÍSTICAS DA GLORIFICAÇÃO DE CRISTO
Essa é uma visão extraordinária, que chamou a atenção de João, inicialmente por Sua supremacia. Jesus é a maior autoridade em meio às igrejas, pois foi Ele quem derramou sangue para resgatá-la (Ap. 1.18,19). Os interesses humanos, inclusive os da liderança cristã, devem submeter-se à voz dAquele que é o Cabeça da Igreja (Ef. 1.22; 5.23; Cl. 1.18). Suas vestes caracterizam a soberania, pois as vestes compridas e o cinto de ouro era uma marca daqueles que tinham autoridade. Após a ressurreição Jesus declarou que todo o poder havia sido lhe dado no céu e na terra (Mt. 28.18). Ele é o Santo, pois não conheceu pecado (Hb. 4.15), o Justo (At. 3.14), o Santo de Deus (Lc. 4.34), nEle não há pecado (I Jo. 3.5). Seu olhar, como chamas de fogo, aludem à capacidade de ver todas as coisas, que se tornam patentes aos Seus olhos (Hb. 4.13). Ele conhece os pensamentos humanos, e os perscruta (Lc. 6.8), bem como os corações (Jo. 2.25), por isso pode se dirigir às igrejas dizendo que as conhece (Ap. 2.2,9,13,19,3.1,8,15). Cristo é graça e amor, mas as igrejas não podem esquecer que Ele, é Fogo Consumidor, que julga o Seu povo através do fogo (I Co. 3.13-15). Por isso aponta os erros das igrejas (Ap. 2.4,14,15,20; 3.1; 3.15, 16). Essas são as características do Cristo Glorificado, que, após a Sua morte e ressurreição, subiu à destra do Pai, recebendo a glória que lhe pertencia antes da fundação do mundo (Jo. 17.5).

3. ADORAÇÃO DIANTE DO CRISTO GLORIFICADO
Diante do Cristo Glorificado, a igreja somente pode prostrar-se e, em submissão, adorar Aquele que é o Primeiro e o Último, que foi morto, mas que está vivo para todo o sempre, o Amém, que tem a chave da morte e do inferno (Ap. 1.17,18). Por isso, João, ao ver o Cristo Glorificado, cai aos seus pés, como morto. Desde a Antiga Aliança, ninguém podia ver a face de Deus (Ex. 33.20), as manifestações divinas provocavam assombro (Ez. 1.28-29; 3.22,23; 44.4). Isaias, no seu chamado para ser profeta, sentiu a miserabilidade do seu pecado, e clamou por perdão (Is. 6.1-5). Saulo, o perseguidor da igreja, não conseguiu ficar de pé diante da revelação e da voz que o impactou no caminho de Damasco (At. 9.3-5). Diante das grandezas das revelações de Cristo, devemos nos humilhar em reconhecimento a Sua potente mão (I Pe. 5.5,6). Muitas igrejas estão perdendo o temor pelo Senhor, não percebem que esse é o princípio da sabedoria espiritual (Pv. 1.7; 9.10; Ec. 12.13). Precisamos atentar para o exemplo de Jó, homem fiel a Deus, que O temia, por isso, se desviava do mal (Jó. 1.8). Quando tememos a Deus a ninguém mais temeremos (Mt. 10.28), pois Ele está no controle de todas as coisas, inclusive da morte e do inferno (Ap. 1.17,18). Isso porque a morte e o inferno não foram capazes de detê-LO. Ele é o Deus Vivo, o mesmo ontem e hoje e eternamente (Hb. 13.8)

CONCLUSÃO
A visão do Cristo Glorificado proporcionou a João a compreensão espiritual dos mistérios de Deus. Podemos ter o entendimento de tais revelações através das páginas da Escritura, no registro bíblico de que as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, as sete igrejas (Ap. 1.20). Diante de tais verdades, mantenhamo-nos, humildes, pois a Palavra é revelada aos pequeninos (Mt. 11.25), não aos orgulhosos (I Co. 3.1-3). Imbuídos dessa sensibilidade, permaneçamos com os ouvidos espirituais atentos para ouvir o que o Espírito diz às igrejas (Ap. 3.6).

BIBLIOGRAFIA
LADD, G. Apocalipse: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1980.
LAWSON, S. L. As sete igrejas do Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.


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INTRODUÇÃO APOCALIPSE

INTRODUÇÃO
APOCALIPSE 1:1-8

  1. Revelação de Jesus Cristoque Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele, enviando por intermédio de seu anjo, notificou ao seu servo João,
  2. o qual atestou a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo, quanto a tudo o que viu.
  3. Bem aventurados aqueles que lêem e aquele
    Mas vivemos momentos que a revelação do livro do apocalipse se torna ... | http://setimoportal.wordp...
    s que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo.
  4. João, às sete igrejas que se encontram na Ásiagraça e paz a vós outrosda parte daquele que é, que era e que há de virda parte dos sete Espíritos que se acham diante do seu trono
  5. e da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunhao Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terraÀquele que nos amae, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados,
  6. e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!
  7. Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Certamente. Amém!
  8. Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

"Revelação de Jesus Cristo"
O termo "revelação" é a tradução do original grego "apokalypsis", e significa "tirar o véu". Esta mesma palavra já foi usada dezoito vezes no Novo Testamento, entre elas:

  • Lucas 2:32
    "luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo de Israel."
  • Gálatas 1:12
    "porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo."
  • 2 Tessalonicenses 1:7
    "e a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder..."
  • 1 Pedro 1:7
    "para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo;"

Portanto, o objetivo do livro de Apocalipse é tirar o véu de Jesus Cristo a todos, ou seja, este livro é a plena revelação de Jesus Cristo em sua glória e poder.

"... que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer..."
O livro de Apocalipse não somente revela a Jesus Cristo, mas também enfatiza os acontecimentos que estão ainda por vir.

"...e que ele, enviando por intermédio de seu anjo, notificou..."
Jesus envia a revelação a João através de seu anjo. Este texto deixa claro o desejo de Jesus em revelar o futuro da humanidade. Este texto também é a prova de que o livro de Apocalipse deve ser interpretado literalmente, ao contrário do que dizem os eruditos.

"...ao seu servo João..."
João foi quem escreveu o livro de Apocalipse. Ele era o apóstolo líder em toda a Ásia menor, especialmente na região de Éfeso. João, assim como previu Jesus, sobreviveu a todos os outros apóstolos, conforme está em João 21:20-24:

"Então, Pedro, voltando-se, viu que também o ia seguindo o discípulo a quem Jesus amava, o qual na ceia se reclinara sobre o peito de Jesus e perguntara: Senhor, quem é o traidor? Vendo-o, pois, Pedro perguntou a Jesus: E quanto a este?

Respondeu-lhe Jesus: Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa? Quanto a ti, segue-me. Então, se tornou corrente entre os irmãos o dito de que aquele discípulo não morreria. Ora, Jesus não dissera que tal discípulo não morreria, mas: Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa?

Este é o discípulo que dá testemunho a respeito destas coisas e que as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro."

O evangelho de João foi escrito por volta de 85 d.C. e o livro de Apocalipse, cerca de 10 anos depois.

"... o qual atestou a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo quanto a tudo o que viu..."
João foi o último dos doze apóstolos, o que faz desta revelação uma revelação única de Jesus Cristo e do plano de Deus maravilhoso para a humanidade. Isto faz o livro de Apocalipse o melhor encerramento possível para os 66 livros da Bíblia.


7 Dicas para dar aulas melhores na ESCOLA DOMINICAL

1 – Incite, não informe

Uma boa aula não termina em silêncio, ou com os alunos olhando para o relógio. Ela termina com ação concreta. Antes de preparar cada aula, pergunte-se o que você quer que seus alunos aprendam e façam e como você os convence disso?
Olhe em volta, descubra o que pessoas, nas mais diferentes profissões, fazem para conseguir a atenção dos outros. Por exemplo, ao fazer um resumo de uma matéria, não coloque um "título"; imagine-se um repórter e coloque uma manchete. Como aquela matéria seria colocada em um jornal ou revista? Use o espírito das manchetes, não seja literal, nem tente ser um professor do tipo:
Folha: Números Primos encontrados no congresso. 68% dos outros algarismos são contra.
IstoÉ: Denúncia: A conta secreta de Maurício de Nassau. Fernando Henrique poderia estar envolvido, se já fosse nascido.
Zero Hora: O Mar Morto não fica no Rio Grande do Sul. Apesar disso, você precisa conhecê-lo.
Caras: Ferro diz que relacionamento com oxigênio está corroído: "Gás Nobre coisa nenhuma".

 

2 – Conheça o ambiente

Você nunca vai conseguir a atenção de uma sala sem a conhecer. Onde moram os alunos e como eles vivem – quem vem de um bairro humilde de periferia não tem nada a ver com um morador de condomínio fechado, apesar de, geograficamente, serem vizinhos. Quais informações eles tiveram em classes anteriores, quais seus interesses. Mesmo nas primeiras séries cada pessoa tem suas preferências e o grupo assume determinada personalidade.

 

3 – No final das contas (e no começo também)

As partes mais importantes de uma aula são os primeiros 30 e os últimos 15 segundos. Todo o resto, infelizmente, pode ser esquecido se você cometer um erro nesses momentos.
Os primeiros 30 segundos (principalmente das primeiras aulas do ano ou semestre) são um festival de conceituação e de cálculo dos discentes. Mesmo inconscientemente, eles respondem às seguintes questões:
- Quem é esse professor? Qual seu estilo?
- O que posso esperar dessa aula hoje e durante todo o ano?
- Quanto da minha atenção eu vou dedicar?
E isso, muitas vezes, sem que você tenha aberto a boca.

 

4 – Simplifique

Você certamente já presenciou esse fenômeno em algumas palestras: elas acabam meia hora antes do final. Ou seja, o apresentador fala o que tinha que falar, e passa o resto do tempo enrolando. Ou então, pior, gasta metade da apresentação com piadas, truques de mágica, histórias pessoais que levam às lágrimas, "compre meu livro" e aparentados, e o assunto, em si, é só apresentado no final – se isso.
Por isso, uma das regras de ouro de uma boa aula é – simplifique, tanto na linguagem como na escrita. Caso real: reunião de condomínio na praia, uma senhora reclamava que sua TV não funcionava direito.
Explicaram-lhe que era necessário sintonizar em UHF. Ela então perguntou para quê a diferença entre UHF e VHF. Um vizinho prestativo passou a discorrer sobre diferenças na recepção, como uma transmissão poderia interferir na outra, nas características geográficas… Ela continuava com aquela cara de quem não entendia nada. Até que um garoto resumiu a questão em cinco letras:
"AM e FM."
"Ahhh, entendi."
Escrever e falar da maneira mais simples possível não significa suavizar a matéria ou deixar de mencionar conceitos potencialmente "espinhosos". Use e abuse de exemplos e analogias. Divida a informação em blocos curtos, para que seja melhor assimilada.

 

5 – Ponha emoção

Certo, você tem PhD naquela área, pesquisou o assunto por meses a fio, foi convidado para dar aulas em faculdades européias. Mesmo assim, seus alunos podem não prestar atenção em você. Segundo estudos, o impacto de uma aula é feito de:
- 55% estímulos visuais – como você se apresenta, anda e gesticula;
- 38% estímulos vocais – como você fala, sua entonação e timbre;
- e apenas 7% de conteúdo verbal – o assunto sobre o qual você fala.
Apoiar-se somente na matéria é uma forma garantida de falar para a parede, já que grande parte dos alunos estará prestando atenção em outra coisa. Treine seus gestos, conte histórias, movimente-se com naturalidade. Passe sua mensagem de forma intererssante.
Para o bem e para o mal, você dá aula para a geração videoclipe. Pessoas que foram criadas em frente aos mais criativos comerciais, em que videogames mostram realidades fantásticas. Entretanto, a tecnologia deve ser encarada como aliada, e não inimiga – apresentações multimídia, aparelhos de som, videocassetes – tudo isso pode ser usado como apoio à sua aula.

 

6 – A pedra no sapato

Pode ser a bagunça da turma do fundão. No ensino médio e superior, pode ser aquele aluno que duvida de tudo o que você diz pelo simples prazer de duvidar. Ou pode até ser um livro esquecido, ou computador que resolve não funcionar.
De qualquer maneira, grande parte do sucesso de sua aula depende de como você lida com esses inesperados. Responda a uma pergunta de maneira rude ou desinteressada, e você perderá qualquer simpatia que a classe poderia ter por você. Seja educado e solícito – a pior coisa que pode acontecer a um professor é perder a calma.
A razão é cultural e muito simples: tendemos sempre a torcer pelo mais fraco. Neste caso, seu aluno. A classe inteira tomará partido dele, não importa quem tenha a razão.
Se um discípulo fizer um comentário rude, repita o que ele disse e fique em silêncio por alguns instantes – são grandes as chances de ele se arrepender e pedir desculpas. Se for preciso, diga algo como "Estou pensando no que você disse. Podemos falar sobre isso após a aula?" Outra forma de se lidar com a situação é responder a questão na hora, ponderadamente – e para toda a classe, não apenas para quem perguntou. Termine sua exposição fazendo contato visual com outro aluno qualquer, por duas razões – a expressão dele vai lhe dizer o que a turma inteira achou do que você disse, ao mesmo tempo que desistimula outras participações inoportunas do aluno que o interrogou.
Não transforme sua aula em um debate entre você e um aluno – há pelo menos mais 20 e tantas pessoas presentes que merecem sua atenção.

 

7 – Pratique

Sua aula, como qualquer outra ação, melhora com o treino. Muitos professores se inteiram da matéria, e só treinam a aula uma vez – exatamente quando ela é dada, na frente dos alunos. Não é de se admirar que aconteçam tantos problemas com o ritmo – alguns tópicos são apresentados de maneira arrastada, outras vezes o professor termina o que tem a dizer 20 minutos antes do final da aula. Sem falar nos finais de semestre em que se "corre" com a matéria.

Só há uma maneira de evitar tais desastres. Treine antes. Dê uma aula em casa para seu cônjuge/filhos ou, na falta desses, para o espelho. Não use animais de estimação, são péssimos alunos – seu cachorro gosta de tudo o que você faz e os gatos têm suas próprias prioridades, indecifráveis para as outras espécies. E o que se busca com o treino é,principalmente, uma crítica construtiva.


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Relativismo, Certeza e Agnosticismo em Teologia


Por Augustus Nicodemus Lopes

Tenho sempre me deparado com pastores e teólogos que acreditam que teologia boa é só aquela que está sendo feita agora. Recentemente encontrei mais um desses. Chamou-me de fundamentalista porque eu acredito que existe teologia certa e teologia errada, e porque incluo na primeira categoria os antigos credos cristãos e as confissões reformadas. Ensinou-me com aquela pachorra típica de quem é iluminado e se depara com um pobre fundamentalista obscurantista e tapado, que "a teologia é apenas um construto humano, limitado, provisório, subjetivo, que tem que ser feito por cada geração, pois não atende mais as necessidades da próxima".

Era óbvio que eu estava diante, mais uma vez, daquela cena hilária em que o relativista declara com toda autoridade e convicção que "não existe verdade absoluta, tudo é relativo".

Vamos supor, ainda que por um momento, que esses teólogos – nem sei em que categoria enquadrá-los, pois nem liberais eles são (os liberais de verdade acreditavam em certo e errado) – estejam certos. Que cada geração entende Deus, a Bíblia e as grandes verdades do Cristianismo de uma maneira totalmente diferente de outra geração e de pessoas de outra cultura, a ponto de não podermos adotar as suas reflexões teológicas como verdadeiras e válidas para a nossa geração. Se levada às últimas conseqüências, essa perspectiva sobre a teologia criaria uma série de problemas, inclusive para os que a defendem.

1) Vamos começar pelo fato que cada nova geração teria de definir, de novo, o que é o Cristianismo. Explico. O Cristianismo, enquanto religião, foi definido e os seus limites estabelecidos durante os primeiros séculos depois de Cristo, quando os primeiros cristãos foram confrontados com explicações diferentes, contraditórias e alternativas da mensagem de Jesus e dos apóstolos, como o montanismo, as idéias de Marcião, os gnósticos, os docetistas e os ebionitas, para mencionar alguns.

Os grandes credos ecumênicos da Cristandade estabelecidos nas gerações posteriores nos deram de forma sintetizada a doutrina de Cristo, da Trindade, entre outras, as quais o Cristianismo histórico adota até hoje. A seguir o que esse pastor estava me dizendo, teríamos de jogar tudo isso fora e recomeçar, refazer, redefinir o Cristianismo a partir da nossa própria situação.

2) A segunda dificuldade é que essa perspectiva acaba pegando mal para seus próprios defensores. Pergunto: o que eles têm descoberto e oferecido mais recentemente que seja novo acerca do ser e das obras de Deus, da pessoa de Cristo e de sua morte e ressurreição? Quando não caem nas antigas heresias, repetem simplesmente o que já foi dito por outros em tempos passados. A "nova perspectiva sobre Paulo" não deixa de ser uma antiga perspectiva sobre o judaísmo. A nova "busca do Jesus histórico" não tem conseguido oferecer nenhuma reconstrução do Jesus da história que esteja em harmonia com o quadro dele que temos nos evangelhos. A teologia relacional não consegue ir adiante do Deus sociniano, que também desconhecia o futuro.

3) A terceira dificuldade é que essa perspectiva realmente acaba com a distinção entre teologia certa e teologia errada e anistia todas as heresias já surgidas na história da Igreja. Vamos tomar, por exemplo, a área de soteriologia, que trata da questão da salvação do homem. A doutrina de que o homem é justificado pela fé somente, sem as obras ou méritos humanos, foi estabelecida cedo na Igreja cristã e reafirmada na Reforma protestante. Depois de tantos séculos, nossos teólogos progressistas (ainda não gosto desse rótulo, vou acabar achando outro) têm algo de novo para nos dizer sobre esse ponto? Os que tentaram, caíram nas antigas heresias soteriológicas já discutidas e refutadas ad nauseam pelos Pais da Igreja e pelos Reformadores.

Não me entendam mal. Eu também acredito que a teologia é um construto humano, e como tal, imperfeito, incompleto e certamente relativo. Estou longe de adotar para com a teologia reformada uma postura similar àquela que considera a tradição aristotélica-tomista como a filosofia e/ou teologia "perene". Eu também considero que a teologia é fruto da reflexão humana e, portanto, sempre sujeita às vulnerabilidades de nossa natureza humana decaída. Mas não ao ponto de não poder refletir com uma medida de veracidade e fidelidade a revelação de Deus nas Escrituras. O problema com essa postura relativista é que ela desistiu completamente da verdade. É agnóstica. Eu creio que a teologia, se feita "levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo" (2Co 10.5), se for fiel à revelação bíblica, produzirá sínteses confiáveis que podem servir de referencial para as igrejas de todas as gerações, conforme, aliás, as confissões reformadas elaboradas nos sec. XVI e XVII vêm fazendo há alguns séculos.

Mas, os teólogos relativistas acreditam em que? Em tudo e, portanto, em nada. Eles tentam manter tudo fluido, em permanente devir, sempre abertos para todas as possibilidades. Mas, nesse caso, não teriam que, forçados pela própria lógica, de aceitar também a teologia conservadora como uma teologia legítima? Mas é aqui que a lógica relativista se quebra. Pois para eles, todas as opiniões estão corretas – menos aquela dos conservadores.

Um amigo meu que é teólogo me disse outro dia numa conversa, "a verdade é absoluta, mas minha percepção dela é sempre relativa". Até hoje estou intrigado com essa declaração. Eu o conheço o suficiente para saber que ele não é relativista. Sou obrigado a reconhecer, por força do conhecimento da minha própria limitação e subjetividade, que ele está certo quanto à relatividade da nossa percepção teológica.

Mas, por outro lado, reluto em aceitar as conseqüências plenas dessa declaração. Primeiro, como podemos falar de verdade absoluta, se é que sempre temos uma percepção relativa dela? Se existe verdade absoluta, não seria teoricamente possível conhecê-la como tal? Segundo, porque embora pareça humildade, admitir o caráter sempre relativo da nossa percepção implica em admitir que ninguém tem a verdade, o que acaba com a possibilidade do certo e do errado, do verdadeiro e do falso como conceitos públicos, transformando cada indivíduo, ao final, no referencial último dessas coisas. Será que não poderíamos dizer que nós, mesmo enviesados por nossos pressupostos e preconceitos (horizontes), ainda somos capazes, em virtude na nossa humanidade básica compartilhada com as pessoas de todas as épocas – para não mencionar a graça comum e a ação do Espírito Santo –, de perceber a verdade da mesma forma que outras pessoas a perceberam em outros tempos e em outros lugares?

Aqui as palavras de Anthony Thiselton são pertinentes:

"O que será da ética cristã se adotarmos uma perspectiva relativista da natureza humana? Se a experiência da dor, do sofrimento e da cura no mundo antigo não tem qualquer continuidade com qualquer conceito moderno, o que poderemos dizer acerca do amor, auto-sacrifício, santidade, fé, pecado, rebelião, etc.? Ninguém num departamento de línguas clássicas, literatura ou filosofia de uma universidade aceitaria as implicações de um relativismo tão radical. Nada poderíamos aprender sobre a vida, o pensamento, ou ética, dos escritores que viveram em culturas antigas. Com certeza, nenhum estudioso, se pressionado com essas implicações, defenderia até o fim esse tipo de relativismo".[1]

4) Uma última dificuldade que desejo mencionar é que essa visão, se levada às últimas conseqüências, acaba nos privando da Bíblia. Vejamos. Quem defende essa visão (há exceções, eu sei) geralmente tem dificuldades em aceitar que as Escrituras do Antigo Testamento e Novo Testamento foram dadas por inspiração divina e são, portanto, infalíveis. Nessa lógica, as Escrituras são apenas a reflexão teológica de Israel e da Igreja cristã primitiva. Consideremos as cartas de Paulo. Elas são a teologia do apóstolo, resultado da aplicação que ele fazia das boas novas às situações novas das igrejas nascentes no mundo helênico. Para ser coerente, quem defende que toda teologia é relativa, imperfeita e subjetiva, e que é válida somente dentro dos limites da cultura e da geração em que foi produzida, não poderia aceitar para hoje a teologia de Paulo, a de Pedro, a de João, a de Isaías. Teria de rejeitar as Escrituras como um todo, pois elas são a teologia de Israel e da Igreja, elaboradas em uma época e em uma cultura completamente diferente da nossa.

Para dizer a verdade, há quem faça isso mesmo. Os antigos liberais faziam. Para eles, a Bíblia nada mais era que a teologia (ultrapassada) dos seus autores. O Cristianismo se reduzia a valores éticos e morais, que eram as únicas coisas permanentes nesse mundo. Eu admiro e respeito os antigos liberais. Os de hoje, precisariam assumir o discurso relativista e levá-lo às últimas conseqüências. Pode ser que não conseguiriam absolutamente nada com isso, como acho que não vão conseguir. Mas, pelo menos, teriam o meu respeito – se é que isso vale alguma coisa.

[1] THISELTON, Anthony C., The Two Horizons: New Testament Hermeneutics and Philosophical Description (Grand Rapids: Eerdmans, 1980).

Fonte: [ O Tempora, O Mores! ]
Márcio Melânia
http://lattes.cnpq.br/5648348525008521

"Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados,
sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco."
 (2 Coríntios 13 : 11)

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DÍZIMOS E OFERTAS

DÍZIMOS E OFERTAS - DA LEI PARA A GRAÇA A OBRA CONTINÚA


1. O DÍZIMO PERTENCE AO SENHOR E DEVE SER DEVOLVIDO A ELE - Malaquias 3.10a... Trazei todos os dízimos 
* Devolver o que é de Deus é uma forma de honra-lo - Provérbios 3.9 Honra ao SENHOR com os teus bens, e com a primeira parte de todos os teus ganhos;

2. O DÍZIMO SE ENTREGA NA IGREJA NÃO O USE OU ADMINISTRE – Malaquias 3.10b...à casa do tesouro, 
* Não coma ou use a parte que pertence ao Senhor - Provérbios 20.25... Laço é para o homem apropriar-se do que é santo, e só refletir depois de feitos os votos. 

3. O DÍZIMO É PARA A MANUTENÇÃO DA OBRA E AS DESPESAS – Malaquias 3.10c...para que haja mantimento na minha casa, 
* Aquele que só pensa em si deixa Deus indignado - Ageu 1.9 Esperastes o muito, mas eis que veio a ser pouco; e esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu dissipei com um sopro. Por que causa? disse o SENHOR dos Exércitos. Por causa da minha casa, que está deserta, enquanto cada um de vós corre à sua própria casa. 

4. O DÍZIMO TEM PROMESSA DE BENÇÃO SEM RECEIO DE PERDAS – Malaquias 3.10d...e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, 
* Nunca duvide da benção que Deus promete na palavra – Números 23.19 Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?

5. O DÍZIMO FIEL FAZ ABRIR A FONTE DE TODO PODER DOS CÉUS – Malaquias 3.10e...se eu não vos abrir as janelas do céu, 
* As bênçãos estão disponíveis, mas, só recebe quem é fiel - Efésios 1.3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo;

6. O DÍZIMO TEM A GARANTIA DE PROVISÃO FÍSICA E ESPIRITUAL – Malaquias 3.10f...e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.
* Quem é fiel se privilegia da provisão material e espiritual - Provérbios 3.10 E se encherão os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares.

7. O DÍZIMO IMPEDE QUE FORÇAS OPOSTAS CAUSEM PREJUÍZOS - Malaquias 3.11 E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos.
* O infiel dá brechas ao maligno para lhe trazer prejuízos – I Pedro 5.11 Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar 

8. A OFERTA GENEROSA SEGUE A LEI DO SEMEAR E COLHER - 2 Coríntios 9.6 E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará.
* A generosidade tem garantia de retorno quando não há avareza - Provérbios 11.24 Ao que distribui mais se lhe acrescenta, e ao que retém mais do que é justo, é para a sua perda.

9. A OFERTA QUE AGRADA AO SENHOR DEVE SER EXPONTÂNEA -2 Coríntios 9.7 Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.
* A espontaneidade em ofertar com alegria toca no coração de Deus – Marcos 12.43 E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro;

10. A OFERTA DADA COM AMOR TRAZ PROSPERIDADE ABUNDANTE - 2 Coríntios 9.8 E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra;

* A prosperidade é condicional ao que é  feito com amor pela obra - Lucas 6.38 Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.

EDITORIAL TEOLÓGICO

Quantas controvérsias, críticas destrutivas, ignorâncias, zombaria, chocarrices e outras coisas mais a respeito do dízimo. Um dos pontos que mais se pegam é que o dízimo foi uma obrigação do tempo da lei e que agora estamos na graça e que nessa dispensação o dízimo foi abolido e dessa forma o cristão não precisa mais dar o dízimo. Toda essa polêmica poderia ter menos repercussão na mídia, se, muitos líderes evangélicos não cometessem os vários abusos e escândalos que vemos acontecendo nos dias de hoje. Em algumas igrejas se impõem o sistema legalista sobre os fiéis, o que é errado, em outras exigem um percentual acima do que ensina a palavra, e isso é exploração, outras fazem mal uso do que é arrecadado, para usar em seus próprios deleites e muito mais coisas, que se espalham rapidamente pelos vários meios de comunicação, prejudicando com isso a propagação do Evangelho e a imagem da Igreja.
Os ignorantes que se acham entendidos e colocam o dízimo só no sistema legalista (ou seja na lei de Moisés), esquecem de examinar a palavra em vários contextos, como Jesus disse: "Toda Escritura é Inspirada"., e examinando a passagem bíblica de Gênesis 14.20 em que Abraão dá o dízimo a Melquisedeque, rei de Salém, o que podemos entender sobre este episódio. 


Fatos que precisamos compreender: Tudo que contém o A.T. e é confirmado em o N.T. deve ser praticado pela Igreja (veja Hebreus 7.1-2). Outra situação é que Abraão não viveu no tempo da lei e sim num tipo de graça não explícita, mas, que apontava para a graça revelada do Nosso Senhor Jesus Cristo. Com relação a Melquisedeque, esse personagem representa um tipo de Cristo que apontava para o antítipo que é a revelação do tipo, o qual é Cristo. Abraão que havia lutado com os seus 318 criados, contra os quatro reis amorreus, para libertar o sobrinho Ló e família e recuperar todos os seus pertences, ficou com os despojos dessa vitória e em forma de gratidão a Deus, ele deu a Melquisedeque, tipo de Cristo o dízimo de tudo o que conquistou, pois, sem a ajuda divina Abraão não conseguiria derrotar esses reis. Observem que antes de Abraão dar o dízimo a Melquisedeque, este, lhe ofereceu pão e vinho; isso tem um significado: o pão simbolizava o corpo de Cristo que seria partido por nós e o vinho simbolizava o sangue de Cristo que seria derramando para expiação dos nossos pecados, logo, entendemos que esse fato apontava para a obra redentora de Cristo e para a Sua Igreja Cristo que seria o testemunho do Deus vivo e que teria a responsabilidade de levar o evangelho para todos os povos da terra. Toda essa missão que envolve a igreja em fazer a obra de Deus tem muitos custos que nem preciso enumerar e pergunta-se; que tem a responsabilidade de pagar esses custos; é o pastor ou é todo o corpo de Cristo, e quais são os recursos que o Senhor estabeleceu para cobrir tudo isso; é evidente que recursos devem vir dos dízimos e ofertas, e fora disso é exploração da fé. 


Agora, se alguém não tem fé para dar o dízimo, por falta de orientação, avareza, ignorância e outras coisas mais é melhor não dar, pois dessa maneira Deus não vai aceitar. Também o dízimo não pode ser imposto pelo líder de uma forma obrigatória ou constrangedora, pois, aí entraria no legalismo. Também não de o dízimo só para manter-se num cargo da igreja, ou para agradar o pastor, ou para ter o nome no rol de dizimistas, isso não lhe trará bem algum. O dízimo é um ato de fé, amor, gratidão, reconhecimento ao Senhor e deve ser praticado com espontaneidade e alegria no coração para que seja aceito e o fiel tenha todo o retorno prometido por Ele.
Os dizimistas do A.T. que cumpriam fielmente as observâncias das leis cerimoniais, trazendo os seus dízimos e ofertas ao templo nas datas estipuladas eram ricamente abençoados. Aqui exemplifico quanto aos que tinham campos de cultivo ou de rebanhos na questão da fartura que Deus dava, tais como; ordenando a chuva, impedindo as pragas nos plantios, e no caso dos rebanhos, eram saudáveis sem pestes, doenças etc., e com isso eram prósperos. 


Quanto aos infiéis que deixavam de cumprir a lei não trazendo seus dízimos e ofertas, ou, trazendo os dízimos corrompidos e manipulados, a situação desses era inversa; em seus campos não chovia, as pragas como gafanhotos, locustas, pulgões atacavam furiosamente, e as pestes e doenças vinham sobre o rebanho, ficando esses com um prejuízo enorme por causa da infidelidade com Deus. Só ficava um pouco pela misericórdia de Deus para não morrerem de fome. Assim também é com o crente fiel e o crente infiel. O fiel tem a plenitude das bênçãos divinas e é cheio de unção e o infiel é árido e vazio no espírito.
Quando Deus fala; "para que não falte alimento na minha casa" está se referindo ao templo onde todos que ali serviam eram sustentados com os recursos dos dízimos e das ofertas. Mas, espiritualizando a frase "não faltar alimento na minha casa" pergunta-se: quem é a casa de Deus hoje? Somos nós a casa de Deus e se formos fiéis seremos abastecidos abundantemente com toda provisão espiritual e isso nos motivará para que a Igreja suprida com nossos dízimos e ofertas continue a sua caminhada nesta terra até a vinda do Nosso 



Senhor Jesus Cristo.
Com relação as dúvidas e debates de que o dízimo não consta no N.T., já demonstrei que consta conforme ilustrei em Hebreus 7.1-2; mas, vamos dar uma ampliada nessa questão para os críticos de plantão, que certamente tentarão no transcorrer da aula colocar o professor numa situação constrangedora.
Jesus veio numa época em que os Judeus viviam sob uma opressão muito violenta do governo romano o qual também cobrava do povo com todo rigor os suas taxas e impostos. Não bastasse isso tinha também o poder religioso com a família do sacerdote Anás, e com a liderança de Caifás, que por sua vez tinham estreitas ligações políticas e comerciais com o governo de Roma. 


Essa casta sacerdotal era totalmente corrupta e isso ficou demonstrado quando Jesus entra no templo e expulsa todos os que ali faziam comercio. Nesse tempo a única cobrança que vigorava era os impostos para César e as ofertas e dízimos para o templo, fora isso se surgisse alguém falando de dízimos para outra finalidade certamente seria condenado à morte. Esse foi um dos motivos pelo qual Jesus não ensinou abertamente sobre o dízimo, se o fizesse eles teriam abreviado a sua morte e a sua missão teria sido fracassada. Já com o início da Igreja os apóstolos e principalmente o apóstolo Paulo que por sinal foi o que mais sofreu perseguições, tentem imaginar o que seria feito com ele se viesse a falar de dízimo. E é esta a razão que o dízimo não foi exposto em o N.T. de uma maneira explícita, porque foi escrito por homens inspirados pelo Espírito Santo de uma maneira sábia e prudente, que é o que falta em muitos que não entendem acerca dessa disciplina abençoadora que é o dízimo.

Deus os abençoe.

 

O esboço é elaborado exclusivamente pelo texto bíblico da lição.  

 Por uma questão de ética, se você usar os esboços mencione a fonte.
 linkhttp://www.pastorguilhermel.com.br/escola,biblica,dominical,,,,,,,,.htm

Ensino dominical com o Pastor Adilson Guilhermel

Texto Bíblico: Lucas 4.18 O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração,
Leitura bíblica em classe: Mateus 5.1-12

 

NOVE LIÇÕES PARA SER UM BEM-AVENTURADO PRÓSPERO

 

1. APRENDA A ASSUMIR A FORMA DE UM SERVO FIEL - Mateus 5.3 Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus;
Filipenses 2.7 Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
2. APRENDA A SER SENSÍVEL A DOR DO PECADOR - Mateus 5.4 bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
2 Coríntios 1.4 Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.
3. APRENDA A PADECER O MAL SEM SE AMARGURAR - Mateus 5.5 bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
Hebreus 12.15 Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.
4. APRENDA A SENTIR QUEM ANSEIA POR SALVAÇÃO - Mateus 5.6 bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
Marcos 6.34 E Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas.
5. APRENDA A EXERCER A MISERICÓRDIA RECEBIDA - Mateus 5.7 bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
Mateus 9.13 Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.
6. APRENDA A TER UM CARÁTER COMO O DE CRISTO - Mateus 5.8 bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
Efésios 4.13 Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,
7. APRENDA A NÃO ODIAR, MAS AMAR SEUS INIMIGOS - Mateus 5.9 bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
Mateus 5.44 Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;
8. APRENDA A VIVER PIAMENTE NO SERVIÇO CRISTÃO - Mateus 5.10 bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus; 
2 Timóteo 3.12 E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições.
9. APRENDA A SOFRER INJUSTIÇAS SERVINDO A CRISTO - Mateus 5.11 bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa.
I Pedro 4.13 Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis. 
10. PERSEVERE EM OBTER O PRÊMIO ESPIRITUAL ETERNO - Mateus 5.12 Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.
Apocalipse 22.12 E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra.
Pastor Adilson Guilhermel

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