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Quando a Igreja de Cristo é perseguida

 
Quando a Igreja de Cristo é perseguida –


Pr. Altair Germano

Lição 8 – 1º Trimestre de 2011
Texto Bíblico: Atos 8.1-8
Texto Áureo: Mt 5.11

A história da Igreja foi marcada por perseguições. O próprio Senhor Jesus, os apóstolos e todos aqueles que fielmente pregaram e viveram segundo os princípios do Evangelho foram vítimas das mais cruéis e sanguinárias ações.

As primeiras perseguições contra a Igreja estão registradas no livro de Atos (At 4.1-22; 5.17-42; 6.8-15; 7.54-60; 8.1-3; 12.1-19; 14.1-7; 19-20; 16.19-26; 35-40; 17.13; 18.5-11; 19.23-41; 20.1-3; 21.27-36, 22-30; 23.12-35; 24.1-27; 25.1-12 ss.).

Os primeiros perseguidores da Igreja foram os líderes judaicos da época:

"Falavam eles ainda ao povo quando sobrevieram os sacerdotes, o capitão do templo e os saduceus, ressentidos por ensinarem eles o povo e anunciarem, em Jesus, a ressurreição dentre os mortos; e os prenderam, recolhendo-os ao cárcere até ao dia seguinte, pois já era tarde." (At 4.1-3, ARA)

"Levantando-se, porém, o sumo sacerdote e todos os que estavam com ele, isto é, a seita dos saduceus, tomaram-se de inveja, prenderam os apóstolos e os recolheram à prisão pública." (At 5.17-18, ARA)

Cairns (1988, p. 46) interpreta as causas desta perseguição ao crescimento rápido da Igreja, que representou para os opositores uma ameaça às suas prerrogativas de intérpretes e e sacerdotes da lei. O Sinédrio, uma organização política e religiosa, sob a permissão romana agiu contra a Igreja. Foi nesta fase da perseguição que Estevão e Tiago foram mortos.

Comentando sobre o relato do martírio de Estevão em Atos 1.8b, Marshall (2008, p. 146) entende que o sucesso deste ataque foi o sinal para um ataque em maior escala contra a igreja em Jerusalém. Pela primeira vez a palavra "perseguição" (gr. diogmos) ocorre em Atos, significando aqui: "oprimir alguém a fim de persuadí-lo a rejeitar a sua religião, ou simplesmente atacar alguém por motivos religiosos." Kistemaker (2006, p. 383), destaca que o final – mos, aplicado ao substantivo grego, indica ação que se encontra em progresso.

Sobre essa perseguição Williams (1996, p. 174) diz que:



 

Assistência social, um importante negócio


 
Assistência social, um importante negócio 


Pb. José Roberto A. Barbosa

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Objetivo: Mostrar aos alunos que o relacionamento no contexto da igreja não deva estar circunscrito à oração, à pregação e ao ensino, mas que é preciso também atentar para as questões sociais.

INTRODUÇÃO
A igreja cristã primitiva, após experimentar crescimento significativo, começou a lidar com problemas sociais. Para tanto, fez-se necessário a instituição do diaconato, como alternativa para atenuar as dificuldades sociais. A respeito desse assunto estudaremos na lição de hoje, atentando, a princípio, para o papel da assistência social na igreja, em seguida, para o significado do diaconato. Ao final, destacaremos a relevância da assistência social na igreja.

1. ASSISTÊNCIA SOCIAL NA IGREJA
A assistência social precisa ser entendida tanto como profissão quanto prática social. O assistente social é um profissional com formação universitária que atua em diversos contextos a fim de favorecer auxílio institucional às pessoas necessitadas, e também, promover mudança social, com vistas à ruptura com estruturas sociais injustas. A assistência social, em sentido amplo, conforme tomado nesta lição, diz respeito à atuação direta da igreja cristã, com o intuito de dirimir as dificuldades sociais existentes na igreja. As principais dificuldades sociais com as quais a igreja lida são de ordem financeira, e mais especificamente, com o provimento necessário dos irmãos para o básico, o alimento diário. A igreja cristã não poderá erradicar a pobreza que campeia na sociedade. Na verdade, na situação social controlada pelo pecado, a pobreza continuará existindo (Mt. 26.11). O problema da pobreza é bastante complexo e deva ser analisado à luz das Escrituras e dos estudos sociológicos. Há pobreza que é decorrente do pecado específico de uma pessoa, mas isso não deva ser adotado como regra geral. Existem pessoas que são pobres porque as condições sociais lhes foram desfavoráveis. O mesmo pode ser dito em relação à riqueza, há pessoas que são ricas porque se esforçaram e conseguiram acumular capital, mas outras enriqueceram por meio da exploração dos mais pobres e necessitados. A igreja, sem desprezar a oração, a evangelização e o ensino, tem o desafio de, ao mesmo tempo em que "dar o peixe", também "ensina a pescar", isto é, promover coletas para ajudar os pobres, orientar a formação profissional e contribuir com práticas que diminuam a desigualdade social.

2. A INSITUIÇÃO DO DIACONATO NA IGREJA
A igreja de Jerusalém passou por uma experiência singular no tratamento das dificuldades sociais dos irmãos. Lucas registra que "repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha" (At. 4.35). Essa experiência precisa ser avaliada com critérios bíblico-contextuais, para evitar posições extremas. Há dois versículos: At. 2.44 e 4.32, nos quais está escrito que os discípulos de Jesus tinham tudo em comum, hapanta koina, em grego. A necessidade era tamanha entre eles que ninguém se considerava dono de coisa alguma, antes colocava tudo à disposição dos apóstolos, para que os bens fossem por eles distribuídos (At. 4.34,35). A entrega dos bens pessoais, conforme depreendemos de At. 2.45; 4.35, era proporcional à necessidade dos irmãos, por isso não havia necessitado entre eles (At. 4.34). Essa prática não deva ser confundida com um comunismo, isto é, o sistema de governo baseado nos pressupostos marxistas, que determina o controle da distribuição de renda pelo Estado. A entrega dos bens na igreja se dava voluntariamente, não era uma imposição apostólica. O princípio permanece para a igreja, no intuito de responder às necessidades dos irmãos. Para isso foram estabelecidos os diáconos, pois, "naqueles dias, multiplicou-se o número dos discípulos". Os gregos começaram a murmurar contra os hebreus, pois "suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano" (At. 6.1). Na igreja de Jerusalém já era possível identificar dos grupos: os gregos (hellenistai) e os hebreus (heraioi). A solução foi a escolha "de sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarregaremos à oração e ao ministério palavra" (At. 6.4). Esses homens receberam o nome de diáconos, cujo significado é "ministério" ou "serviço". O diácono não era apenas um título, mas uma função, ou seja, aqueles que assim atuavam na igreja, sabiam que seu propósito era o de servir aos irmãos da igreja.

3. INVESTINDO NA ASSISTÊNCIA SOCIAL
O investimento na assistência social na igreja é um ótimo negócio, pois na medida em que os irmãos cuidavam dos necessitados, "crescia a palavra de Deus" (At. 6.7). Para alguns irmãos, a dedicação à obra social é perda de tempo, e até justificam: que "pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Ef. 2.8,9), esquecendo do versículo 10, seguinte: "Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas". O trabalho social da igreja, nesse contexto, não é para obter a salvação, pois, de fato, somos salvos pela graça, por meio da fé, mas após a salvação, devemos nos devotar também às boas obras, dentre as quais, a ajuda aos necessitados. A generosidade é uma prática precisa ser estimulada nas igrejas cristãs, que, infelizmente, por causa do individualismo, e do culto ao sucesso, começa a ser desprezada. Há pessoas que ao invés de demonstrar cuidado com os carentes da igreja, preferem culpá-los por incompetência, e semelhantemente aos "amigos" de Jó, justificam, como causa de necessidade, a existência de algum tipo de pecado. A igreja de Corinto nos deixa um exemplo de generosidade (II Co. 8.7). E essa deva ser exercida em amor, sem alardes, e não apenas com palavras, mas também em atos (Lc. 19.1-10; I Jo. 3.16-18). A preocupação com a pobreza dos irmãos se fundamenta no fato de que Jesus também foi pobre (Lc. 2.7; Lc. 2.24; Lv. 12.6-8); Lc. 9.58).

CONCLUSÃO
A assistência social é um importante negócio, mais que isso, é um investimento da igreja. A pregação, a oração e o ensino devam ter prioridade, mas não podemos deixar de atentar para os necessitados. Não apenas, como dizem alguns, "orar por eles". É preciso "arregaçar as mangas", fazer algumas coisas em prol daqueles que carecem de ajuda. A orientação profissional deva ser uma preocupação da igreja, principalmente encaminhando os mais jovens para o trabalho. É tarefa da igreja também a conscientização política, a fim de que os cristãos não se engajem em práticas sociais injustas, que sustentem o aumento da pobreza. Não devemos esquecer que a principal preocupação da igreja deva ser feito em pessoas, pois delas prestaremos contas diante de Deus (Hb. 13.7).

BIBLIOGRAFIA
LIMA, P. C. Teologia da ação política e social da igreja. Rio de Janeiro: Renascer, 2005.
STOTT, J. A mensagem de Atos. São Paulo: Abu, 2008.

 
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O autêntico educador cristão

 
O autêntico educador cristão

 



por Manoel Moura Jr

A educação cristã deve ser considerada como a célula mãe da igreja, pois, sem a mesma não temos como desenvolver-mos padrões éticos nem tampouco extrair-mos um sistema de moralidade que glorifique a Deus. O educador cristão precisa de fato saber reconhecer a sua chamada e por em prática tudo quanto tem aprendido sem deixar de lado as novas técnicas de aprendizado. Este artigo trata da importância do Educador Cristão.

JEQUITIBÁS OU EUCALIPTOS?

Certamente você já ouviu esta celebre frase: "Educação não é profissão, é vocação." O que quer dizer isto? Educar não é somente professar, instruir, ensinar? Absolutamente não! A nobre tarefa de educar vai além das raias da informação ou simples instrução. Educar tem a ver com transmissão; assimilação de valores culturais, sociais e espirituais. Quem exerce apenas tecnicamente a função de ensinar não tem consciência de sua missão educativa, formadora de pessoas e de "mundos". Se educar não é sinônimo de ensinar, nos vemos no dever de refletir: Quem ensina? E quem realmente educa? Em que categoria e sentido as funções do professor diferem das do educador?

Professores são como eucaliptos

O educador não deve ser considerado um simples professor, na acepção daquele que apenas ensina uma ciência, técnica ou disciplina. Educadores e professores possuem função e natureza distintas. Eles não são forjados no mesmo forno. E se de fato não são de mesma natureza, de onde vem o educador? Qual a sua procedência? Tem ele o direito de existir? Como pode ser constituído? "Não se trata de formar o educador, como se ele não existisse", diz o professor Rubens Alves. "Como se houvesse escolas capazes de gerá-lo ou programas que pudessem trazê-lo à luz. Eucaliptos não se transformarão em jequitibás, a menos que em cada eucalipto haja um jequitibá adormecido: os eucaliptos são árvores majestosas, bonitas, porém absolutamente idênticas umas às outras, que podem ser substituídas com rapidez sem problemas. Ficam todas enfileiradas em permanente posição de sentido, preparadas para o corte e o lucro".

Educadores são como jequitibás

Prossegue o mestre Alves, "os eucaliptos são símbolos dos professores, que vivem no mundo da organização, das instituições e das finanças. Os eucaliptos crescem depressa para substituírem as velhas árvores seculares que ninguém viu nascer e nem plantou. Aquelas árvores misteriosas que produzem sombras não penetradas, desconhecidas, onde reside o silêncio nos lugares não visitados. Tais árvores possuem até personalidade como dizem os antigos". Os educadores são como árvores velhas, como jequitibás, possuem um nome, uma face, uma história. Educador não pode ser confundido com professor. Da mesma forma que jequitibás e eucaliptos não são as mesmas árvores, não fornecem a mesma madeira.

Como identificar os autênticos educadores cristãos

Há diferença entre professores e educadores no que se refere à práxis do ensino cristão? Como podemos distingui-los, identificá-los? É suficiente dominar métodos, procedimentos e técnicas didáticas ou ser um expert em comunicação? Óbvio que não! Este tema, romanticamente discutido e refletido no âmbito da educação secular, assume maior importância e dimensão no da educação cristã. Nenhum educador cristão deve fracassar diante da tentação de apenas manter seus alunos informados a respeito da Bíblia e da vontade de Deus. Antes deve torná-los, através da influência do próprio exemplo, praticantes da Palavra e perseguidores da vontade divina.

Educadores têm convicção de sua chamada

Com o intuito de edificar e aperfeiçoar sua Igreja, Cristo concedeu vários dons aos homens e, dentre eles, o de mestre: "E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo" (Ef 4.11,12). Segundo o comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal, "mestres são aqueles que recebem de Deus um dom especial para esclarecer, expor e proclamar a Palavra de Deus". Isto significa que, além da vocação e das aptidões naturais para o magistério, o ensinador cristão precisa ter convicção plena de sua chamada específica para o ministério de ensino cristão.

Educadores são dedicados ao ministério de ensino

Muitos são freqüentemente colocados à frente de uma classe por seus líderes, mas não receberam de Deus a confirmação de sua chamada. Não sabem realmente porque foram colocados naquela função. Como identificar os professores genuinamente chamados para serem educadores? Os chamados, enquanto ensinam, sentem seus corações inflamarem pela atuação poderosa do Espírito Santo. Eles amam intensamente sua missão. Têm dedicação em sua prática docente: "…se é ensinar, haja esmero ao ensino" (Rm 12.7b). E o que significa esmero? Esmero significa integralidade de tempo no ministério de ensino, ou seja, estar com a mente, o coração e a vida totalmente voltados para esse mister. Ser ensinador cristão é diferente de ocupar o cargo de professor. Envolve chamada específica e capacitação divina.

Educadores mantêm comunhão real com Cristo

Outra característica que diferencia o educador cristão de um simples técnico de ensino, é que o primeiro, mantém um relacionamento real com o Senhor Jesus. Em outras palavras, significa que Cristo é, em primeiro lugar, seu salvador pessoal, salvou-o de todo o pecado e é também Senhor e dono da sua vida. Há professores que não têm certeza da própria salvação, como poderão ensinar Soteriologia? Outros não oram, não lêem a Bíblia e não têm vida devocional. São técnicos! No magistério cristão, de nada adianta ensinar o que não sente e não vive. O educador nunca ensinar aquilo que não está disposto a obedecer.

Educadores seguem o exemplo de Cristo

A melhor maneira de unirmos as funções de professor e educador é seguirmos o exemplo de Jesus. Ele foi, em seu ministério terreno, o maior professor e pedagogo de todos os tempos; usou todos os métodos didáticos disponíveis para ensinar: costumava, por exemplo, fazer perguntas para induzir a audiência a dar a resposta correta que Ele buscava; fazia indagações indiretas exigindo que seus discípulos comparassem, examinassem, relembrassem e avaliassem todos os conteúdos; exemplificava com parábolas, contava histórias e usava vários métodos criativos. Conforme declarou LeBar, citado por Howard Hendricks no Manual de Ensino, CPAD, "Jesus Cristo era o Mestre por excelência, porque ele mesmo encarnava perfeitamente a verdade. [...] Ele entendia perfeitamente seus discípulos, e usava métodos perfeitos para mudar as pessoas individualmente e sabia como era a natureza humana e o que havia genericamente no homem (Jo 2.24,25)." Jesus ensinava complexidades usando a linguagem simples das coisas do dia-a-dia. Sua linguagem sempre era tangível à experiência das pessoas – emprego, problemas pessoais, costumes, vida familiar, natureza, conceitos religiosos etc. Seus instrumentos pedagógicos eram os campos, as montanhas, os pássaros, as tempestades, as ovelhas. Em suma, qualquer coisa que estivesse ao seu alcance Ele usava como ferramenta de ensino.

Educadores nunca cessam de aprender

Um autêntico educador, ao contrário de certos professores que se sentem "donos do saber", são humildes e estão sempre com disposição para aprender. Ele não se esquece que o homem é um ser educável e nunca se cansa de aprender. Aprendemos com os livros, com nossos alunos, com as crianças, com os idosos, com os iletrados, enfim, aprendemos enquanto ensinamos. Não há melhor maneira de aprender do que tentar ensinar outra pessoa. O professor-educador deve estar atento a qualquer oportunidade de aprender. Quando não souber uma resposta, é melhor ser honesto e dizer que não sabe. A ausência do orgulho diante da realidade de "não saber", facilita e promove a aprendizagem.

Educadores exercem liderança positiva

Liderança positiva é outra peça-chave na constituição dos educadores cristãos autênticos. Tendo consciência ou não, quem ensina sempre exerce liderança sobre quem aprende. Essa liderança será positiva ou negativa, em função da postura espiritual assumida pelo educador. Os ensinamentos, conceitos, princípios e conselhos ministrados aos seus alunos, dificilmente deixarão de influenciá-los. De que modo pode o professor evidenciar liderança positiva? Eis algumas dicas:

a) Apoiando o pastor de sua igreja;

b) Dando assistência aos cultos;

c) Participando efetivamente no sustento financeiro da obra de Deus (dízimos e ofertas);

d) Integrando-se à igreja: presença e atividades nos cultos;

e) Mantendo-se distante dos "ventos de doutrinas";

f) Sendo eticamente correto;

g) Vivendo o que ensina (personificar a lição);

h) Tendo um lar cristão exemplar;

i) Apoiando a missão e a visão da igreja local;

j) Não usando a sala de aula para promover revoltas e dissoluções.

l) Colocando como alvo o nascimento de uma nova classe a cada ano.

m) Colocando como alvo a geração de novos professores a cada ano.

Como nos referimos em tópico anterior, o ministério de ensino exige dedicação integral do professor: "E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar, e de pregar Jesus Cristo" (At 5.42). Cabe aos educadores cristãos a responsabilidade de instruir, guiar e orientar o caminho de outros servos de Deus. O professor que não se limita a dar instruções precisa ser cada vez mais consciente de sua tarefa, não no sentido de mera assistência, mas em suas atitudes e atos em relação à obra de Deus e a Cristo. O resultado desta missão será energicamente cobrado. Chegará o dia em que cada obreiro do ensino dará contas de si mesmo a Deus: "… cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus" (Rm 14.12).Fontes Bibliográficas:Manual do Educador Cristão, Editora CPAD. Teologia da Educação Cristã, Editora Vida. Teologia da Educação Cristã, Editora CPAD.

Fonte: Faetel

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A importância da disciplina na igreja

 
A importância da disciplina na igreja –

Texto Áureo: Hb. 12.11 – Leitura Bíblica em Classe: At. 5.1-11
Pb. José Roberto A. Barbosa
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Objetivo: Mostrar aos alunos que a essência da disciplina é o ensino e o seu objetivo é levar-nos a andar de acordo com a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.

INTRODUÇÃO
Há quem defenda que a disciplina não é mais necessária na igreja dos dias atuais. O Deus que disciplina em amor, conforme revelado na Bíblia, não é mais considerado. Em contraponto a essa abordagem, estudaremos, na lição de hoje, a respeito da importância da disciplina na igreja: definição no Antigo e Novo Testamento, o caso Ananias e Safira e as condições para a disciplina na igreja.

1. A DEFINIÇÃO BÍBLICA DE DISCIPLINA
No Antigo Testamento, a palavra hebraica para disciplina é musar e significa, prioritariamente, "instrução". Isso porque na Lei Judaica a disciplina tem a ver com a instrução por meio de recompensas e punições a fim de orientar a conduta do comportamento. É nesse sentido que, em Dt. 11.2, é destacada a disciplina do Senhor. A Lei Mosaica opera por meio de um complexo sistema de punições a fim de reforçar os Mandamentos de Deus (Lv. 25.23; Dt. 4.36; Ex. 20.20). Por esse motivo, o ímpio, ou seja, aquele que não observa a Torah, odeia a disciplina (Sl. 50.17). O genuíno filho de Deus, por sua vez, ama a disciplina (Pv. 3.11), pois nesta repousa a sua vida (Pv. 5.12) e o seu próprio bem (Pv. 19.18). No Novo Testamento, a palavra grega é paidia que tanto se refere à instrução ou orientação quanto ao treinamento. Esse termo, em sentido amplo, diz respeito ao ato de "criar, educar, instruir". O fundamento da disciplina, conforme exposta no Novo Testamento, é o amor (Hb. 12.6-11). A disciplina aplicada com ódio não passa de vingança, nada tem a ver com a disciplina de Jesus (Mt. 11.29).

2. A CONDENAÇÃO DE ANANIAS E SAFIRA
No capítulo 5 de Atos, estudamos a respeito da condenação de Deus sobre Ananias e Safira. Barnabé, um cristão recém-convertido, e de posses, vendeu tudo o que possuía e depositou aos pés dos apóstolos. Sua generosidade chamou a atenção da igreja, levando Ananias e Safira a querem imitar tal ato, a fim de serem honrados pelos irmãos. Para tanto, venderam uma propriedade e combinaram em reter parte do valor recebido. Em seguida, depositaram-no aos pés dos apóstolos, dizendo ser aquela a quantia total da venda. Através daquele ato, Satanás quis instaurar a hipocrisia no seio da igreja primitiva. Eles demonstraram, por meio dessa atitude, ser vangloriosos e cobiçosos em relação ao dinheiro (I Tm. 6.10). Eles poderiam permanecer com o dinheiro que receberam pela venda da herdade, mas não precisariam mentir, em busca de fama. Mas Pedro, pelo Espírito Santo, discerniu que aqueles corações estavam tomados pela hipocrisia: "por que encheu Satanás o teu coração?" (At. 5.3), eis a origem do pecado (Jo. 13.2; Tg. 4.7). Não se tratava de um pecado somente aos homens, pois, conforme argumentou Pedro, "Não mentiste aos homens, mas a Deus" (At. 5.4). Eles foram disciplinados imediatamente, com o objetivo específico, para servir de instrução aos demais "houve um grande temor em toda a igreja e em todos os que ouviram estas coisas" (At. 5.11). Em virtude da igreja está em seus momentos iniciais, Deus antecipou o castigo de Ananias e Safira, e ainda pode fazer o mesmo nos dias atuais, ainda que, em geral, continue dando oportunidade para o arrependimento (Ap. 2.5; 3.19).

3. A DISCIPLINA NA IGREJA
Jesus declarou que a igreja, na terra, tem a responsabilidade árdua, mas necessária de disciplinar (Mt. 18.18-20), mas essa deve fazê-lo de acordo com a Palavra, em oração, na dependência do Espírito Santo, e sobretudo, em amor (I Pe. 4.8). Existem algumas falhas que podem dispensar a disciplina, a esse respeito tratam os seguintes textos: Rm. 15.1; Fp. 4.5; I Pe. 4.8). Nos casos de transgressões que não sejam passíveis de comprovação, o melhor é orar pela pessoa, confiando que Deus trabalhará na sua vida, conduzindo-a ao arrependimento (Mt. 18.16). Nos casos de ofensas pessoais, isto é, que envolvam membros da igreja, é recomendável que a pessoa ofendida busque a pessoa culpada em busca de reconciliação (Mt. 18.15). Caso a pessoa permaneça impenitente em relação ao pecado, deva-se levar à igreja, através da liderança, a fim de que o caso seja avaliado (Mt. 18.17). A pessoa que está sendo objeto da acusação deva ter amplo direito à defesa e somente ser disciplinada após a comprovação dos fatos, o que acarretará, se for o caso, em exclusão (Mt. 18.17). Nos casos de pecados públicos, a disciplina é necessária a fim de: 1) proteger a integridade da igreja (At. 20.28-31; Hb. 12.14-16); e 2) restaurar o transgressor à igreja, conduzindo-o ao arrependimento (Gl. 6.1; Tg. 5.19,20). Não saudável viver a procura de casos de pecados na igreja, mas, por outro lado, não se pode deixar de atentar para os casos dignos de disciplina (Mt. 13.28-30). A disciplina preventiva, por meio do ensino da Palavra, é a melhor maneira de evitar medidas mais amargas posteriormente (II Tm. 2.24-26; Tt. 1.9).

CONCLUSÃO
A disciplina é necessária na igreja, mas essa deva sempre ser conduzida em amor, dando aos ofensores, a ampla oportunidade de defesa, e quando identificada a culpa, este deva, se possível, ser conduzido ao arrependimento (I Co. 1.10,11; Fp. 4.2,3). Ananias e Safira receberam a punição pelos seus pecados porque se negaram a reconhecê-lo, mentiram ao Espírito Santo, e esse, verdadeiramente, é o pecado imperdoável (Mt. 12.32), a hipocrisia do pecador que não dá lugar ao arrependimento, ao convencimento do Espírito (Jo 16.8-10). No caso da igreja, a disciplina deva ser dada, ao pecador arrependido, com amor e humildade, almejando sempre sua restauração (Gl. 6.1-2).

BIBLIOGRAFIA
ELLIFF, J., WINGERD, D. Disciplina na igreja. São José dos Campos: Fiel, 2006.
PEARLMAN, M. Atos: e a igreja se fez missões. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

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Educação Infantil


 
Curso online de Educação Infantil

 



O Portal Educação em suas atribuições, tem por objetivo oferecer aos profissionais e estudantes uma prática constante de atualização, por intermédio da EaD (Educação a Distância).Também visa disponibilizar aos participantes, acesso ao ensino de qualidade com eficácia no aprendizado, fornecendo recursos tecnológicos inovadores, como conteúdo on-line, animações, videoconferência, exercícios de fixação e objetos de aprendizagem, que auxiliam na formação do cidadão contemporâneo, crítico e atuante na sociedade.

Conteúdo

  • Concepções Teóricas e Históricas da Educação Infantil;
  • História;
  • Pensadores;
  • A Trajetória da Educação Infantil no Brasil;
  • Primeiras iniciativas (1875 – 1964);
  • A Educação Infantil de 1970 ao dias atuais;
  • Legislação;
  • O Desenvolvimento Social da Criança;
  • A construção do desenvolvimento humano;
  • Perspectiva sociointeracionista;
  • Organização Curricular da Educação Infantil;
  • Currículo;
  • Objetivos;
  • O Trabalho Pedagógico.


Objetivos específicos

  • Identificar as concepções teóricas e históricas, abordando os principais pensadores e a legislação da Educação Infantil;
  • Destacar práticas pedagógicas para o convívio e desenvolvimento em sala de aula.
Metodologia

O Sistema de Ensino Portal Educação desenvolve sua prática utilizando diversos recursos disponíveis em tecnologia para promover uma maior interação de seus participantes com a sociedade em que está inserida. Através da utilização da educação a distância, mediada pela internet como fonte de interação e comunicação, do computador como recurso pedagógico, oportunizando uma melhor interação entre teoria e prática. Desenvolve a estimulação da troca de correspondência eletrônica (tutor X participante), atividades complementares e uso de objetos de aprendizagem.

Vantagens dos Nossos Cursos

  • Flexibilidade de tempo e espaço, eliminando barreiras físicas e proporcionando oportunidade para atualização e aprendizado das pessoas que tenham dificuldades de deslocamento ou de agenda, você estuda no momento em que lhe for mais apropriado;
  • Flexibilidade de ritmo: você evolui de acordo com o seu ritmo, de acordo com sua velocidade de aprendizagem;
  • Acompanhamento individual: o tutor lhe orientará de acordo com suas necessidades;
  • Nossos cursos a distância reduzem os custos em relação aos dos sistemas de ensino presencial e tradicionais;
  • Nossos cursos estimulam a auto-aprendizagem, desenvolvimento da iniciativa, de atitudes, interesses, valores e hábitos educativos;
  • Os cursos a distância permitem maior disponibilidade e ritmos de estudo diferenciados;
  • Certificado como reconhecimento aos aprovados.

Avaliação e certificado

Somente os alunos aprovados têm direito ao certificado, que é postado nos Correios entre 15 (quinze) a 20 (vinte) dias após a data final do curso. Os certificados são impressos em papel especial, registrados internamente, contendo o conteúdo programático, número de registro, CNPJ da instituição, assinatura do responsável pelo registro e um selo holográfico de qualidade. Você receberá o certificado em um canudo, através dos Correios, garantindo que o mesmo não estará avariado ou amassado. Visualize ao lado um exemplo do certificado de conclusão.

Os cursos do Portal Educação possuem alguns modelos de avaliação, que dependendo das características pedagógicas do curso podem ser: Avaliação On-line, com 10 questões objetivas para ser realizada em 60 minutos; Atividade Reflexiva, que atribui uma pontuação complementar na média final; Atividade Descritiva, relacionada a estudo de caso, que deverá ser postada pelo aluno em arquivo word ou pdf na sala de aula virtual; Avaliação Diagnóstica, com pré-teste e pós-teste avaliando o desempenho do aluno. Verifique no Manual do Estudante quais modelos são aplicados ao curso que escolheu.

O estudo, atividades e prova devem ser realizados dentro do prazo estipulado no calendário do curso e concluídos dentro do período do curso, alçando a média igual ou superior a 60% (sessenta por cento) no resultado final para aprovação e recebimento do certificado.

No caso dos cursos gratuitos, não há rematrícula, nova prova, atividades reflexivas e descritivas. Cursos de Idiomas e Pós-graduação possuem procedimentos diferenciados.

Em caso de reprovação e caso queira se rematricular no curso, deve entrar em contato com o Serviço de Relacionamento com o Cliente e, com um desconto de 90% no valor do curso, poderá estudar novamente os módulos e realizar uma nova Prova On-line.

* Curso Legalizado, conforme artigo 205 e 206 da Constituição Federal, Lei nº 9.394, Decreto Presidencial nº 5.154 e normas da Resolução CNE nº 04/99 – MEC.

Clique aqui para maiores informações.

Educação a Distância
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Escola Bíblica Dominical. Sinais e maravilhas na Igreja


 
Sinais e maravilhas na Igreja –


Pb. José Roberto A. Barbosa

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Objetivo: Mostrar aos alunos que sinais e maravilhas são fenômenos atuais, que, como nos tempos da igreja primitiva, seguem à atividade evangelizadora, à proclamação do evangelho de Cristo.

INTRODUÇÃO

O livro de Atos está repleto de sinais e maravilhas realizados pelo Espírito Santo através da igreja. Na lição de hoje, estudaremos os significados dos termos sinais e maravilhas. Em seguida, analisaremos o milagre da Porta Formosa, registrado por Lucas em At. 3. Ao final, veremos que o mesmo Deus que realizou milagres nos tempos da Igreja Primitiva, ainda os faz nos dias de hoje.

1. SINAIS E MARAVILHAS

No Novo Testamento, a palavra sinal é semeion, e diz respeito a algo que marca ou distingue, a utilização desse termo é geralmente associada a milagres. Os sinais são vistos como uma verificação ou indicador de uma verdade. Os escribas e fariseus buscavam um sinal da parte de Jesus para que pudessem acreditar que Ele era de fato o Messias (Mt. 12.38; Mc. 16.3). João mostra que os milagres de Jesus eram sinais, demonstrando que Ele era o Messias (Jo. 2.11,18,23; 3.2; 4.48,54, 6.2,14,26,30; 7.31; 9.16; 10.41; 11.47; 12.18,37; 20.30). Em relação à igreja, os sinais demonstram que Deus está com ela, pois sinais são prometidos àqueles que crêem (Mc. 16.17,20). No livro de Atos, Lucas registra os vários sinais realizados pela igreja (At. 2.19,22,43; 4.16,22,30; 5.12; 6.8; 8.6,13; 14.3; 15.12). A palavra maravilhas, em grego, é teras, que pode significar também milagre. A utilização do termo maravilhas costuma está atrelada ao de sinais, formando um tipo de expressão idiomática "sinais e maravilhas" (Mt. 24.24; Mc. 13.22; Jo. 4.48; At. 2.19,22,43; Rm. 15.19; II Co. 12.12). Interessa destacar que o poder para realizar sinais e maravilha é sobrenatural, e pode proceder tanto de Deus quanto do Maligno (Mt. 24.24; Mc. 13.22; II Ts. 2.9). Os sinais e maravilhas na igreja servem para confirmar a autenticidade dAquele que opera por meio dela (At. 2.22).

2. O MILAGRE DA PORTA FORMOSA

Por volta das 3 da tarde, Pedro e João seguem para o templo, em um dos horários regulares de oração (Ex. 29.38-41; Nm. 28.2-8). O templo antigo tinha várias portas, uma dela se chamava Formosa. Nessa porta se encontra um homem aleijado, isso porque não era permitido que entrasse no templo. De repente, os apóstolos são interpelados por aquele pobre homem, pedindo-lhes que dessem algum dinheiro. Pedro olha fixamente para o mendigo e diz: "olha para nós" (At. 3.4). Com essa expressão, ele chama a atenção daquele homem e lhe dá alguma esperança. As palavras iniciais são desalentadoras: "não temos prata nem ouro", isso demonstra a condição financeira dos apóstolos do Senhor no primeiro século. Por outro lado, eles têm muito mais, por isso, declaram: "em nome de Jesus Cristo", e, ao levantar o homem pela mão e suas pernas são curadas (At. 3.6). O mendigo curado pôde, então, adentrar ao templo e a reação dos que o conheciam é de "pasmo e assombro" (At. 3.10). A igreja primitiva, na virtude do Espírito, tinha autoridade para testemunhar de Jesus Cristo. O testemunho era acompanhado de sinais e maravilhas, que, juntamente com a mensagem, atestavam à verdade do evangelho. Algumas igrejas dos dias modernos não podem mais, como Pedro e João declarar: "não temos prata e nem ouro", por outro lado, também não podem dizer ao paralítico "levanta e anda".

3. DEUS REALIZA SINAIS E MARAVILHAS

Alguns teólogos cessacionistas afirmam que Deus não mais realiza sinais e maravilhas nos dias de hoje. Outros não são cessacionistas, até se dizem pentecostais, mas deixaram de acreditar, na prática, que Deus ainda os faz atualmente. Os cessacionistas radicais dizem que os sinais e maravilhas (milagres) Ficaram restritos ao período apostólico. Mas essa declaração se contradiz com a Grande Comissão, na qual Jesus ordena que seus discípulos preguem o evangelho, com poder para realizar sinais e prodígios (Mt. 28.18-20; Lc. 24.47; At. 1.8). Nos tempos de Cristo, Ele concedeu autoridade, não apenas aos apóstolos, mas aos 72 discípulos para curarem os enfermos em sua missão de pregar as boas novas (Lc. 10.9,17). No livro de Atos, o próprio Ananias, que não era apóstolo, orou por Paulo, exercendo o dom de cura (At. 9.17). Filipe, o diácono, também operou muitos milagres pelo poder do Espírito (At. 7.13). Não podemos esquecer que Jesus é o mesmo (Hb. 13.8), por isso, continua realizando sinais e maravilhas, e esses apontam para o futuro, quando a natureza tiver sido libertada (Rm. 8.20-22) e o corpo glorificado (I Co. 15.51-53). A igreja não tem controle sobre os sinais e maravilhas, esses dependem da soberana vontade de Deus, que os opera de acordo com os Seus eternos desígnios (Jo. 5.1-5; 9.1-3).

CONCLUSÃO

A respeito da atuação sobrenatural dos apóstolos, diz o autor da Epístola aos Hebreus: "Testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade" (Hb. 2.4). A igreja do Senhor, ciente da soberana vontade de Deus, deva continuar crendo e orando para que Deus realize sinais e maravilhas (Mt. 10.8). Mas é preciso destacar que os sinais e maravilhas não garantem a conversão dos pecadores, principalmente dos religiosos que atribuirão o sobrenatural de Deus ao poder de Satanás (Mt. 12.24-27; Mc. 3.21). Mais importante ainda é saber que os sinais e maravilhas não podem, sob qualquer hipótese, substituir o testemunho da morte vicária de Jesus Cristo, essa deva ter proeminência sobre os sinais e maravilhas (Mc. 16.14-18).

BIBLIOGRAFIA
DEERE, J. Surpreendido pelo poder do Espírito. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
PEARLMAN, M. Atos: e a igreja se fez missões. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
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O professor e a importância do hábito da leitura


 
O professor e a importância do hábito da leitura

 



Ler bons livros deve ser um hábito na vida de todo professor. Essa leitura não deve limitar-se a bíblia, mas amplia-se na utilização de livros e textos auxiliares que levem ao questionamento, desenvolvimento do raciocínio, permitindo ao leitor refletir, analisar diferentes aspectos e contextos do mundo antigo e contemporâneo.
É fato que a maioria dos professores da escola dominical além de ministrarem aula, exercem outras atividades na sua vida pessoal. Trabalham, estudam, há a responsabilidade com a família, não lhes restando muito tempo para se dedicarem ao preparo das aulas. São voluntários que se esforçam para ministrarem uma boa aula mesmo não tendo muitas vezes, a qualificação necessária.
No ambiente da escola dominical identifica-se um percentual elevadíssimo de alunos que sabem ler mas não conseguem interpretar. Muitas dessas pessoas são usadas por Deus, porém, não conseguem entender textos básicos da bíblia.
É necessário que o professor esteja atento e consiga identificar as características da comunidade e as características individuais dos alunos.
O professor precisa ter uma nova leitura de mundo, convicto de que o Espírito Santo revela as verdades da Palavra de Deus, mas não exclui ou anula a necessidade de métodos de ensino com a proposta de provocar mudanças.
O evangelho provoca mudanças. "Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui" (Atos 17:6). Transformação moral, social e espiritual.
Jurema de Souza Martins
Assembléia de Deus Ministério Barão de Petrópolis
Congregação Filadélfia – Rio de Janeiro – RJ
Preletora, educadora
Graduando Teologia Ministerial e Pedagogia
Jusm_01@yahoo.com.br
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Competências Imprescindíveis ao Ensino na Escola Dominical

Posted: 23 Jan 2011 09:39 AM PST



Competências são capacidades, habilidades, aptidões ou um conjunto de conhecimentos e atitudes que utilizamos para estabelecer relações com e entre objetos, situações ou pessoas que desejamos conhecer.

Para realizar um trabalho dinâmico, pertinente e eficaz, o professor de Escola Dominical precisa, no mínimo, desenvolver as seguintes competências:
Competência para traçar e alcançar objetivos
Um professor do interior contou-me que para lavrar a terra o agricultor precisa escolher um determinado ponto à frente, em linha reta, antes de começar a cavar. Isso faz com que a vala, aberta pelo arado, não fique sinuosa até o fim.
Do mesmo modo os mestres precisam de direção. Não há como desenvolverem um bom trabalho educativo sem metas bem delineadas à sua frente. Conforme lecionou Aristóteles, todos os nossos atos devem ter um fim definido, "à maneira dos arqueiros que apontam para um alvo bem assinalado".
Quando o professor prevê as competências e habilidades que seus alunos revelarão à conclusão de uma seqüência de ensino, incorpora ao conteúdo didático, oportunidades para que eles pratiquem comportamentos que estejam de acordo com os objetivos visados. Um professor cônscio de sua chamada para o magistério eclesiástico jamais propõe atividades para o simples preenchimento do tempo de aula, uma vez que todas elas deverão estar de acordo com os objetivos formulados.
Competência para planejar o ensino
É inadmissível trabalhar com educação cristã sem um plano de ação didática. Há professores que repudiam a técnica do planejamento dizendo que o plano é apenas um roteiro, abreviado, esquemático, sem cor e aparentemente sem vida.   Essa atitude irrefletida demonstra claramente a falta de compreensão e de imaginação dos que assim procedem.
Todo plano, tanto no ensino quanto em qualquer área da vida humana, é, por sua própria natureza, esquemático, lacônico e despido de vivacidade. Comparece-se, por exemplo, a frieza geométrica da planta de uma casa com a beleza, o conforto e o aconchego dessa mesma residência já construída, mobiliada e com seus alegres moradores. Na área de ensino, o plano não foge à regra; ele é também esquemático e frio.
Define os objetivos a atingir, o tempo necessário para alcançá-los, as etapas a percorrer, os recursos a empregar e o método a seguir. Todo esse esquema e essa linguagem fria, não significam que o ensino a ser ministrado baseado nesse plano deva ser igualmente mecânico e despersonalizado. Pelo contrário, compete ao professor que o confeccionou, dar-lhe vida e colorido no ato de sua execução, impregnando-o de sua personalidade dinâmica, sua vibração, entusiasmo e graça divina. Mas, lembrem-se! A despeito de sua importância, o plano não é uma "camisa de força", por isso jamais pode ser feito por outra pessoa e imposto ao professor.
Competência para orientar a aprendizagem

O ensino consiste na orientação que se dá aos alunos em seu aprendizado. O trabalho do educador cristão não se resume em simplesmente apresentar aos alunos conceitos, idéias e fatos bíblicos, mas, em conduzi-los no processo de aprender até que cheguem às suas próprias conclusões a respeito da matéria de estudo. O que o professor faz só é relevante em função do que leva seus alunos a fazerem. Em outras palavras, o autêntico educador não é o que apenas aponta o caminho do conhecimento, mas o que conduz seus alunos diligentemente ao longo desse caminho. A missão precípua do professor é estimular a busca do conhecimento e não trazê-los pronto para a sala de aula.
Tempos atrás, muitos educadores imaginavam que sua principal responsabilidade docente consistia na seleção de certa quantidade de informação, para serem amontoadas na mente dos alunos. Nesse sentido, o bom aluno era aquele capaz de armazenar o máximo possível desses "dados" e reproduzi-los todas as vezes que fosse solicitado.
Hoje se sabe que o ensino não está baseado no que o professor faz para os alunos, mas naquilo que o próprio aluno faz em decorrência da orientação recebida pelo professor. Isto nos faz lembrar um adágio popular que diz: "Poderás levar o cavalo até a água, mas não poderás fazê-lo beber".
A nobre tarefa de educar vai além das raias da informação ou mera instrução. Educar tem a ver com transmissão e assimilação de valores culturais, sociais e espirituais. Quem exerce apenas tecnicamente a função de ensinar não tem consciência de sua missão educativa, formadora de pessoas e de "mundos".
O professor precisa mudar de postura! Abandonar a cômoda e "honrosa" atitude professoral e assumir, definitivamente, conforme leciona Carls Rogers, a função de "facilitador da aprendizagem".
O que nossas crianças, adolescentes e jovens se tornarem sob a nossa orientação na Escola Dominical, servirá como prova do que de fato representou o nosso ensino para eles.
Conclusão
São tantas competências necessárias aos professores da Escola Dominical, devido à especificidade do seu trabalho, que jamais esgotaria o tema em espaço tão exíguo. Não é fácil encontrar alguém que reúna uma boa parte de todos os atributos necessários a um professor capacitado e idôneo. Por isso, gostaria de concluir este artigo dizendo que o mestre da Escola Dominical não necessita ser um exímio técnico do conhecimento. O que realmente precisa é de ser um educador cristão em toda a acepção da palavra. O educador não é um simples professor, no sentido daquele que apenas ensina uma ciência, técnica ou disciplina. Educadores e professores possuem natureza e função distintas. Eles não são forjados no mesmo forno.
Os alunos podem se esquecer das lições de seus mestres, mas, dificilmente da pessoa que eles representam. Afinal, os melhores professores ensinam as lições da própria vida.
Se um educador revela personalidade estável, ajustando-se e enfrentando ponderadamente os problemas da vida, se sempre combina os ensinamentos de Cristo aos seus melhores conhecimentos e habilidades, por certo conduzirá seus alunos ao âmago de suas próprias experiências. O ensino realmente ocorre quando os alunos conservam na memória as lições vividas por seus competentes mestres.
Marcos Tuler é pastor, pedagogo, escritor, conferencista e Reitor da FAECAD (Faculdade de Ciência e Tecnologia da CGADB)
Contatos
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Fonte: CPAD

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O poder irresistível da comunhão na igreja

O poder irresistível da comunhão na igreja 

 



por Altair Germano
www.altairgermano.net
Texto Bíblico: Atos 2.40-47
Texto Áureo: Ef 4.3,4
Comunhão e unidade são dois temas que não podem estar desassociados.
A COMUNHÃO DOS SANTOS
O termo grego para "comunhão" é koinonia, que significa "tendo em comum, sociedade, companheirismo". Dentre outras coisas, denota a parte que alguém tem em algo: "É, assim, usado acerca: das experiências e interesses comuns dos cristãos (At 2.42; Gl 2.9)" (VINE, 2003 p. 485).
Arrington (2003, p. 639) afirma que:
A palavra "comunhão" (gr. koinonia) expressa a unidade da igreja primitiva. Nenhuma palavra em nosso idioma traduz seu significado completamente. Comunhão envolve mais que um espírito comunal que os crentes compartilham uns com os outros. É uma participação comum em nível mais profundo na comunhão espiritual que está em Cristo.
Desta forma, comunhão dos santos é mais do que a simples partilha de bens materiais, é o desfrutar comum das bênçãos espirituais e da participação no corpo de Cristo pelo Espírito.
O termo "santos", do grego hágios, é geralmente utilizado no plural para identificar todos os que professam a fé em Cristo (Rm 1.7; 1 Co 1.2; Ef 1.1 ss).
A expressão "comunhão dos santos", do latim communio sanctorum, não aparece na Bíblia, embora idéia esteja presente. O termo foi utilizado pela primeira vez por Nicéias (ou Nicetas) de Remesiana, por volta de 400 d.C.
Conforme o Dicionário Bíblico de Wycliffe (2006, p. 439), os ensinos sobre esta verdade se apresentam da seguinte forma:
- O surgimento da comunhão dos santos: A comunhão dos santos surge com o novo nascimento (Jo 3.1-12), sendo desta forma, limitada àqueles que estão em Cristo Jesus (2 Co 5.7). Por ter um Pai espiritual comum, possuem uma irmandade espiritual comum (Hb 2.11-13)
- A essência da comunhão dos santos: A comunhão representa a unidade espiritual que liga os crentes a Jesus e uns com os outros (Jo 15.1-10; 17.21-23; Ef 4.3-16). Embora transcenda os laços naturais (Gl 3.28; Cl 3.11), não elimina as diferenças comuns às pessoas (1 Co 7.20-24; Ef 6.5-9).
- Os resultados da comunhão dos santos: O compartilhamento mútuo das bênçãos materiais (Rm 12.13; 15.26, 27; 2 Co 8.4; 9.9-14; Fl 4.14-16) é um das manifestações visíveis desta comunhão. Em um nível mais elevado, como já colocamos, a participação nos dons espirituais (MT 25.15; 1 Co 12.1-31) dentro da comunidade cristã, é outra forma de manifestação da comunhão dos santos.
Barclay (2000, p. 7), identifica sete aspectos da comunhão que caracteriza a vida cristã:
- A comunhão que implica um compartilhar de amizade (1 Jo 1.3)
- A comunhão que implica um compartilhar dos bens materiais (Rm 15.25; 2 Co 8.4; 9.13; Hb 13.16)
- A comunhão que implica uma cooperação na obra de Cristo (Fp 1.5)
- A comunhão que implica uma convivência na comunidade da fé (Ef 3.9)
- A comunhão implica uma relação com o Espírito (2 Co 13.14; Fp 2.1)
- A comunhão implica uma relação com Cristo (1 Co 1.9; 10.16; Fl 3.10)
- A comunhão implica uma relação com o Pai (1 Jo 1.3, 6)
A koinonia cristã, conforme Barclay, é aquele vínculo que liga os cristãos uns aos outros, a Cristo e a Deus.
A COMUNIDADE DOS BENS
Existem evidências históricas de que a "comunidade dos bens", entendida como a participação comum de um grupo em todos os bens dos membros deste grupo, foi idealizada por Pitágoras (Kenner, 2004, p. 345) como um modelo utópico e ideal de convivência. Williams (1996, p. 78) e Champlin (2001, p. 824) fazem referência citação de Filo louvando os essênios por esta prática. Josefo (2005, p. 827) relata sobre os essênios:
Possuem todos os bens em comum, sem que os ricos tenham maior parte que os pobres". E ainda, "Assim, eles se servem uns dos outros e escolhem homens de bem da ordem dos sacerdotes, que recebem tudo o que eles recolhem de seu trabalho e têm o cuidado de fornecer alimento a todos. (Idem)
O Novo Testamento registra em várias passagens esta prática (Jo 12.6; Lc 8.3; At 4.36, 57 e 5.1), estando o principal episódio registrado em Atos 2.42-47. Para Champlin (Idem):
A partilha informal, naturalmente alicerçada sobre o amor de um crente por outro, é o padrão das virtudes cristãs, mas isso não precisa transformar-se em uma partilha formal e obrigatória de bens.
IGREJA E COMUNISMO
Alguns defendem a idéia de que Atos 2.42-47 é uma proposta bíblica para o comunismo. "Porém, não há qualquer dogma, no Novo Testamento, no sentido de que a experiência deveria ser universal, compulsória e permanente". (ibdem, p. 826). Observemos a posição de outros estudiosos das Escrituras:
O fato de mais tarde Barnabé ser destacado por vender uma propriedade indica que esta prática não é algo que todos os crentes fazem (At 4.36,37). Os novos crentes estão dispostos a compartilhar suas possessões quando surgem necessidades (v. 45). O termo comunismo não descreve esta prática. Antes, eles estão expressando amor espontâneo, e é completamente voluntário. (ARRINGTON, 2003, p. 640)
"O amor cristão manifestou-se num programa social de assistência material aos pobres. Essa atitude cristã de partilhar com os outros parece que se limitou aos primeiros anos da igreja de Jerusalém e não se estendeu às novas igrejas conforme o Evangelho foi sendo levado através da Judéia." (PFEIFFER; HARRISON, 1987, p. 245)
Um dos resultados foi a prontidão dos crentes em partilhar seus bens uns com os outros. Isto se tornou prática comum entre os crentes. O verbo está no imperfeito e podia ser traduzido assim: 'continuavam a usar todas as coisas em comum'. Para esses cristãos a espiritualidade era inseparável da responsabilidade social (Dt 15.4s; At 6.1-6; 11.28; 20.33-55; 24.17 ss). Parece que o comunitarismo teria sido uma solução provisória neste caso, e necessário naquela circunstância. (WILLIAMS, 1996, p. 77)
É verdade que Jesus ordenou a um jovem governante rico que vendesse os seus bens e desse o dinheiro aos pobres (Lc 18.18-30), mas a razão para a ordem era testar a fé, e não forçar um nivelamento social e econômico. [...] Jesus disse: 'Porquanto sempre tendes convosco os pobres, mas a mim não me haveis de ter sempre' (Mt 26.11). (PFEIFFER; VOS; REA, 2006, p. 440)
Que conclusões podem ser tiradas, então, com respeito à abordagem bíblica ao comunismo? Em primeiro lugar, A Bíblia certamente não apóia o Comunismo Marxista com sua filosofia anti-Deus e seu conceito de guerra de classes. Várias passagens (por exemplo Ef 6.5-9; Cl 3.22; 4.1) admoestam os trabalhadores a ter boas relações com os seus patrões e vice-e-versa. Segundo, a posse pública da propriedade entre os crentes parece ter sido restrita a Jerusalém. (Idem)
Para concluir, entendo que tanto o Capitalismo Selvagem, quanto o Comunismo Utópico, são sistemas sócio-político-econômicos desprovidos dos princípios bíblicos de amor, comunhão, voluntariedade e generosidade.
Como bem colocam Pfeiffer, Vos e Rea (Idem, p. 441):
Se os crentes hoje desejarem viver em um acordo onde os cristãos tenham a posse pública dos bens, eles devem se sentir livres para assim proceder; mas a Escritura não os obriga a viver desta maneira, e eles não devem julgar os outros crentes que preferem usufruir a posse privada da propriedade. Todos devem lembrar de que são meramente mordomos de tudo o que Deus lhes tem dado, e que são exortados a exercitar a mordomia fiel das posses que lhe foram confiadas.
A UNIDADE ORGÂNICA DO CORPO DE CRISTO
O texto de 1 Co 12.12-27, que trata da unidade orgânica da Igreja, nos possibilita a compreensão de verdades essenciais para a transformação da nossa maneira de ser, pensar, falar e agir sobre este organismo vivo e espiritual no qual estamos inseridos, do qual fazemos parte.
- Fomos todos batizados em um corpo (v. 13a)
Em termos orgânicos e espirituais, a Igreja não é formada de "corpos", antes, é um corpo formado de "membros". Os verdadeiros cristãos, independente de onde estejam, separados por barreiras denominacionais, doutrinárias, ideológicas, conceituais, geográficas, sociais ou qualquer outra, são membros "colocados" para dentro de um único corpo.
- Bebemos todos de um só Espírito (v. 13b)
O Espírito é a fonte de onde emana vida espiritual. Pelo Espírito somos saciados e nutridos com a vida de Deus. Todo o corpo com os seus membros podem funcionar perfeitamente, pois não haverá escassez desta água renovadora. Todos podem beber, pois não há acepção de órgãos. Não há privilégios apenas para alguns. A fonte é abundante e inesgotável.
- Temos o sentido de ser e fazer apenas na relação com o outro (v. 14-23)
A interdependência é a tônica que rege os órgãos do corpo. Um órgão não tem sentido sem o outro, pois só existe para servir, não é um mero adereço no corpo. Nenhum órgão subsiste naturalmente fora do corpo. Só no corpo ele "é", e apenas no corpo ele "faz", se realizando numa relação de reciprocidade de serviço e de utilidade. Ser órgão é ser "parte de", e não "ser em si".
- Precisamos ter cuidado com o que pensamos e dizemos (v. 15, 16 e 21)
O pensamento precede a fala. A boca fala daquilo que o coração está cheio. A fala manifesta os segredos da alma. O fato de achar e dizer que não somos do corpo não nos tiram do corpo. Afirmar que não precisamos um outro, além de manifestar arrogância, revela também o nosso auto-engano. Precisamos sim um dos outros. Não podemos negar isto com ações ou palavras. Sozinhos não iremos longe. Sozinhos morreremos.
- Contentemo-nos com a posição que ocupamos no corpo (v. 18 e 24)
É necessário saber que é Deus quem dispõem, coloca, coordena e concede lugares, funções e honras no corpo. Não é simplesmente uma escolha pessoal, antes, se trata de uma determinação soberana e graciosa. Soberana, pois tudo é de Deus, e graciosa, pois não é meritória, não é fruto de nossas obras ou méritos pessoais ocupar este ou aquele lugar, esta ou aquela função, receber esta ou aquela honra. Tudo é dele e para Ele.
- Cuidemos uns dos outros com igual cuidado (v. 25)
É preciso entender que somos como membros do mesmo corpo, cuidadores. Cuidar implica em nutrir, suster, socorrer, ajudar, ouvir, apoiar e outras ações. Mas, não devemos apenas ser cuidadores. Precisamos cuidar de todos sem acepção, sem preferencialismo. É fazer o bem sem ver a quem. Trata-se de ação misericordiosa e desinteressada. Cuidar é amar. Cuidar é fazer o que deve ser feito, norteado pelos mais nobres sentimentos e objetivos.
- Soframos com o sofrimento alheio (v. 26a)
A indiferença para com o sofrimento dos outros órgãos do corpo, por suas disfunções, enfermidades, carências ou doenças, não é uma atitude esperada ou desejada de quem está comprometido com o todo. Chorai com os que choram. Se coloque no lugar do outro. Tente perceber suas dores, medos, temores, ansiedades, angústias e frustrações.
- Alegremo-nos com a alegria alheia (v. 26b)
A inveja, conceituada como "profunda tristeza com o sucesso, conquistas, vitórias, bênçãos e felicidade dos outros" pode impedir, de alegrarmo-nos com a alegria do no nosso irmão, do outro membro. Celebremos, festejemos, regozijemo-nos, alegremo-nos quantas vezes for necessário com a forma de Deus honrar o nosso próximo.
- Tenhamos uma visão geral do corpo (v. 27a)
Uma visão geral nos possibilita uma compreensão macro da unidade, da comunhão, da interdependência, da grandeza, da beleza, da magnitude, da força, da vitalidade, do crescimento, da força, da inteireza de ser corpo de Cristo. Trata-se de uma visão onde o "eu" se funde com o "tu" formando um "nós".
- Tenhamos uma visão sistêmica do corpo (v. 27b)
Tal visão nos proporciona uma percepção mais apurada e individualizada da multiplicidade de funções (multifuncionalidade) dos órgãos e membros, das suas particularidades, atribuições e interligações. Das nossas possibilidades de agregar valor ao corpo, e do valor que os demais membros agregam a este corpo.
Uma compreensão da unidade orgânica do corpo é vital para o seu próprio crescimento, para a manutenção de sua saúde e funcionalidade, tanto numa perspectiva do todo, como na perspectiva de cada membro deste corpo.
UNIDADE DOUTRINÁRIA
Sobre "unidade doutrinária", recomendo a leitura dos posts abaixo, publicados neste blog, que expressa a realidade que vivenciamos em termos de Assembleia de Deus no Brasil:
- Por um Concílio das Assembleias de Deus no Brasil (1)
- Por um Concílio das Assembleias de Deus no Brasil (2)
- Por um Concílio das Assembleias de Deus no Brasil (3)
- Por um Concílio das Assembleias de Deus no Brasil (4)
- Por um Concílio das Assembleias de Deus no Brasil (5)
UNIDADE DENOMINACIONAL
Em pleno ano do Centenário, vivenciamos também uma crise na unidade denominacional. Tal crise é caracterizada:
- Pelos litígios convencionais e ministeriais nos estados e regiões, onde em alguns lugares os membros e obreiros de uma convenção, ministério ou igreja, são proibidos de visitar ou participar da atividade da "outra", sob pena de disciplina ou exclusão. É verdade que alguns litígios são provocados pela ganância, vaidade, falta de respeito e de submissão de alguns. Nestes casos, os órgãos competentes deveriam cooperar na busca de soluções que promovessem o mínimo de respeito possível, não deixando a coisa correr à revelia. É bom também salientar, que há casos onde a Bíblia recomenda a não associação com alguns que se dizem "irmãos", mas que não vivem de acordo com o Evangelho de Jesus (1 Co 5.11-13).
- Pela "mercadologização" da fé, onde igrejas são abertas da mesma forma que se abre uma loja, sem "cliente" algum (ou poucos), mas sob a confiança dos empresários da fé em estratégias de crescimento fundamentadas em técnicas de marketing, uso da mídia e "pescarias em aquários".
- Pela neopentecostalização do pentecostalismo clássico assembleiano, onde no culto vale de tudo para atrair o povo. Quem disse que as sete voltas de Jericó, os sete mergulhos no Jordão, o culto da vitória, o culto da prosperidade, o culto de quebra de maldição, a determinação de bênçãos e coisas semelhantes a estas ainda são "privilégios" apenas dos neopentecostais. Pois é amados, muitos já adeririam àquilo que alguns teólogos e sociólogos chamam de "a terceira onda do pentecostalismo".
Talvez alguns se contorçam diante do aqui exposto, que trata de fatos presentes também na igreja primitiva e tratados abertamente no Novo Testamento (penso que muitos se contorceram na época com as declarações de Paulo), mas não podemos fingir que nada está acontecendo, tentando procrastinar soluções ou mascarar a realidade com belos discursos e grandes festividades.
Estudar uma lição bíblica deste nível, sem procurar aplicar os seus ensinamentos à nossa realidade, é pura retórica, é mero auto-engano, é um pecado grave.
Busquemos a verdadeira comunhão e unidade bíblica, sejamos cumpridores da Palavra, e não nos enganemos com falsos discursos (Tg 1.22)
BIBLIOGRAFIA
ARRINGTON, French L; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
BARCLAY, William. Palavras chaves do Novo Testamento. 2 ed. São Paulo: Vida Nova, 2000.
CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. 5. ed. São Paulo: Hagnos, 2001. v. 1
GERMANO, Altair. Estudos bíblicos e escritos. Recife-PE: Edição do Autor, 2010.
JOSEFO, Flávio. História dos hebreus: de Abraão à queda de Jerusalém obra completa. 9. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
PFEIFFER; Charles F.; HARRISON, Everett F. Comentário Bíblico Moody: os evangelhos e atos. São Paulo: IBR, 1997. v. 4
______; VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
KEENER, Craig S. Comentário Bíblico Atos: Novo Testamento. Belo Horizonte: Atos, 2004.
VINE, W. E.; UNGER, Merril F.; WHITE JR, William. Dicionário Vine. 2. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
WILLIAMS, David J. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo: Atos. São Paulo: Vida, 1996.
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Egito condena à morte muçulmano que matou cristãos em tiroteio

Egito condena à morte muçulmano que matou cristãos em tiroteio
   
EGITO (20º) - Uma corte estatal de segurança do Egito sentenciou um muçulmano à morte por matar seis cristãos coptas e um policial muçulmano em um tiroteio na véspera do Natal Copta, em janeiro de 2010.

Mohamed Ahmed Hussein, de 39 anos, conhecido como Hamam Kamouni, foi acusado pelo "assassinato premeditado" dos cristãos e do policial e por "intimidar cidadãos" em Nagaa Hamady, no Sul do Egito, após uma missa.

O juiz afirmou que a sentença de Hussein será enviada ao grande mufti para confirmação, em referência à maior autoridade religiosa egípcia, que é chamada para confirmar sentenças de morte.

As sentenças dos dois cúmplices de Hussein, Kurashi Abu Haggag e Hindawi Muhammed Sayyid, que foram acusados de ajudá-lo no assassinato e de porte de armas, serão anunciadas em 20 de fevereiro.

Os cristãos correspondem a aproximadamente 10 por cento da população majoritariamente muçulmana do Egito, que tem 80 milhões de habitantes. A violência sectária é rara, mas disputas sobre direitos à terra ou relacionamentos pessoais às vezes aparecem.

Na semana passada, um policial muçulmano foi acusado de matar a tiros um cristão em um trem da cidade de Samalut, no Sul de Egito, e será julgado por assassinato premeditado.

Uma bomba que explodiu no Ano Novo do lado de fora de uma igreja na cidade portuária de Alexandria matou 23 pessoas e feriu dezenas, no que especialistas acreditam ter sido o pior ataque a cristãos na história recente do Egito.

A explosão causou protestos por parte de cristãos e muçulmanos.



http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=6818

Escola Bíblica Dominical


 

Date: Tue, 11 Jan 2011 10:10:21 +0000
Subject: NewsLetter - Escola Bíblica Dominical
From: ensinodominical@gmail.com
To: cb.amp@hotmail.com


O derramamento do Espírito Santo no Pestecostes


Pb. José Roberto A. Barbosa

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Objetivo: Mostrar aos alunos a atualidade do batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais, conforme vaticinado pelos profetas, prometido por Jesus e ensinado pelos apóstolos nas Escrituras.

INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, estudaremos a respeito do derramamento do Espírito Santo no Pentecostes. A princípio, destacaremos as profecias bíblicas que apontam para esse evento. Em seguida, analisaremos a ocorrência desse derramamento em At. 2. Ao final, abordaremos o propósito desse batismo, para aquele tempo, com sua aplicação para a igreja dos dias atuais.

1. PROFECIAS DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
O derramamento do Espírito Santo foi predito várias vezes antes do seu acontecimento. O profeta Joel vaticinou a respeito do derramamento do Espírito sobre toda a carne. Essa ocorrência se concretizará plenamente no futuro, em relação a Israel, por ocasião do reinado do Messias (Jl. 2.28-32), no tocante à igreja, se concretizou no dia de pentecostes (At. 2.16-18). Isaias profetizou o derramamento do Espírito sobre a posteridade de Israel (Is. 44.3). Depois do período do silêncio profético, João Batista, já próximo à manifestação do ministério público de Jesus, disse que batizava com água, para arrependimento, mas que viria um maior do que ele, que batizaria com o Espírito Santo e com fogo (Mt. 3.11). No contexto dessa passagem, o batismo com o Espírito Santo diz respeito àqueles que crêem em Cristo, e com fogo, para os que O rejeitam como Senhor. Não podemos negar, porém, que o fogo é símbolo bíblico do Espírito Santo, pois, línguas repartidas como de fogo foram vistas por ocasião do derramamento do Espírito no dia de Pentecostes (At. 2.3). Jesus também predisse, mais que isso, prometeu enviar o Espírito Santo sobre os seus discípulos (Jô. 14.16,17). Depois de ressuscitar, disse ele: "permanecei em Jerusalém até que do alto sejais revestidos de poder (Lc. 24.49) e "vós sereis batizados com o Espírito Santo não muito depois destes dias" (At. 1.5). Essa promessa foi ratificada em At. 1.8: "recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo". As palavras de Jesus dizem respeito tanto ao recebimento do Espírito quanto ao Seu derramamento, experiências que ocorrem em momentos distintos.

2. O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO NO PENTECOSTES
A festa judaica de Pentecostes acontecia no qüinquagésimo dia depois da Páscoa, também era denominada de Festa das Semanas, porque ocorria sete semanas depois da Páscoa. Na ocasião celebrava-se a colheita dos primeiros grãos de trigo (Ex. 23.16; 34.22; Lv. 23.15-21). Para a igreja, essa festa passou a ter um significado especial, diz respeito ao momento em que essa recebeu o poder do alto, o batismo no Espírito Santo, prometido por Jesus, para a expansão do evangelho (At. 2.1). Cento e vinte discípulos, que se encontravam reunidos no mesmo lugar, ouviram um som como de um vento, na medida em que esse encheu o cenáculo, línguas repartidas como que de fogo pousaram sobre os presentes (At. 2.2,3). E todos foram cheios do Espírito Santo, o verbo pimplemi – cheios em grego – dá idéia de uma capacitação sobrenatural para o serviço divino. Desse modo, o derramamento do Espírito Santo significa o mesmo que ser batizado no ou com o Espírito Santo ou receber o dom do Espírito (At. 1.5; 2.4; 38). Esse mesmo Espírito habilita sobrenaturalmente os discípulos a "falarem em outras línguas" (At. 2.4), isso quer dizer que eles não estudaram as línguas que falaram, ainda que, pelo contexto, inferimos que essas línguas foram reconhecidas como idiomas (At. 2.6). O falar em línguas é uma evidência física do batismo no Espírito Santo. Esse precisa ser diferenciado do dom de variedade de línguas (I Co. 12.10). Quando o crente fala em línguas, no Batismo no Espírito Santo, demonstra que experimentou o derramamento. Quanto fala em línguas, enquanto dom, edifica a si mesmo, ou, se houver quem interprete, a igreja (I Co. 14.4,13,27).

3. O PROPÓSITO DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
O propósito do Batismo no Espírito Santo está explicitamente registrado em At. 1.8. Ainda que alguns teólogos associem esse derramamento a uma vida de santificação, esse, na verdade, objetiva o testemunho da morte e ressurreição de Cristo por parte de quem o experimenta. O fruto do Espírito Santo, produzido a partir de uma vida de comunhão com Deus, favorece a santificação do cristão (Gl. 5.22), o derramamento do Espírito, no entanto, visa à capacitação do cristão, com o poder do alto, a fim de que esse tenha coragem e audácia, mesmo diante de perseguições e adversidades, para falar, com intrepidez, a respeito do evangelho de Cristo. Toda igreja que pretende ser missionária, e desenvolver o ministério de testemunho de Jesus com eficácia, deve buscar o derramamento do Espírito Santo. Ao lermos o relato das experiências pentecostais do século passado, somos impactados pelas proezas que os servos de Deus foram capazes de realizar no poder do Espírito Santo. Após terem passado pela experiência desse Batismo, não mediram esforços para levar adiante a mensagem da salvação. Os diários de homens como Daniel Berg e Gunnar Vingren, a biografia de cristãos como Orlando Boyer, e de tantos outros crentes batizados no Espírito Santo, revelam o que Deus pode fazer, e ainda tem feito, com homens e mulheres cheios do Espírito. Os crentes da igreja primitiva, outrora atemorizados pelas autoridades religiosas judaicas, após experimentarem o enchimento do Espírito, passaram a anunciar o evangelho com ousadia, impulsionados pelo Espírito Santo.

CONCLUSÃO
Neste Centenário da Assembléia de Deus, precisamos continuar a propagar o evangelho pentecostal. Jesus Cristo salva, cura, batiza no Espírito Santo e leva para o céu. Devemos investir o que for possível nos meios de propagação do evangelho, favorecer a formação bíblico-teológica dos obreiros, mas não podemos prescindir da experiência marcante do Batismo no Espírito Santo, tendo o falar em língua como evidência física. Através dessa experiência, a igreja contemporânea poderá, com o mesmo vigor pentecostal da igreja primitiva, anunciar, com autoridade, que Jesus Cristo é o Senhor.

BIBLIOGRAFIA
ARINGTON, F.L., STRONSTAD, R. (eds.) Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
STOTT, J. A mensagem de Atos: até os confins da terra. São Paulo: ABU, 2008.

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